Poema Casa
Ele jogou fora o medo, as dores e o passado,
limpou a casa e abriu a porta...
Era o que faltava para o amor entrar.
Bendita seja a tua alma, a tua casa, a tua calma, o teu viver.
Benditos sejam os teus passos, que os teus planos, sejam atados por laços, juntos aos planos do Senhor, e bendito seja todo o teu ser.
E que o teu ser, seja todo amor!
Me levou a casa dela de repente o marido chegou e me apresentou como Biscateiro.
Assim desde de ontem, estou a capinar! 😭
Quando o marido sempre ajuda a esposa nos afazeres de casa, não é porque ela o domina, é porque o casamento é um time e não um fardo.
Aprendam isso!
💍
AINDA TEM AMOR AQUI
Cê viu?
Nosso tempo não foi gentil
Nessa casa cheia de lembranças
Seu riso esqueceu o caminho da cama
E eu não digo nada pra não te ferir
O corpo tá tão perto mas eu tô distante
Como quem parte antes sem se despedir
Eu fecho os olhos só por um instante
E sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui
O bate boca calou o amor
Me vejo numa cena de filminho antigo
Seu olhar cruza o meu como nunca cruzou
Como quem fuzila
Rindo um velho inimigo
Mas há vestígios
A mesa do café e a rosa do jardim
Talvez amar seja tudo isso
Mesmo quando o vento insiste em cantar um fim
Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui
Sabe que eu gosto do teu cheiro e cheirar teu travesseiro e que me faz resistir
A gente errou feio tentando fazer certo
Mas sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui
Ainda tem amor aqui
Ainda tem amor aqui
A Casa de Jorge
Uma catarse bem feita era um caos anunciado,
na casa de Jorge, tudo era sagrado e profano, misturado.
Quando deixava a filha ir ao centro espírita, em paz,
perguntava-se em vão por que sua fé nunca mais.
Falava baixo, num tom de ironia e desvelo:
— Minhas crenças têm rosto, mas não têm espelho.
Covardes são deuses com forma e razão,
que pedem joelhos, mas negam o pão.
Virou-se à esposa e, num riso cansado,
disse: — Rosas e borboletas são belos pecados.
Mas de nada adianta beleza na pele,
se a fome é o que fere e o tempo repele.
A TV seguia o jornal — tragédia e ruído.
Jorge apenas via o mundo perdido.
Foi então que a filha, pela porta direita, entrou,
e o silêncio da casa, de leve, mudou.
Contou-lhe cinco amores, cinco quedas, cinco vias,
e cada história acendeu antigas nostalgias.
Por um instante, pai e filha se olharam contentes,
como se o tempo, cansado, parasse entre gentes.
Mas o tempo não cessa, é cruel e atento.
Trouxe com ele um último contratempo:
um estalo no gás, um sopro, um ardor,
e o fogo tomou o lugar do amor.
Explodiu o botijão, queimando os momentos,
os risos contidos, os sentimentos.
Restou o ar seco, o chão em ruína,
e a fé consumida na própria fuligem fina.
Assim, a catarse se fez, por inteiro,
limpando a dor, mas num fogo traiçoeiro.
E na casa de Jorge, entre cinza e verdade,
ardeu o milagre da humanidade.
Luccas Perottoni
ELA TERÁ UMA CASA DE CAMPO
Tenho sentido falta de mim.
De um lado antigo que precisou
adormecer.
Ilustrações jogadas no motim.
Aquela sonhadora que via o sol
antes-dele-nascer.
Mas não queria voltar a ser ela
pura e simplesmente.
A que sou hoje não é só mais forte,
sabe também enxergar beleza onde
a outra não via frequente.
A de hoje sabe que ser boa
é também saber quando ser vilã
em um conto jogado.
Só não queria ter que ser ela
sem poder ser também da de ontem
um bocado.
Tenho sentido falta da moça
que degustava a apreciação.
Com tempo ou sem, ela era pura
agonia, verdade, demora, visão.
Agora, a de hoje escolhe, não pode
ampliar um pouco de tudo a todo momento.
Queria que para ser ela não precisasse
matar um pedaço do tempo.
Queria que dessem as mãos;
a que tanto chorava e as rugas que secam a água salgada.
Queria que fizessem plantão;
a que por quase nada se descabela e a que para tudo rios-remava.
Quiçá, no abraço delas more o equilíbrio,
que ainda não sei se encontrei.
