Poema Felicidade
A dificuldade em compreender a Felicidade nos leva a vê-la apenas no que passou ou na fantasia do que virá, esquecendo que entre um e outro existe toda a densidade do Agora.
Alegria é fruto de um prazer circunstancial e até pode ser medida quimicamente. Porém, a Felicidade não se mede, uma vez que é definida filosoficamente.
Não temos o direito de nos privarmos da felicidade plena.
Nunca será tarde demais para nos redimirmos do mal que causamos a nossa história de vida...
Coração que se diverte fantasiado de felicidade sobrevive na realidade ilusória protagonizando os efémeros momentos.
Não é a felicidade que me faz sentir feliz; e sim sentir surpreendentemente que a tristeza é superável.
A dor e a felicidade são inseparáveis. Nesta dualidade de naturezas, existe a distância, que separa apenas por prazos de tempo, a inerência de ambas.
Momentos de felicidade são: fragmentos de primavera que florescem no coração e propagam-se no prado da alma.
A felicidade serve para sentir e partilhar. Quem a procura perde tempo, porque esta é invisível. É somente visível aos olhos do coração.
Entre o homem e o animal: o animal é mais feliz. A inferência humana prova que a felicidade é complexa. O animal atribui a felicidade aos humanos, e isenta-se de ser servo da mesma.
O maior erro do Ser humano é: quando se sente feliz, aprisiona a felicidade como se esta fosse infindável. A felicidade é nómada; é uma evolução de muitos momentos que emergem da infelicidade, provocada por um sofrimento ampliado pela própria existência.
