Poema de Parabens pelo Aniversario
... sábios,
na realidade, não são seres especiais, inflexíveis - sequer, insólitos visionários disseminando suas robustas impressões e conteúdos capazes de subjugar
os labores do tempo...
Verdadeiros sábios, a meu ver, são seres
comuns, moderados - externando uma invulgar
e já calejada mestria em oportunizar soluções,
em que, a maioria de nós só enxerga
problemas!
... o mais
profundo do que somos
e sentimos, vive à flor da nossa
própria pele - embora carecente
de uma peculiar e sutil sensibilidade -
a qual, indiferentes, soberbos,
teimamos em ignorar...
Reconheça-se!
... nenhum
vício torna-se menos
nocivo - sequer menos letal -
pelo simples fato de algunstramarem
reduzi-lo a uma inocente atividade
recreativa!
... ter consciência
do Divino, não significa
dobrarjoelhos a quaisquer
personagemou liturgia - porém,
seguidamenterevestir-se de plausíveis
saberes -dos virtuosos hálitos da prudência;
propensos a nos manterem de pé
e caminhando!
... muitas vezes
a ausência de liberdade
não é resultado de fatores
externos, opressivos - porém, efeito
da nossa falta de limites - da incapacidadeem controlar
nossos próprios
instintos!
... dessa
nossa vida, nada
se perde - contrariamente, muito
se ganha, conquista - a não ser,
aquilo que não venha como
fruto do nosso próprio
trabalho!
O Soneto da Hora
A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.
RUA
A rua mastiga os homens: mandíbulas de asfalto, argamassa, cimento, pedra e aço.
A rua deglute os homens: e nutre com eles seu sôfrego, onívoro esôfago.
A rua digere os homens: mistério dos seus subterrâncos com cabos e canos.
A rua dejeta
os homens: o poeta,
agiota, o larápio,
bêbado e o sábio.
O Soneto do Fim
A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.
O Soneto da Noite
A noite chega,
A luz se nega,
O medo vem,
Não há ninguém.
O vento frio,
No som do rio,
Traz o temor,
De um velho horror.
A sombra invade,
Pela cidade,
Todo o clarão.
Só a memória,
Conta a história,
Na escuridão.
Velocidade
Não se lembram do Gigante das Botas de Sete Léguas?
E
Lá vai ele: vai varando, no seu vôo de [asas cegas, as distâncias... dispara, nunca pára, nem repara para os lados, para frente, para trás...
Vai como um pária
O Silêncio
A luz apaga
O sopro para
O corpo cansa
A alma lança
Um voo leve
Tão breve.
O frio chega
A vida nega
A terra chama
Quem tanto ama
Fica a saudade
A eternidade
A dor profunda
A paz inunda.
mas que exista
GUILHERME DE ALMEIDA
Indiferença
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto. E assim fazemos, como se com isto, pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado! Vais, coitada, esquecida de que existo. Como se nunca me tivesses visto, como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos, se quando passo, teu olhar me alcança se meus olhos te alcançam quando vais.
Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos. Volta-nos sempre a pálida lembrança. Daqueles tempos que não voltam mais! Guilherme de Almeida
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Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
Tem dias em que a vida ensina sem aviso,
em silêncio…
como quem ajeita por dentro aquilo que a gente ainda não sabe nomear.
Nem sempre é leve,
nem sempre é fácil de entender,
mas há um cuidado escondido em cada movimento.
Às vezes, ela nos estica,
nos tira do lugar conhecido,
nos convida a crescer por caminhos que não escolheríamos.
E mesmo quando parece desorganizar tudo,
há algo sendo lapidado.
Porque, no fundo,
a vida não chega para nos quebrar…
chega para nos transformar.
- Edna de Andrade
Tudo de Mim..
[...] me encontro na praia longa e solitária, quando o sol começa a acariciar as dunas e ondas...
Onde as gaivotas e peixes
cumprimentam-me eufóricos ao acordar pela manhã...
Então o mar, meu mar...
Me fala de emoções contidas, enquanto caminho em passos rápidos pelas águas cristalinas nas margens da praia...
Onde me torno dos sonhos
e deixo-me embalar nos sentimentos
a cada passo, em cada traço...
Porque tudo que almejo é sentir o calor do Sol, o cheiro do Mar que outrora me trouxera o Girassol...
E que a água limpe meus passos,
mas mantendo as areias douradas em versos de esperança...
Sempre em si...
Ser poesia é...
Um permanecer nos sentidos,
Um lacrimejar de felicidade,
Um sussurrar nos ouvidos,
Um suspiro de liberdade,
Um deslumbrar do luar,
Um desabrochar da flor ,
Um mergulho no mar,
Um declarar de amor...
Tão eu...
Gosto de pessoas que têm poesias no olhar,
Às que compreendem o meu sorriso.
Que sabe o que sinto quando me vê chorar,
E possui coração puro como o paraiso.
E quando passar o dia, de mim vai lembrar,
Que me querem delicadamente tão perto.
Às que sabem que jamais deixarei de lutar,
Gosto de pessoas que me tiram do deserto.
E me levam pro mar...
Um novo dia.
Cada novo dia temos a liberdade e escolha para onde devemos seguir, porém tudo na vida tem seu preço, siga buscando tão somente a felicidade, porque para alcançá-la só depende do que somos e não do que os outros dizem que somos.
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