Poema de Mario Quintana o Espelho
Não se pode percorrer duas vezes o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersa e se recolhe, vem e vai.
"Ninguém entra num mesmo rio uma segunda vez. Pois quando isso acontece, já não se é o mesmo; assim como as águas, que já serão outras."
E como uma coisa só, a vida e a morte, a vigília e o sono, a juventude e a velhice; pois essas coisas quando mudam são aquelas, e aquelas, são estas.
"Este mundo,igual para todos,nenhum dos Deuses e nenhum dos homens o fez ; sempre foi,é e será um fogo eternamente vivo,acendendo-se e apagando-se conforme a medida "
“Dar um boi para não entrar em uma briga e, se for o caso, uma boiada para dela sair, o quanto antes. Isso, sim, é sabedoria e coerência.”
O desaforo que, quase sempre, por orgulho, recusamos levar pra casa, na maioria das vezes, seria bem mais leve do que o novo fardo que acabamos levando em seu lugar.
Precisamos dar à nossa família, pelo menos, o mesmo tratamento que dispensamos às pessoas com as quais não temos laços consanguíneos.
Não tem jeito de enxergar qualquer animal como fonte de alimento. Eu, pelo menos, não consigo. E sou muito feliz por isso.
Pouco importa se a vida é dura, os sonhos são muitos e o tempo é pouco. Depois da curva, há um rio.
Temos sempre que cultivar a serenidade, a fé e a doçura. Dessa forma, nenhum limão que, vez ou outra, a vida nos oferece, será desperdiçado.
Perdoe-me por, muitas vezes, confundir persistência com teimosia. Não é por ignorância ou insanidade; é questão de sobrevivência.
Muitas vezes, mesmo discordando, precisamos aceitar. Diminui a dor e favorece a manutenção da paz.
Nenhuma mulher pode tolerar qualquer tipo de agressão física de seu esposo ou companheiro, nunca; jamais. Se, por infelicidade, acontecer uma vez, que seja, definitivamente, a última.
Em nossos relacionamentos, toda sequência de ação e reação desrespeitosa precisa ser interrompida, no menor espaço de tempo possível.
