Poemas sobre Dor

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⁠Filía é saber que existe alguém que acredita e admira você.

Filía é chegar no fim do dia e pensar em alguém antes de dormir e se orgulhar desse alguém.

(Filía me lembra panquecas, tudo fica melhor com panquecas.)

Filía é vencer e ter alguém que te aplauda, que se alegre com a sua vitória.

Filía e sentir o amor, apesar da dor.

Filía é errar e ter alguém que aponte o erro, mas também a solução.

Filía é ver a queda do outro e fazer com que se erga.É honrar e defender na ausência.

É fazer com que você sinta, que as estrelas foram feitas para serem vistas, pelos seus olhos.

Filia não se esconde, os olhos nunca mentem, está numa palavra bondosa, um abraço gentil, num conselho sincero, umas boas risadas.


Filía é o amor, O sublime amor entre amigos.

Tudo me lembra ele.
A música que eu deixei tocando no repeat, na segunda vez que ele dormiu comigo.
Passar na frente de onde ele trabalhava, é impossível não olhar e procurar por ele.
Pessoas falando Bonjour, ou qualquer coisa em francês...
Todas as letras de todas as músicas que o shuffle do ipod toca tem um pouquinho dele.
Todo homem de terno preto ou nariz empinado, não tem como não me lembrar ele.
Absolutamente tudo me lembra ele.

Queria tanto que ele voltasse pra mim :(

Eu sempre disse que a gente nunca mais ia se ver e você sempre disse que eu não sabia de nada. Entre uma conversa e outra você dizia que a gente tinha que ser amigos no Facebook, acho que me disse isso umas cinco vezes, inclusive na manhã em que foi embora.

Já vi gente ter pé atrás e medo de ser rejeitada, mas eu consigo atingir níveis inexplicáveis. Mesmo assim decidi te procurar. Não foi nenhuma surpresa, porque venho bisbilhotando seu perfil nos últimos dois meses, sem nunca ter coragem de adicionar.

"Add as Friend", pronto, adicionado. Ainda enviei uma mensagem bonitinha: "Tinha 15 coisas pra te falar antes de você ir embora, mas esqueci até de falar Boa Viagem e Boas Férias, beijos". Isso foi há exatamente 24 horas e até agora você não me aceitou como amiga, já tô conformada com o fato de que você nem deve mais lembrar de mim e vou ser só mais umas daquelas estranhas que ficam pra sempre na lista de solicitações de amizade, que você nunca vai aceitar.

Meu peito está apertado
Meus pensamentos perdidos
Minha alma chora rios
No escuro daquele vazio
Não me acho quando olho
Tudo aqui é incolor
Esse sentimento me frustra
Meu coração grita em dor
Quero um espaço na vida
Ter chance de se mostrar
Observo o vasto mundo
Mas não acho meu lugar.

⁠ DEDICADO A UMA OUVINTE…

A LUA é a prova de que a beleza não pede atenção, não precisa de bajulações frias e vazias.

Desde os tempos antigos, recorremos a ela quando lapsos de clareza batem a porta, frações momentâneas de euforia, desesperança, paixões, angústia, amor e ódio.

Quase sempre aparece, nós a olhamos e ela nos olha de volta, quase como que se alimentando da totalidade de nossas alegrias e tristezas.

Está sempre observando e ouvindo com muita atenção.

Todos que você ama, todos que conhece, todos que você já ouviu falar, todos que já existiram.

Cada caçador e saqueador, cada campeão e covarde, cada inventor e demolidor.

Cada rei e plebeu, cada mãe e pai, cada casal apaixonado.

Cada criança sonhadora e esperançosa.

Cada poeta, cada músico, cada dançarina, cada cozinheiro.

Cada santo e pecador.

Somos agraciados com sua beleza redundante, mesmo tão longe, porém tão perto, mesmo tão só, porém tão acolhida. Ela parte, porém sempre retorna, de um jeito ou de outro, nos céus de uma noite estrelada, ou no aconchego de nossos corações.

Ela retorna com a certeza, de que sempre vai estar aqui, até o fim…

(Se você tem uma lua na sua vida, não desperdice seu tempo com ela, divida suas dores, suas conquistas, suas paixões, seus medos e seu amor).

DEDICADO A UMA OUVINTE…

Comprometida

Se te conhecesse em épocas diferentes,
Agora estar-te-ia pedindo um beijo,
Dividindo alguns problemas e
Criando alguns sorrisos.

Mas hoje,
Estou sonhando e criando versos,
Fingindo que isso reduz a minha dor...
Mas a realidade,
Sempre é presente em períodos maiores que os sonhos.

⁠Hoje eu gritei

Hoje eu gritei comigo,
a raiva fervendo em cada palavra,
ódio espalhado como veneno,
amor não correspondido, uma ferida aberta.

Hoje eu gritei com ele,
em desespero e frustração,
implorando por um pouco de atenção,
mas só recebi silêncio, um eco vazio.

Hoje eu gritei com a gente,
lembranças rasgadas, promessas quebradas,
nossos sonhos desfeitos,
restos de um "nós" que nunca foi.

Hoje não encontrei os meus sapatos,
não consegui regar minhas flores,
não vejo meu reflexo no espelho,
porque a dor me cegou, me engoliu inteiro.

Porque me deixaram gritar?
Minhas vozes se perderam na tempestade,
cada grito uma lâmina cortando a alma,
até que deixei de existir, consumido pela dor.