Tenho saudade de quem não perdi
e nem tampouco precisei.
Clamo todas elas! Clamo.
Porque preciso sim.
Ora uma, ora outra.
Espero que um dia, nenhuma viva sem mim.
Tenho sentido saudade, tanto,
mas nem sei como fazer esse convívio
entre uma senhora sem espanto
e outra que só via declívio.
Elas vivem brigando, veja,
quando tento apresentá-las.
Talvez, olhe bem, a cereja,
seja uma casa de campo a olhá-las…
No dia em que aquela gente não obrigar nenhuma
a surgir.
Tento sentido saudade.
Quem sabe passe quando ninguém precisar
fingir.
(Vanessa Brunt)
Destruir é muito fácil
Destruir um emprego, conseguir outro;
Descruir uma casa, morar em outra;
Destruir uma reputação, em um novo lugar você é só mais um outro;
Destruir uma história, escreva outra;
Mas e quando você destroi alguém,
Uma alma vulnerável pelo amor, pela entrega, pela crença,
Uma pessoa, um ser humano que não te trocaria por ninguém,
Uma criança emocional que depositou em você a própria existência,
Não existe cura para tanta dor?
Não existe remédio para tanto sofrimento?
É aceitar a morte de alguém, e esperar que renaça das cinzas?
Sim, é um momento de torpor,
Falas com tanto demérito, tanto lamento,
Como pode alguém, esperar que brotem coisas lindas?
Sou eu tão só, solidão de não ser alguém nem para mim mesmo,
Não me lembro do beijo apaixonado, da entrega verdadeira,
Cada dia num lindo quarto, esperava um mimo, mas vivia no esmo,
Hoje, num quarto vazio e escuro, não nasce nem uma videira,
Eu morri, eu estou morrendo todos os dias, dias nublados,
Eu fui destruido por quem devia me construir,
Eu fui iludido, enganado durante dias, crimes continuados,
E por inanição, esqueci de me nutrir,
Isso não pode ser o amor, pois o amor é o oposto da destruição,
Ou será que algo precisava ser destruido para o amor germinar?
Devo acreditar numa vida após a morte, após a desilusão?
Ou algo precisa ser feito, a minha vida terminar?
volta pra casa
me leva pra casa, eu quero voltar
deixei o aprisco, fugi do altar
o que era refúgio virou desespero
por culpa de um lobo, fingindo ser cordeiro
suas palavras, afiadas e frias
expulsavam a paz, calavam as guias
as ovelhas dispersas, feridas no chão
enquanto ele reinava com falsa unção
senti que o céu tinha virado silêncio
minha fé machucada, meu peito, um lamento
mas mesmo distante, ainda ouço a voz
do bom pastor chamando, cuidando de nós
me leva pra casa, pra graça, pro abrigo
onde há mesa posta, perdão e abrigo
sei que o caminho de volta é real
pois mesmo ferido, o amor é leal
e agora eu clamo com alma cansada:
jesus, me conduz de volta à morada
longe dos lobos, de volta ao lugar
onde o teu espírito possa me sarar
Aqui não é apenas uma casa… é o lugar onde as suas histórias vão nascer.
Onde o sorriso da família encontra o aconchego de cada canto.
A vizinhança perfeita para criar raízes.
Um espaço que abraça os seus sonhos e ambições.
Está pronto para chamar este lugar de “lar”?
Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.
Eu voltei pra casa. Eu fui embora.
Era 17 de fevereiro; de outubro.
Tudo tão bom,tão perfeito; será que ainda dá pra consertar e colocar tudo no lugar?
Que paz imensurável; não aguento mais pensar nisso
Amizade mais que perfeita; se eu soubesse,não esperaria por sua volta.
Eu quero viver pra sempre aqui; nunca pensei em querer abandonar tudo.
Pra sempre eu e você; não tenho mais você por perto.
Siga.
Não esqueça de cuidar da casa que é o seu corpo,
do silêncio que repousa na sua mente
e dos sonhos que guardam lugar no seu peito.
Permita-se cercar apenas de quem soma leveza
e não de quem rouba o seu sossego.
A vida é feita de partidas e voltas,
de quedas e florescimentos.
E cada vez que você recomeça,
se descobre inteiro de novo.
Abrace.
Respire fundo.
