Poema do Jardim de William Shakespeare
Caçador Sombrio
Como podes privar os olhos dos santos da beleza de uma pomba tão bela?
Como podes se engrandecer em meio a caçadores pela conquista de um ser tão puro?
Aaah, que insanidade vinda de ti!
Se não cuida para que ela continue bela, deixe-a partir!
Mas não a mantenha presa a ti como um troféu, e não corte a única grandeza que a faz livre; suas asas.
Irá mata-la não vê? Deixe-a partir!
E que bem longe de ti, ela finalmente viva em paz.
NEM MESMO VAN GOGH
Tudo um dia
Se vai
Eu um dia vou partir,
Todos vamos partir
As flores vão murchar,
A água vai secar,
E nós humanos, vamos nos matar
Sabe a única coisa que não se vai?
A tamanha beleza
Daquela garota
Nem mesmo Van Gogh
Conseguiria achar
Uma palavra para a descrever
Nem Shakespeare
Iria conseguir canta-la
Monalisa teria inveja de
Uma pintura sua, maldito da Vinci,
Errou em sua escolha de obra
Há Outras Flores
Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.
Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.
Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.
Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.
William Contraponto
A TUA DOR
Ninguém sente a tua dor,
Ninguém jamais sentiu,
Ninguém sabe como doeu,
Em quais sentidos a dor mexeu.
Ninguém tem a mesma cicatriz,
A exata noção do que viveste,
A cicatrização do teu ferimento,
Ninguém tem a medida, ninguém é você.
Então, eles - quem quer que sejam -
Não entendem, não merecem,
Ser levados em conta,
Nas suas opiniões superficiais.
Desconectadas do contexto único,
Das tuas experiências,
Ninguém é você,
Ninguém jamais será.
William Contraponto
Agente nunca sabe quando é a última vez
Desejo e espero que não seja a última vez
você foi embora sem avisar, nada que eu não soubesse, ou que você devesse..
Ainda disse que era melhor agente se afastar
E lá no fundo, se era verdade ou mentira eu não sei, pelo menos não agora..
quem diria, tudo isso...
fico me perguntando se você vai sentir minha falta como eu sinto a sua..
Tuas verdade e mentiras
Teus detalhes e defeitos
Teu lindo sorriso, teu beijo doce
Nossos corpos
Teu drama e carinho
nossa primeira, e última noite na praia..
Despedidas...
Agente nunca vai saber né?
Avenida das Desilusões
Na avenida das desilusões
Correm todos sem parar
Tentando em vão escapar
O que causa outras tensões.
Ao longo desse caminho
Natural será algum espinho.
Por essa via tão evitada
Nem tudo é só derrota
Se descobre quem sabota
A rota até pode ser alterada.
Caso não haja impedimento
Devido o intenso movimento.
Na avenida das desilusões
Cabisbaixos seguem os devotos
Recordando com velhas fotos
A fé mantida em falhas previsões.
Aquilo que parece vir do além
Essa origem nem sempre tem.
Por essa via tão evitada
A decepção não é nada rara
Uma parte integrante e cara
Sendo instrumento na jornada.
São nessas amargas adversidades
A morada de inúmeras verdades.
No caminho dos desenganos
Salutares aqueles que evitarem
Maiores e irreversíveis danos.
O que for preciso saber
Que sabido o seja
Nem tudo será como se deseja.
O que for preciso saber
Que sabido o seja
Para que só a verdade nos reja.
Diversidade
Somos diferentes e iguais
Cada um com seus sonhos e ideais
Não importa a cor, o gênero ou a orientação
O que importa é o amor e o respeito
como direção.
Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.
Não há certo ou errado
Só há pontos de vista
Não há melhor ou pior
Só há caminhos distintos.
Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.
Vamos celebrar a diversidade
Vamos abraçar a diferença
Vamos aprender com a variedade
Vamos cantar com a esperança.
Diversidade é a riqueza da vida
É a beleza de cada ser
É a harmonia de todas as vozes
É a melodia que nos faz crescer.
Antes Que Tudo Se Repita
Sempre repetindo os mesmos erros
Às vezes se enganando com falsos acertos
Nunca percebe que está indo pro abismo
E ainda se acha o dono do ritmo.
Você se ilude com promessas vazias
E se envolve em situações sombrias
Não escuta os conselhos de quem te quer bem
E depois se lamenta por não ter ninguém.
Sempre repetindo os mesmos erros
Às vezes se enganando com falsos acertos
Nunca percebe que está indo pro abismo
E ainda se acha o dono do ritmo.
Você desperdiça as oportunidades
E se fecha para as novidades
Não aprende com as lições da vida
E depois se arrepende por ter perdido a saída.