Hoje eu gritei,
e no fim, o grito me silenciou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais vai entender,
a dor que ficou.

Quanto mais me esforço em esquecer, mais eu sinto.
E por querer dolorosamente, mais eu penso, resisto.
No pensar eu repito, todo esse ciclo.
Me pego voltando de onde nunca sai.
Neste ponto percebo que nunca fui, não realmente.
Sempre estive e assim fiquei, somente afundei.
Ao afundar recomeço esse vício, sinto tudo como no início.
Me viciei em tentar esquecer.

Dia dos Medicos

M entes que brilham nos desÍgnios de Deus
E ncontros com a sabedoria e vontade do ser
D edicação e abnegação superando o ter
I mplica em nossas vidas, os seus estudos
C omo cura, seus conhecimentos suavizam
O nde a dor se transforma em alivio, bem estar
S em ter horas, boas novas, sejam seus dons

É difícil tirar da cabeça
alguém que tanto amei.
Mas, aos poucos,
estou colocando outra
pessoa em meu coração.

⁠As dores da vida não são apenas inevitáveis.
Também são úteis quando se tornam ensinamentos.

As dores da vida não precisam permanecer como tal. Elas podem se transformar em boas lembranças, quando delas extraímos as melhores essências.

As dores da vida podem se converter em caminhos. Neles encontraremos esperanças e realizaremos os novos sonhos.

As dores da vida podem acabar um dia se tornando flores, metamorfoseando nosso calvário em um belo jardim.

⁠Com coração cheio de anseio, mas temeroso, continuei a jornada. Viajando pelo espaço solitário, já me encontrava perdido de meu objetivo.
Sem nem ao menos notar fui puxado vagarosamente para um lugar que me cativava com suas belas paisagens e me deixava maravilhado com tão belas canções. Aquele universo fazia acreditar que ali era meu descanso...
Ouvia histórias e promessas sem fim, que sedavam meus sentidos, como morfina em minhas veias... Em tão pouco tempo deixei todo medo de lado e a dor já não me reprimia.
Fiz ali morada, como quem é convidado a entrar e descansar, fechei meus olhos e adormeci...

⁠Quando acordei, com amarras de ferro virei refém. Preso num loop infinito de caos e tormento, naquele lugar dantes com aparencia pacífica, mas que se converteu num mar de incertezas.
Suas ondas violentas me lançavam brutalmente para longe, enquanto eu desesperado tentava me agarrar ao meu barco de papel.
Busquei acalmar tais ondas, tentando mudar sua essência e torná-las calmas e habitáveis, porém a medida que lutava contra a maré, mais ela revidava, me causando danos ainda mais irreparáveis. Cansado, com dor, desesperado, ferido e desanimado... Fui bruscamente lançado fora daquele universo nocivo. Um universo que atraía cansados marinheiros com suas belas canções e naufragava seus navios...

⁠A tristeza quer novamente me coagir.
Porque me cerca assim?
O que ela quer de mim?
Se foste ela que me deixastes assim.
Mas o que ela não sabe, é que a felicidade, apossou-se de mim.

Navegar
Aportar
Todos guardamos algum sentimento de barcos
Barcos livres, lindos, sonhando com um mar
Qualquer mar
Rema, rema, rema(a)dor.

⁠Há dores que não pedem licença —
chegam, viram tudo do avesso, e nos obrigam a reencontrar partes que estavam esquecidas.
Dores que esvaziam para depois preencher com mais verdade.
Que quebram… mas, no caco, revelam uma nova força.

Tem dor que não é castigo —
é recomeço disfarçado.
É o modo da vida nos lembrar do que importa,
nos afastar do que pesa,
nos conduzir pra dentro,
onde mora o que ninguém pode tirar.

Algumas dores não nos destroem.
Nos transformam.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠A verdade é que,
A gente tem um potencial enorme
De machucar um ao outro
Mesmo quando não for essa a intenção.

⁠Nossa luta é diária
É árdua e complicada
Mas a cada obstáculo vencido
Enche-se a alma de satisfação
Ah guerra em nosso ser!
Quando terá fim?
Quando desfalecer minha vida?
Mas se ao invés de reclamar
De ainda não ter chegado
Na meta que tanto tracei
Por que, por que não aproveitar
Aproveitar a jornada
Entre a dor e a satisfação
Entre a guerra e a alegria?

⁠Cada TOM é ÚNICO.
AGUDOS ou GRAVES,
NATURAIS ou NÃO!
TODOS tem sua FREQUÊNCIA.
Agora ESCOLHA com CALMA,
RITMO errado, vai lhe trazer DOR.

⁠se ela me purifica
o que será de mim sem sua luz?
quando ando pelas ruas
e em cada esquina
há uma venda
e neste comércio
a alma é o negócio
não a vejo
não sinto seu esplendor
se ela me purifica
por que recebo o açoite
pela mão de quem se diz pastor?
promessas de um céu
em troca de metais produzidos
pelo trabalho de pequeninas mãos
e onde estão as minhas mãos
nesta hora?
entre o bolso e a prece
entre a sanha e a pressa
de erguer-se a mais um clamor
se ela me purifica
e perdoa os meus desvios
os desvarios
os devaneios
e os anseios
de quem deseja ter fé
e a cada esquina ainda encontra o mercador
disposto a traficar crenças
com a promessa do paraíso-além
porque aqui na carne
no corpo
na face
é só inferno e pronto!
– apenas isso se tem…
[se ela me purifica
a chave vive na dor]