Poema de um Homem Apaixonado

Cerca de 30787 poema de um Homem Apaixonado

A lei pode prender o corpo, mas somente a consciência pode libertar o homem daquilo que o levou a delinquir.

Punir o homem é fácil; compreender o sofrimento que o conduziu ao crime é uma forma mais difícil de justiça.

A justiça começa quando o homem percebe que sua liberdade termina exatamente onde começa a dignidade do outro.

O homem teme a punição, mas teme ainda mais uma sociedade na qual ninguém reconheça seus direitos.

O homem cria instituições para controlar o poder e, depois, precisa criar instituições para controlar as próprias instituições.

Se Deus não existisse, talvez o homem o tivesse inventado para que o universo não parecesse tão indiferente.

Quem ensina um homem a acreditar no absurdo pode, um dia, ensiná-lo a praticar o intolerável.

Não basta libertar o homem dos velhos dogmas; é preciso ensiná-lo a caminhar sem precisar de correntes invisíveis.

A filosofia não promete respostas para todos os mistérios; oferece ao homem a coragem de permanecer diante deles.

O homem que pensa livremente pode caminhar sozinho, mas nunca pertence inteiramente às prisões do seu tempo.

Talvez Deus seja uma pergunta que o universo deixou dentro do homem para que ele jamais deixasse de procurar.

O homem procura o céu para explicar aquilo que ainda não conseguiu compreender na Terra.

O homem ergue templos diante do desconhecido e depois confunde a arquitetura de sua esperança com a verdade do universo.

O Iluminismo começou quando o homem trocou a segurança da resposta pela liberdade da pergunta.

O caminho de Buda não exige que o homem possua o universo, apenas que aprenda a habitar a própria consciência.

O homem criou deuses para explicar o céu; talvez sua maior tarefa agora seja aprender a contemplar o céu sem exigir que ele lhe responda.

O homem teme o silêncio do universo e, muitas vezes, preenche esse silêncio com certezas que dizem mais sobre seu medo do que sobre o cosmos.

O verdadeiro progresso começa quando o homem deixa de confundir tradição com evidência.

A psicologia descobriu que o homem não decide como imagina; o marketing descobriu como lucrar com essa descoberta; o Direito ainda investiga como protegê-lo sem negar sua liberdade.

O homem começa a ser livre quando ousa perguntar se os valores que recebeu merecem continuar governando sua vida.