Poema Casa
Não tomei muito (só umas e outras)
na decisão de ser sozinho.
Redescobri nos dias
feitos para nós.
Já não os tenho
como outrora,
eu estive
apaixonado
por você e pela vida!
Solto a vida pela janela.
Fiel como trilho e o trem.
Corro descalço
a caminho de ferro.
Os pés suados,
empanados de terra,
e as unhas de fora.
somos boêmios
de, John Steinbeck.
Bradamos pelos becos
os versos rebeldes de O Uivo,
de Allen Ginsberg.
A TV não vale mais que a antena.
Não vale mais que o aparelho desligado.
Não vale mais que a própria invenção...
Esquecia-se no escuro
vazio do universo,
estrelas laureadas
em tantos poemas.
Faz deste céu,
faz desta noite tão linda
uma noite tão modesta!
Pitágoras me empresta uma máscara,
para que eu possa conquistar um amor
somente com o poder das palavras.
Pra que mendigar por falsos valores,
e morrer por esta riqueza?
Sinto inveja apenas das flores,
da sua suprema beleza!
Não quero ser precipitado
Muito menos te assustar
Mas é nesse teu sorriso
Que o meu beijo quer morar
Casinha simples, bem apertada
Tão simplesinha, não tinha nada
Mas tinha você
Era nós dois contra o mundo
Mesmo não tendo de tudo
Eu tinha você
Só isso me basta
O luxo não paga
O preço que vale você
Você não tem que conquistar nada, você já é
Descubra o que você já é, e como o filho pródigo, volte para casa.
Kairo Nunes 13/05/2019.
Eu tenho um abraço pra te dar
Cê quer que eu leve aí ou você vem aqui buscar?
Te prometo não te prometer nada
Não tem sentido te dar casa, comida, e roupa lavada
Se faltar amor
