Poema de Mario Quintana o Espelho

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⁠Se você presenciar eu me vitimizando, acredite. Foi muito pior do que eu estou expondo.
Eu cuido para não falar tudo que já passei pois já vi muita gente sucumbir por muito menos.
E não vejo mérito em ser obrigada a ser "tão forte".

E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?


Seria eu a sua Kriptonita?

E quando vier o inverno, a escuridão...
Que eu domine o fogo com seu calor, luz e poder de transmutar.

E se vier forte o medo, a incerteza...
Que a experiência do escuro e do frio superados revelem o aprendizado e sua beleza.

E se vier o fim, se vier a morte...
Que me seja suficiente o trajeto, que segui sem bússola que me apontasse um norte.

Que eu tenha sido nada pra envergonhar minha essência.
Enquanto tudo fui para honrar a centelha em mim confiada de existência.

Sangue indígena
Sangue cigano
Nem tão alienígena
Nem tão humano

Omissão exposta
Em vigília ou em sono
Explorador da crosta
Filho do dono

Do início ao fim
Do percurso ao meio
Sendo o todo em mim
Experimento sem freio

Eu fui
Eu sou
Eu serei
O que quero
O que temo
O que criei

Onde estou?
Onde estarei?
Olhe para ti antes!


Sem saber se vou
Se ficarei
Sem determinar qualquer instante


Um ponto
Uma redenção
Um instante
Uma recriação


Um conto
Sem noção
Variante
Confusão entre criação e destruição

Todas as observações são pontos
Que ninguém saberá onde chegar


Contados da forma que cada ser
Quiser que possam o enxergar


Você escolhe?
Você observa?
Ou aceita o que está escrito?


Desde que digam que é sagrado
Que é bonito
O que você reserva?


Essência, conveniência...
Fé, experiência ou ciência?
Qual é o seu sistema de crença?

EM 28 DE JULHO DE 2024 meia noite!! TIVE falência de órgãos em casa, um choque SÉPTICO que parou TODOS os MEUS órgãos em casa. Meu sogro e o cunhado do meu marido, orou pra Deus me dar a vida novamente. EM MENOS DE 5 MINUTOS, TODO O MEU CORPO COMEÇOU A SE DEBATER EM CIMA DA CAMA, SENTI UMA ENERGIA TÃO FORTE, VINDO DESDE A PLANTA DOS MEUS PÉS... SENTI TODOS OS MEUS ÓRGÃOS RESSURGINDO E VOLTARAM A FUNCIONAR NOVAMENTE. FOI ALI QUE ENTENDI SOBRE QUEM REALMENTE É DEUS. ELE É O SOPRO DA VIDA! ACREDITE. DEUS ELE É PURA ENERGIA, ELE É QUEM ESTÁ EM CADA UM DE NÓS. POR ISSO, RESPIRAMOS E TEMOS VIDA.
EU TIVE INFLAMAÇÃO GENERALIZADA.
4 CIRURGIAS... ALGUÉM OROU POR MIM EM SONHO, QUANDO NA VERDADE QUERIA ME FAZER MAL, OUVI UMA VOZ QUE ECOOU DOS CÉUS 'NÃO TOCA NELA' ESSA PESSOA DESISTIU DE ATACAR A MINHA VIDA, E COMEÇOU A CHORAR. PÔS A MÃO NA MINHA CABEÇA E COMEÇOU A ORAR POR MIM. DESDE ENTÃO, NUNCA MAIS SENTI DOR ALGUMA. SENDO QUE ANTES DISSO, MEU CORPO DOÍA 24 HORAS POR DIA, POR INTEIRO. EU NÃO AGUENTAVA MAIS!! DEUS EXISTE E ELE NOS AMA. A NOSSA FÉ, NOS CURA E NOS SALVA TODOS OS DIAS. TENHA GRATIDÃO E AME A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS. NUNCA RECLAME DE NADA. SEJA RESILIENTE, MESMO NO VALE DA SOMBRA DA MORTE, COMO EU ESTIVE. PORQUE MESMO MORTO, VIVERÁS! FOI O QUE ME ACONTECEU. EU RENASCI NOVAMENTE!! GLÓRIAS AO MEU BOM DEUS, AO MEU PAI QUE ME AMA E ME ACOLHE, QUE CUIDA DE MIM E DOS MEUS. ESSE, É O MEU TESTEMUNHO!!❤

Há encontros que parecem uma coincidência cósmica.

Hoje, enquanto Sol e Lua se encontram em um raro alinhamento no céu, penso que talvez algumas almas também sejam assim.

