Poema de um Homem Apaixonado
Não vamos imitar o homem da fábula que viu um menino se afogando e, imediatamente, lhe passou uma preleção a respeito da imprudência de ir para a água onde não mais dá pé. Não, não, vamos tirar o menino para a margem, secá-lo e vesti-lo, e então falar a ele que não deve mais fazer isso para que coisa pior não lhe aconteça.
O homem age como se fosse o senhor e mestre da linguagem, enquanto que na verdade a linguagem permanece mestra do homem.
Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação.
Um idiota faz com que sua namorada sinta ciúmes de outras mulheres. Um homem faz com que as outras mulheres sintam inveja da sua namorada!
Um homem perde o senso de orientação após quatro drinques; uma mulher, após quatro beijos.
O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são.
Quem não respeita o pai, não respeita ninguém porque um homem de verdade vai ser pai também.. Ame seu pai mesmo se ele for um pouco capitalista.
Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas.
Se o homem, de uma maneira geral, tem vocação para a escravidão, o jovem tem uma vocação ainda maior. O jovem, justamente por ser mais agressivo e ter uma potencialidade mais generosa, é muito suscetível ao totalitarismo. A vocação do jovem para o totalitarismo, para a intolerância é enorme. Eu recomendo aos jovens: envelheçam depressa, deixem de ser jovens o mais depressa possível, isto é um azar, uma infelicidade.
A bondade é um pequeno esforço do dever de retribuir com alegria todas as dádivas que o homem frui, sem dar-se conta, sem nenhum esforço, por automatismo - como o sol, a lua e as estrelas, o firmamento, o ar, as paisagens, a água, os vegetais, os animais...
É natural no homem o ser livre e o querer sê-lo; mas esta igualmente na sua natureza ficar com certos hábitos que a educação lhe dá.
Ele transa bem? Leva você para comer bons queijos e vinhos? É seu amigo? Então fica com ele. É o máximo que você vai conseguir de um homem.
Veja, o problema é que Deus deu ao homem o cérebro e o pênis, mas sangue suficiente para funcionar um de cada vez.
Hoje em dia está muito difícil ser homem com H. Você precisa ser gentil, mas firme, carinhoso, mas ter segurança, ser sensível, mas masculino, ajudar em casa, mas ter voz grossa. Gostar de cuidar das crianças, mas saber falar não. Deve sair com amigos, mas também compartilhar momentos únicos com a amada. Precisa ser culto, mas não erudito. Trabalhar , mas não ser escravo do trabalho. Falar e escrever coisas bonitas, preparar o café, enviar flores sempre que possível, com cartão apaixonado. Mas não pode ser piegas. Ganhar seu próprio dinheiro, inventar viagens alucinanates , buscar um chocolate quente na noite fria. Ser homem é oferecer os ombros, ser cúmplice, dar e receber carinho. Não é para qualquer um. Ah..é bom que seja inteligente, tenha bom humor, seja cheiroso. Mas não exagerado. Mulheres reclamam porque este homem está cada vesz mais raro. Por isso homens, precisamos nos reinventar. Porque homem que é homem chega no Ponto G antes da hora H!
Homens da Inglaterra, por que arar
para os senhores que vos mantêm na miséria?
Por que tecer com esforço e cuidado
as ricas roupas que vossos tiranos vestem?
Por que alimentar, vestir e poupar
do berço até o túmulo,
esses parasitas ingratos que
exploram vosso suor – ah, que bebem vosso sangue?
Por que, abelhas da Inglaterra, forjar
muitas armas, cadeias e açoites
para que esses vagabundos possam desperdiçar
o produto forçado de vosso trabalho?
Tendes acaso ócio, conforto, calma,
abrigo, alimento, o bálsamo gentil do amor?
Ou o que é que comprais a tal preço
com vosso sofrimento e com vosso temor?
A semente que semeais, outro colhe.
A riqueza que descobris, fica com outro.
As roupas que teceis, outro veste.
As armas que forjais, outro usa.
Semeai – mas que o tirano não colha.
Produzi riqueza – mas que o impostor não a guarde.
Tecei roupas – mas que o ocioso não as vista.
Forjai armas – que usareis em vossa defesa.
