Poema Carolina
Tenho divergido constantemente das minhas próprias vontades. Pensara eu que jamais me envolveria novamente em tais perversidades, aquelas que por tempos, arrastaram-me pelos cabelos, braços, pernas (arranhadas). Queria mas não podia (é impossível existir amizade, sem desejo, entre um homem e uma mulher) e em poucos minutos mergulhou no cheiro do real, quiçá fossem meras fantasias, mas foi palpável (e como). Essa história não terá um fim tão cedo. A fome, de fato, não consegue conter o desejo da carne vermelha pela carne branca.
Dizem que chorar é em vão, e que não adianta lutar por uma coisa que acabou. Mas a gente não chora tentando recuperar, a gente chora tentando colocar pra fora o famoso sapo na garganta. Aquela vontade horrível de chorar, que muitas vezes parece que nunca vai passar, é a unica certeza que temos que o que nos fez feliz por um único momento, foi bom o suficiente pra nos fazer sofrer ao descobrir que acabou.
As vezes o choro também representa a saudade, a falta que faz um olhar, um sorriso, um simples “oi” . Mas mostra que o que a gente achava que era propriedade nossa e que seria eterno, não passava de uma fase da vida, que por bondade do destino, foi boa enquanto durou.
Quando aconteceu foi fácil, como todas as outras vezes. E olha meu amigo, que não foram poucas, mas em todas elas havia luz, tinha uma certa beleza escondida, uma paz esperando ser pega. E pegávamos, éramos tão bons em reconciliarmos quanto éramos em deixarmos um ao outro, talvez até melhor. Não dessa vez. Não me lembro realmente de tudo que senti, porque a realidade é que não senti nada, você foi -confesso, que de uma maneira mais turbulenta - mas foi. E você havia ido outras vezes. Você havia voltado... Você não voltou. E me deixou ouvindo todos os dias de todos que voltaria. Deixou-me sem espera, porque sabia de alguma forma louca e inconsciente que eu não esperaria. No fundo era isso o tempo todo, e eu sabia. Sabíamos. Não sofri, isso é bem verdade, mas senti uma falta absurda da sua voz no telefone e das suas visitas surpresas. Ainda sinto, e duvido que deixarei de sentir. Mas tenho que admitir como as coisas se tornaram fáceis, e acredite, odeio admitir isso, porque é o mesmo que dizer que sua volta deixaria tudo mais complicado. De novo. Sabe meu amigo, talvez meu mundo seja melhor se não retornares, mas não será totalmente meu mundo sem você nele. E disso, você sempre soube.
Aceito te não porque me deste escolha, mas por conter tudo aquilo que me instiga a sonhar e a crer, mesmo sabendo que no fundo eu só te queira por saber que sou capaz de querer alguém e aceitar, ou aceitar por querer. Na realidade posso sentir a meus impulsos sendo viáveis a seu favor assim como suas verdades são meus direitos. Mesmo você não tendo direito algum de dizer a verdade. Até porque, te aceitei com suas mentiras, e você com as minhas. Menti o tempo todo que nunca te aceitaria. Não posso imaginar te querendo sem tudo isso. Mesmo que eu te queira de todas as formas.
As vezes achamos que tudo na vida é para sempre e deixamos de viver intensamente cada momento de nossa vida...
Nada se trata de como te fazem se sentir especial ou pelos momentos que vocês compartilharam.
O segredo está na ausência, está na saudade, está na descoberta do necessitar, mais do que isso, está principalmente nos efeitos colaterais de toda loucura ou de cada nova descoberta de uma dose a mais.
A vontade de acordar daquele pesadelo me deixava sem reações para acreditar verdadeiramente no que estava acontecendo. De fato, ter de ouvir que eu sempre fui a mais forte em minhas emoções deixava-me realmente mais fraca.
Vivo a minha maneira, para que os outros não me julgue pelo que sou, e minha maneira é viver como se não houvesse amanhã.
Que o Universo Conspire a nosso Favor, e que ele seja do Tamanho da Imaginação e do jeito da Sua Necessidade
Quanto mais eu tento entender, desentendo. Quem sabe se desentender tudo de uma vez, eu entenda algo...
A sociedade implanta as coisas na nossa cabeça e a gente nao faz questao de procurar saber se a gente concorda ou nao
Hoje vou além das cenas que vejo da janela do meu quarto. Eu estava como um pássaro na gaiola, livre pra ver, mas presa para agir.Por muitas vezes deixaram até a gaiola aberta, mas tive medo de ir adiante. Nenhum pássaro esquece como voiar, basta apenas consertar a asa quebrada.
Eu não tenho que ser para que tu sejas. Sejais independentemente do que sou e vice-versa. Pois isso enriquece o que somos.
Tentar entender nunca é o bastante, porque eu não entendo. Eu juro que tento, que passo horas pensando e juntando hipóteses, mas não chego a conclusão alguma. Alguns dizem que é bobagem e logo passa, outros dizem que é porque tem que ser assim, que há algo a acontecer ainda. Mas o que? Não sei em quem acreditar, não sei se ponho a culpa em mim ou se na vida que não o tira daqui. Talvez eu não me esforce o suficiente pra esquecê-lo, ou tenha que ser exatamente assim. Mas isso não passa, a situação não muda, é sempre a mesma e por isso vira monotonia. O sentimento continua aqui, intacto. Já não sei o que falar, e nem consigo chorar, tão pouco consigo sorrir ao lembrar. Dói muito. É quase tortura, só um pouco melhor, porque me acostumei. Não sei o que fazer. Como apagar lembranças que simplesmente não vão embora independente do que eu faça? O tempo não apagou, nem a falta de tanto amor curou. Eu ainda o vejo sorrir, ainda ouço sua voz no meio desse silêncio e o quero todos os dias antes de dormir. Nesse silêncio estou eu, gritando, pedindo, para que ele esteja ao meu lado novamente. Em todo instante eu o recordo, e deve ser porque espero, porque ainda sou capaz de sonhar, de ter esperanças e sou forte o bastante pra viver com ele em pensamento todos os dias depois de tanto tempo.