Percorrem caminhos distintos, atravessam tempos, distâncias e silêncios, até que, em algum ponto da existência, suas órbitas se encontram.

E, por um instante, tudo parece se alinhar.

Talvez almas gêmeas não sejam duas metades procurando se completar. Talvez sejam dois seres inteiros que, mesmo seguindo suas próprias trajetórias, reconhecem um no outro algo inexplicavelmente familiar.

Como no eclipse, um não precisa apagar a luz do outro. Há encontros que fazem justamente o contrário: revelam uma luz que sempre esteve ali, mas que somente aquela presença foi capaz de tornar visível.

E então compreendemos que alguns encontros não parecem apenas acontecer.

Parecem ter atravessado o universo inteiro para chegar exatamente àquele instante.

12 de agosto de 2026 — quando o céu nos lembra da poesia dos encontros.

#JaniaraDeLimaMedeiros

Se não existe o sagrado


Se não existe o sagrado
O lobo não corre na tempestade, uivando no vento


Se não existe o sagrado
O céu não tinge os olhares intrigados na noite


Se não existe o sagrado
O luar não se derrama pelos trigais amarelos


Se não existe o sagrado
O silêncio nada inspira aos amantes


Se não existe o sagrado
Não há o frescor do orvalho sobre o cansaço da ciência


Se não existe o sagrado
A fúria do mar não nos deixa introspectivos


Se não existe o sagrado
O infinito não é misterioso e revela-se a qualquer tolo

Transferência em Psicanálise.
É ato de deslocamento,sentimento de um indivíduo para outro ou seja entre o Analisando e Analista.
Sendo assim como disse Freud:
_"A Psicanálise não cria transferência,ela revela à consciência e apodera _se dela para dirigir os processos psíquicos para os fins desejados"

⁠. Templo
O corpo é o templo.
Deus dá ao corpo
um tempo de vida.
Para refletir no mundo
brilho e a trajetória.
Modo visível e simbólico
que Inicia_se e finaliza_se
uma história

⁠Status, o preço a ser pago

Você perdeu sua alma, sua honra, negociou seus valores, vendeu a dignidade, ficou sem moral, sem respeito

Está nu perante si mesmo e vestido de finos trajes para agradar os outros, mas não sabe que por dentro és pobre e infeliz

Asas do Mesmo Pássaro


Esquerda e direita: asas do mesmo pássaro voraz, que voa alto sobre o rebanho adormecido. Elas batem em uníssono, fingindo oposição, enquanto o bico ceifa as liberdades que prometem defender. Os acéfalos, massa de manobra cega, agitam bandeiras opostas como se batalhassem por destinos distintos, mas servem ao mesmo voo predatório, manipulados por narrativas que os mantêm no chão, pisoteando uns aos outros em nome de ídolos vazios. Enquanto isso, desperta quem vê a gaiola: o multilateralismo, essa teia de tratados e cúpulas que escraviza nações soberanas a elites invisíveis. Esses visionários, que ousam questionar o consenso globalizado, são tachados de antidemocráticos, marginais, conspiracionistas. Silenciados por algoritmos, censurados em púlpitos digitais, exilados do debate público. O pássaro, incomodado, bica
os que ameaçam revelar suas penas sujas de ouro e poder. Mas o voo cessa quando as asas se rebelam contra o corpo e o rebanho, enfim, ergue os olhos para o céu.

REALIDADE PARALELA


Vivemos em réplicas de espelhos quebrados, onde o reflexo não devolve o rosto, mas o eco de um grito engolido. As mentes, lascadas como vidros sob o martelo do tempo, teias entre o frisson e o divino: o delírio vira profecia, o tremor das mãos se ergue como hino aos céus partidos. O que parece cura é veneno disfarçado de salvação, e o veneno, ah, ele se veste de milagre, cuspindo promessas em línguas que ninguém mais ouve. Aqui, o real se contorce como fumaça em vento contrário. Um homem ajoelha ante o altar de comprimidos partidos, crendo que a náusea é êxtase celestial, enquanto a multidão aplaude o surto como visão apocalíptica. Não é loucura, dizem; é revelação. Não é doença, insistem; é deus infiltrado nas veias. Mas o que aparenta ser santo desaba em abismo, e o abismo, fingindo luz, engole o que resta de nós. A distorção rasteja, invisível, reescrevendo o mundo: o céu chove cinzas que chamamos de bênçãos, o chão se abre em feridas que juramos serem portais. Fragmentos de mentes se chocam, confundindo o pus com óleo sagrado, e o que é se desfaz no que parece. Nesta paralela, a verdade não existe, só o eco de si mesma, distorcendo até o silêncio.