Sempre repetindo os mesmos erros
Às vezes se enganando com falsos acertos
Nunca percebe que está indo pro abismo
E ainda se acha o dono do ritmo.
Acumular erros não é obra de arte
Deixe de orgulho e os admita
Sem reclamar da sorte
Pare agora e reflita.
Aculumar erros não é obra de arte
Deixe de orgulho e os admita
Sem reclamar da sorte
Aprenda antes que tudo se repita.
Meu coração vai batendo devagar como uma borboleta suja sobre este jardim de trapos esgarçados em cujas malhas se prendem e se perdem os restos coloridos da vida que leva. Vida? Buenas, seja lá o que for isto que temos.
O destino não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha, não é algo a se esperar, é algo a se conquistar.
Ilhéus
Sim, fui para Ilhéus
e pude sentir
a magia e os encantos
da feliz cidadela.
Cheguei em Ilhéus
Senti o cheiro do mar
sabor do chocolate
do cacau que nasce nela.
Andei por Ilhéus
terra de Jorge Amado
do Bataclan, do Vesúvio
Onde a vista pro mar é bela.
Voltei de Ilhéus
de suas ruas calmas
lugares que fazem
lembranças da forma mais singela
Voltarei para ilhéus
cidade de gente querida
terra da poesia
casa de Gabriela
Cravo e Canela.
Vi muitas celas na vida
Cárceres bons
Lugares que poderiam
ser minhas prisões eternas
e perfeitas!
Mas jamais permiti
que me prendessem...
Nunca!
Sempre me liberto
Antes dos grilhões se fecharem!
Sempre desejei a Liberdade!
Sempre clamei por respirar!
E hoje
eu faço poesia que liberta!!!
Jamais me vendi por bagatelas
Jamais me venci por bagatelas
Em tudo me perdi
Em nada me entreguei...
Porque rimas baratas
não sustentam o meu Verso
E ó Deus
por favor eu te peço
Me deixe cantar...!
Escrevo versos
feito quem acende uma lanterna
em meio a escuridão imensa
É uma lanterna antiga
que brilha na noite escura
Ascendo versos
Luzes
Risco Fósforos
O que seja!
Canto para iluminar
a minha vida
E acabo
Iluminando outros corações
Eu vim cantar no barro
Doar ao mundo o meu óleo!
Escrevo versos
feito quem carrega
no peito vendavais/
Tempestades-viventes!
E na alma o Paraíso
que nunca perdi...
Nunca deixei perder!
Jamais me perdi de mim...
Amo a minha meta
De ser poeta!
Acendendo outros corações
apagados na escuridão
desta noite grande que é a vida!
Sigo feliz...
Caminho a cantar!
Escrevo versos
como quem acende faróis à beira mar!
Em meio a escuridão imensa
Desta vida!
É uma lanterna antiga
que brilha, brilha...
Brilha em mim!
Derradeira lua
às três da manhã
E o adolescente olha
através do vidro da janela
Da toca
FAREJA...
O Universo girando
DESEJA
A Roda!
Sem sono...
Uma fera à espreita!
Esta fera da vida
'Fera Ferida'
...Só quer viver!
Quantas vezes...
Exato agora!
Me restou apenas cantar
para não ser destruído
Cantar para seguir...
Como a melhor
escolha-ou-única-saída
Para não deixar morrer minha vida!
O CANTO AO PÁSSARO DE FOGO!
Hoje, lembrei-me de ti
Do teu nome indígena:
Olhos de Fogo!
Em vida passada
Alguém te gritava...
Em um dia de explosão
e tempestade!
E teu bailar
fez tremer os montes,
E teu passo seguro
fez correr o mal!
E teu voo incandescente
flecha flamejante,
constante...
Foi lembrado para sempre...
A riscar a Via Láctea
O céu da noite!
...
Vai! Não percas mais
a tua força...
É hora de partir!
Pois quando retornares...
Serás o próprio Sol!
................................
Vai!
Que teu grito
seja ouvido!
Tua lenda
Tua marca
Tua dança
Tua canção
escutada!
Teu legado deixado ao mundo
Este simples canto:
- Olhos de Fogo!
Cabelos de nuvem...
Menino de Lama!
Ao vento sul despido
Vai viver a tua lenda
Curar o Mundo
Vai Bendito!
Poesia!
Poesia!
Poesia!
Poesia!
Grite aos quatro cantos...
Quem sabe os ventos levem doçura
A este momento do mundo
A esta humanidade
Desumana!
Sou um desmedido paradoxo
em cântico!
Sou um monge descabelado...
Um arlequim tristonho...
Um amante não amado
Um Cristo sem paraíso...
E bandido
SIGO...
Pela vida desamparado
O único remédio que tenho
É o meu verso
E às vezes este mesmo verso
que canto
Me machuca tanto
Feito aço enferrujado