E escolha sempre florescer,
mesmo quando o mundo insiste em ser improdutivo.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Depois de fazer suco de caju
E ver os vizinhos bebendo e dizendo “humm”
Fui na casa da dona Biá
As crianças jogavam bola
E fui lá jogar
Depois nós jogamos no Rio
E a vida tinha cara de infância
Voltei para casa molhado
Encontrei com o Geraldo
Sentado no chão me falou
“Estamos felizes que Deus para cá vocês enviou”
Ele foi o primeiro que se reconciliou
Cada dia é uma mistura
De rotina com “magia”
De tarefas
Com poesia
Se quem fica em casa visse o que vemos, com certeza, sentiriam o que sentimos. Impotência diante de tantas necessidades, fé de que Deus irá fazer!
A necessidade do outro precisa nos tocar, caso contrário, não somos cristãos
Quando o último raio se esconde,
a casa se apaga no campo
e tudo se cala sem início nem fim.
A sombra repousa nas paredes,
ondas de saudade se arrastam
entre ruínas de luz que partiu.
O silêncio faz morada,
nenhum vestígio de retorno,
apenas o crepúsculo lento
acolhendo todos os nomes
que o dia cansado esqueceu.
🌿 Poema 🌿
Não te chamo só de avó,
porque foste casa antes de eu saber
o que era abrigo.
Tuas mãos — costura do tempo —
eram mapas que ensinavam caminhos
mesmo quando o chão parecia sumir.
O silêncio da tua ausência
tem um peso de lençol dobrado,
daqueles que ainda guardam
o cheiro do sabão caseiro.
Às vezes, passo por uma rua
e juro ouvir teu chamado,
um eco que não se cansa
de procurar meu nome no vento.
Se a vida fosse justa,
terias ficado para ver
as flores que plantei do teu jeito:
enterrando a semente
como quem faz oração.
Mas agora as rego sozinha,
e cada gota que cai
é lágrima disfarçada de chuva.
Avó-mãe,
és raiz que não morre.
Tua falta não é vazio,
é presença espalhada —
no café que esfria devagar,
na cadeira que range sem peso,
no abraço que invento
quando fecho os olhos.
E se a eternidade existe,
sei que está nas tuas histórias
que se recusam a acabar.
Longe do seu querer
Na rua, que é caminho da sua casa, te vejo andar com passos leves,
pois sabe que eu estou logo atrás— mas ainda longe.
Seus passos ficam lentos,
na esperança de que eu, alguém tão sem coração, te alcance.
Depois de nove passos longos, você desiste,
já se cansa de me esperar.
Seu olhar cansado se vira na minha direção.
Já meus olhos não vão ao encontro dos seus;
a tristeza te destrói, com minha boca, que não chama pelo seu nome.
Quando entra na sua casa e a porta se fecha,
agora sou eu quem sofre: peço perdão
para você, que não pode ouvir,
e olho para lugares onde não posso te ver.
A natureza pede socorro, e é urgente que a ouçamos. A Terra é nossa única casa. Tantos buscam por um Deus em tantos lugares, mas não entendem que sua maior representação é a natureza. Ela dá e tira a vida. Mata o velho, e faz nascer o novo. Nos dá comida quando plantamos a semente. Quanto mais damos a ela, mais ela nos dá. Toda a vida só existe em decorrência dela.
Porém, há algo que ela não dá, a outra face. Não é covarde. Toda ação gera consequências, e se não reanalisarmos nossas atitudes, sua próxima fúria pode ser a causa da nossa última respiração, ou da de pessoas queridas. Enquanto o capitalismo selvagem mata e destrói, o dinheiro continua sendo o papel vindo das árvores, e segue mantendo-se impossível retirar dele o oxigênio que nos permite ter vida.
Se continuarmos explorando, poluindo, queimando e destruindo Gaya, nada nos restará. Se ignorarmos os alertas, com toda razão seremos engolidos. Se não mudarmos logo, talvez não haja mais como fazer qualquer mudança.
A natureza pede socorro. O planeta pede socorro. Logo, nós pediremos socorro, mas da mesma forma que a ignoramos, ela nos ignorará.
Não há um terrível apocalipse vindo. Não é culpa de nenhum Diabo, e nem algo que não poderia ser evitado. Não aparecerá nenhum suposto deus no céu arrebatando pessoas. Temos que assumir a responsabilidade e mudar as coisas.
Esse é o único caminho.
- Marcela Lobato
