Poema Arnaldo Jabor - Deus e Satanas

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Se o diabo existe, ele deve ser o contador das igrejas, gerenciando fortunas em nome de um deus pobre.

Deus criou o homem à sua imagem, e o homem devolveu criando religiões à imagem da sua ganância.

Se deus é onipotente, por que precisa de advogados humanos para defender suas leis absurdas?

Deus afogou o mundo uma vez; hoje deixa a humanidade se afogar em ignorância religiosa.

Se o diabo pune os pecadores, ele está fazendo o trabalho sujo de deus, uma parceria perfeita...

Deus é a desculpa dos covardes para não enfrentarem o caos nu e cru da existência.

O niilismo te liberta de deus, mas te aprisiona no nada; o humanismo te liberta de ambos, te dando a única coisa real: a responsabilidade.

O niilista diz que sem deus tudo é permitido; o humanista entende que sem deus somos finalmente os únicos responsáveis por tudo o que permitimos.

Deus é apenas o nome que o medo dá para a ignorância sobre o funcionamento do universo.

Se o seu deus é tão poderoso, por que ele sempre precisa que os homens mais gananciosos da terra façam a coleta do dízimo por ele?

Dizem que deus criou o homem à sua imagem; pela quantidade de ódio e vaidade que vejo nos templos, o homem fez um trabalho de espelho perfeito ao criar o seu deus.

A santidade é apenas o tempero que deus usa. Deus é uma velha gulosa que só aceita as almas mais espiritualizadas porque as mundanas dão azia.

Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.

Se deus está testando a humanidade, claramente perdeu o controle do experimento há milênios.

Deus não é ausente, só terceirizou a criação para um estagiário cósmico mal remunerado.

Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.

Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.

Deus é um roteirista preguiçoso: repete tragédias, recicla vilões e chama isso de “plano perfeito”.

Deus é um gerente cósmico incompetente: cria o caos, culpa os funcionários e se declara perfeito.

Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.