Sob a lona colorida do circo, o mundo parecia suspenso entre a fantasia e o espanto. As luzes se acendiam, os aplausos ecoavam e os sorrisos surgiam no rosto de quem assistia. O anão cruzava o picadeiro com passos firmes, arrancando risadas sinceras, enquanto a mulher barbuda surgia imponente, desafiando olhares e preconceitos com sua presença marcante.
No centro da arena, o homem bala de canhão se preparava. O silêncio tomava conta por um instante, até o estrondo cortar o ar e o público explodir em aplausos, vibrando com a coragem e o risco transformados em espetáculo. Tudo parecia mágico, intenso, vivo.
E então vinha o palhaço. Com sapatos grandes, maquiagem exagerada e um sorriso pintado no rosto, ele tropeçava, brincava, fazia o público rir e esquecer, nem que fosse por alguns minutos, os pesos do mundo lá fora. Crianças batiam palmas, adultos sorriam, e o circo cumpria seu papel de encantar.
Mas por trás da maquiagem e do riso fácil, havia silêncios que ninguém via. Porque nem sempre que o palhaço está sorrindo significa que ele esteja feliz.

O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.

A Escassez, Filtro Implacável


A escassez é o filtro mais honesto que existe, para saber quem é leal. Não há máscaras que resistam ao vento seco da carência, ao vazio que corrói promessas vazias. Quando o pão escasseia na mesa, o ouro some do cofre e as sombras da dúvida alongam-se pela casa, revelam-se os verdadeiros companheiros — aqueles que ficam, não por ganho, mas por raiz profunda, resiliente no silêncio das noites sem luz. Abundância é ilusão de lealdade: todos correm ao banquete, sorriem sob o sol pródigo, juram eternidade enquanto as taças transbordam. Mas a escassez desnuda. Ela é o deserto que testa o peregrino, o mar revolto que afunda os fracos, o espelho quebrado que reflete apenas o essencial. Ali, sem distrações de favores ou bajulações, emerge a lealdade pura — não a que negocia, mas a que resiste, como raiz cravada na terra árida.Pois quem é leal não busca o que sobra, mas divide o que resta. Na escassez, o filtro separa o trigo do joio: os leais florescem no árido, enquanto os falsos evaporam como miragem.

A areia discutia com o vento sobre relógios invisíveis enquanto cavalos marinhos atravessavam o céu como se nuvens fossem oceanos. No centro de um mar morto que ainda respirava, um moinho girava ao contrário, triturando minutos em pó fino. O tempo afiava ponteiros com calma excessiva, sentado diante de um espelho quebrado que refletia rostos ainda não vividos. Cada fragmento mostrava uma possibilidade diferente, como se a realidade estivesse em teste.
Uma flor de lótus nascia dentro de uma xícara vazia, indiferente à ausência de água. Os cavalos marinhos cochichavam à areia que o mar morto não era falta, mas silêncio acumulado. O moinho insistia em girar, não para moer grãos, mas arrependimentos. O espelho multiplicava olhares, criando versões que nunca se encontravam.
Tudo parecia deslocado: areia no céu, água sem ondas, flores sem lago, horas sendo moídas. Um cenário absurdo, quase incoerente.
Até que se entende: a areia são os dias que escapam pelos dedos; os cavalos marinhos, pensamentos improváveis; o mar morto, o coração quando se cala; o moinho, a rotina que transforma escolhas; o espelho quebrado, nossas identidades fragmentadas; e a flor de lótus, a vida que insiste em nascer mesmo onde parece não haver nada.

A cadeira não sabe que cansa. Suas quatro pernas, verbo intransitivo de sustentação, aguentam nossos silêncios sem conjugação. A janela divide o mundo em sujeito e predicado: lá fora chove, aqui dentro falta.
Objetos não falam, mas nós falamos por eles. A porta decide, a chave permite, a xícara espera — todos verbos humanos, emprestados. É nossa projeção que dá sintaxe ao neutro. A mesa não sente solidão quando vazia; sentimos nós, projetando gramática onde há apenas existência muda.
E assim vivemos entre sujeitos ocultos e objetos que carregam nossos sentidos. A casa inteira é uma oração que nunca termina, pontuada pelo nosso ir e vir. As coisas permanecem, inertes e eloquentes, enquanto nós, desesperados por significado, lhes atribuímos vozes que elas jamais pediram.

A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.