Podia ser Pior

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Ser ignorante
é uma condição humana,
ser menos ignorante
é possibilidade de todos,
mas... infelizmente,
é capacidade de poucos.
✍©️@MiriamDaCosta

Vocábulos sem idioma...


Em todo ser humano,
existem momentos
de visceral sonorização d'alma,
plenos de sentimento profundo,
que o idioma de nenhum vocábulo
jamais poderá traduzir e expressar...
✍©️ @MiriamDaCosta

No deserto
você encontrará
o tudo do seu
ser humano...


Na multidão humana
você encontrará
o nada
da humanidade.
✍©️@MiriamDaCosta

A natureza é a personificação
da arte e da poesia.


Ela sabe ser pintura
sem tintas nem pincel...
e poesia
sem caneta nem papel...


Ela se escreve em cores
se canta em pássaros
se move em ventos
se eterniza em ciclos...


É a artista primeira
que não precisa de mãos
pois carrega no silêncio
a beleza da criação..


✍©️@MiriamDaCosta

É que às vezes
eu queria ser um extraterrestre...


um ser de um planeta qualquer
bem distante desse mundo...


Assim evitaria todo o tipo
de contato imediato, em qualquer grau,
com os seres humanos...


É que às vezes penso em vestir
a pele do cosmos
em descolar minha matéria humana
deste mapa de feridas sangrentas
que é esse mundo ...


Ser um outro ser... um corpo
que não lembra nome,
um orbitante do silêncio
num planeta bem distante...


Fugiria dos olhares semi mortos
que sondam curiosos a vida
e das mãos que gesticulam
como fósseis dum viver morto...


Evitaria todo contato imediato,
qualquer grau de toque
que cole sangue nas cinzas ...


Preferiria a gravidade de um mundo
sem lembranças humanas,
onde ninguém me peça
rendição nem desculpas...


Às vezes sonho ser de outro céu,
uma estrangeira de estrelas longínquas,
um ser de um planeta bem distante...


Longe, o tempo seria mais gentil,
e os gestos, silenciosos
como constelações....


E eu, poupada do contato imediato
da falsidade e futilidade
de tudo que pede
ou arranca pedaços meus ...


vivendo apenas a minha inteireza
na suave distância
entre o meu respirar poesia
e o infinito...


✍©️ @MiriamDaCosta

O diabo desistiu de ser a personificação do mal e da crueldade diante do ser humano.
✍©️@MiriamDaCosta

Se o ser humano descende do Macaco...
os macacos devem ter MUITA vergonha.
@MiriamDaCosta

Oceano Atlântico


Oh! Atlântico!
Eu sonhei em ser uma das suas ondas
em todas aquelas tardes
em que a minha existência
pousava nos braços da profundidade
que acolhia a minh'alma...


Oh! Oceano!
Em todos os meus dias
eu sempre sonhei
em ser como o Senhor...


Uma única lágrima minha
poderá um dia
ser acolhida
entre as suas ondas?...


✍©️@MiriamDaCosta

Se há na terra, e entre todas as nulidades, algo a ser adorado, se há algo de sagrado, puro, sublime, algo que deva sustentar esse imenso desejo pelo infinito e vago que chamamos de alma, esse algo é a arte.

Gustave Flaubert
Memoirs of a Madman (1838).

Por onde eu for
quero ser
pétalas de poesia...
✍©️@Miriam Da Costa

E vejo o meu olhar
assim...
perdidamente inspirado
nesse encontro poético
do meu ser
com a paisagem outoniça
da Serra da Tiririca.
E vou caminhando
entre a Serra
e os meu versos ...
🖋@MiriamDaCosta

Não quero mais ser feliz se feliz
Quer dizer sem você


[in "Assimétrica"]

Proteger o Meio Ambiente
deveria ser uma atitude instintiva,
ética e moral de todo ser humano.

Escrita e Sentido


Pode ser que alguém
lá fora, longe de ti,
precise adentrar-se na tua escritura
e emergir nas mensagens
que dela brotam,
como quem busca ar
no fundo de si
e encontra, nas tuas palavras,
um sopro de sentido
para continuar...
✍©️@MiriamDaCosta

27 de Janeiro 🌎 Dia Internacional da Memória


A memória não pode ser seletiva!


Hoje o mundo lembra o Holocausto.
E deve lembrar!
Porque esquecer é abrir as portas para que o horror se repita.


Mas a memória que escolhe quem merece luto
não é memória, é conveniência.


Enquanto há um dia internacional para recordar o extermínio de um povo,
outro segue sendo exterminado ao vivo,
sob bombardeios normalizados,
ocupação prolongada,
cerco, fome, deslocamento forçado
e silêncio diplomático.


O povo palestino não morreu em livros de história. Morre agora.
Diante das câmeras.
Diante dos acordos.
Diante dos vetos.


Não há um dia oficial para lembrar Gaza,
nem para as crianças soterradas,
nem para as casas apagadas do mapa,
nem para um território invadido
com o carimbo da “autodefesa”
e o financiamento das grandes potências.


Se “nunca mais” não vale para todos,
não é um princípio,
é um privilégio.


A memória verdadeira
não serve para consolar consciências,
serve para impedir novos crimes.
E quando a dor de uns é reconhecida
enquanto a de outros é relativizada,
o mundo falha de novo.


Que o dia em memória das vítimas
não seja apenas um ritual do passado,
mas um espelho incômodo do presente.


Porque a história
não absolve o silêncio,
os olhos tapados
e as mãos encharcadas de sangue.
✍©️@MiriamDaCosta

A gentileza, o respeito e as boas maneiras
nascem onde a alma aprendeu
a ser elegante.
Não se impõem, revelam-se.
O mundo, exausto de ruídos e atropelos,
carece dessa elegância silenciosa
que não humilha, não grita, não fere.


Essas prerrogativas
são luxos raros
de almas que recusaram
a brutalidade cotidiana.
O mundo, rude e vaidoso,
confunde grosseria com força,
arrogância com poder,
e dessangra-se lentamente
por absoluta falta de elegância.
✍©️@MiriamDaCosta

Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.


A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.


Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.


A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.


Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.


Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.


Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?


A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.


Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.


No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.


A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.


Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.


Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.


A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta

Ser mulher,
ser homem,
ser hétero,
ser homossexual,
ser bissexual,
ser transgênero,
ser o que for...
todo dia nasce um novo termo
para tentar nomear
o que sempre foi
vida pulsando...


Não me interesso
pela intimidade do outro,
não me ocupo
com o rótulo que veste
ou com o nome que escolhe
para si.


Interesso-me pelo humano
antes da etiqueta,
antes da sigla,
antes da vitrine.


Interesso-me pelo caráter,
pelo respeito (por si mesmo
e pelo outro),
pela decência,
pela capacidade de não ferir
só porque se pode
ou se quer...


Mais humanidade,
mais silêncio
e mais discrição
(quando for preciso),
mais escuta
e mais civilidade.


Mais intimidade e sexualidade
sendo íntima, pessoal e reservada.


Seria pedir demais
que a convivência não fosse
um campo de guerra
entre identidades?!...


Sem deboche,
sem hipocrisia.
sem provocação performática
de lado a lado.


Existir
e deixar existir.


E isso, no fim,
é o mínimo ético
de qualquer sociedade
que se diga
humana, né?!


✍©️@MiriamDaCosta

Cavalgar
é ser verbo indomável
conjugado no tempo
sem tempos.
✍©️@MiriamDaCosta

A laicidade do Estado Brasileiro
deve ser defendida com unhas e dentes,
ou a nossa Constituição acabará desunhada e desdentada.
✍©️@MiriamDaCosta