Poema Casa
Um tem dó do outro por não ter casa, veículo, emprego e família e o outro tem dó de um por ter tudo isso e nada disso adiantar.
O respeito começa em casa, pela família; mas numa escola é fundamental que ele comece pelo professor.
Fugir de casa era próprio da Idade Média; os jovens atuais, conscientes, buscam a liberdade por meio da independência financeira, através dos estudos e do trabalho.
Eu me perco na rua de casa, quando você me olha com aquele olhar de quem não desejar nunca terminar de me esculpir.
A casa e a rua em que você vai morar vão influenciar diretamente nos seus resultados e saúde mental.
“Não ajudar em casa não define caráter; caráter é como você trata as pessoas e age quando ninguém está olhando.”
“Não saber ajudar em casa não torna alguém mau, assim como ajudar não torna automaticamente alguém bom.”
“A beleza á passageira, por isso que o casamento é temporário, mas quem se casa pela janela da alma sabe o que é a eternidade”.
A maior prova de força é não abaixar a cabeça, mas saber que chorar em casa te torna igualmente digno.
A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.
A memória é uma casa de quartos trancados. Algumas portas abrem sozinhas, outras precisam de força. Quando entro, encontro ossos de riso e móveis de abandono. Arrumo o que posso e não tento ajeitar o impossível. Viver é aprender a escolher quais cômodos habitar.
O amor é casa, e casa precisa de estrutura, eu só entro onde há pilares fortes, teto firme, e portas sinceras.
O passado é uma casa velha que insiste em ranger quando o vento da lembrança passa. Podemos trancar portas, entulhar janelas, mas o eco do que vivemos sempre encontra um jeito de entrar. E talvez não seja para ferir, mas para lembrar que o sobrevivente ainda habita aqui. E isso já é vitória demais para quem quase não existiu.
Há dias em que a alma parece uma casa sem teto: tudo entra, tudo molha, tudo desaba. Mas mesmo nas ruínas, algo dentro pede reconstrução. E esse pedido é prova de que a esperança, embora pequena, ainda respira. Respira fraco, mas respira.
