Poder
Querer sob o teu poder
ser o substantivo feminino
sorva para a tua sensual
flexão de verbo ocorrer,
do receio fazer esquecer,
e com intensidade derreter.
Saciar a tua fome de fruta,
para amar e fazer-me
a melhor colheita do pomar
dos sentidos escolhidos,
para o jejum contigo quebrar.
Encantar, dar prazer e receber
em tons vívidos, permitidos,
e afinados para nos merecer,
e de amor vibrante enlouquecer.
Diante do teu olhar entreguei
beleza, mistério e poder
como a marianeira ao frutificar
generosa concede ao sabiá,
estamos dispostos a esbanjar,
e sei que a gente se envolverá.
O nosso silêncio há de vir
com a progressão voluptuosa
dos fatos e do encontro
para a gente envolver
a mente, o coração e a alma,
e com a mudez derreter.
De longe ando percebendo
quando fala ou pensa em mim,
até a sua respiração muda.
Isso não é sedução por acaso —
é o retorno à ordem universal:
o masculino e o feminino
em encontro se rendendo total.
Olhe para mim. O que passou, passou.
Não me interessa nenhum pouco
o que não pude fazer antes de te conhecer;
a sua peregrinação já me previa antes de ser.
O que importa é que, depois de mim,
toda carícia conhecida será esquecida,
e só irá obter o desejável êxtase
com a minha atemporal delícia.
Longe de mim querer igualdade,
o que desejo entre nós é intimidade.
Você foi feito para ser meu
com magnitude e intensidade,
nos teus toques que nos dissolverão
nos andares da alta sedução,
como âmbar e mel em fusão.
Ser além da curva com reverência,
acariciado com a minha presença
e adorado na alma por eu que
sei como solenemente cortejar,
e não irei jamais precisar implorar.
Sempre que for necessário,
virei ou receberei sem pedir
por tudo aquilo que é meu
por natureza: a sua entrega total
para alcançarmos juntos o sideral.
Quando as pessoas estão disponíveis a não mais se expressarem com ódio e angariam o poder para as palavras a comunicação fica mais fácil. As pessoas precisam ser sensibilizadas para esta abertura.
Dinheiro, status, diplomas e poder fascinam como rótulos, mas não ajudam quando você percebe que a pessoa tem menos repertório do que um passarinho. Prefiro ficar escutando um passarinho do que escutar gente que fala abobrinha.
Digno é o Cordeiro Jesus Cristo, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.
A Ganância dos políticos-influencers pelo poder é proporcional ao medo dos asseclas descobrirem que podem pensar.
Essa ganância toda não nasce apenas da vaidade em brincar de governar, mas da necessidade de manter intacta a ilusão de que seus seguidores não precisam pensar por conta própria.
O combustível desse projeto é a entrega constante de mais do mesmo: discursos previsíveis, inimigos de ocasião e soluções fáceis para problemas complexos.
Já nem se trata de convencer, mas de reafirmar.
A cada frase repetida, a cada promessa reciclada, alimenta-se o viés de confirmação que sustenta a lealdade cega.
Os seguidores não buscam novidade — esperam ouvir aquilo em que já acreditam, embalado em palavras que reforcem a sensação de estar no famoso caminho das pedras.
Nesse círculo vicioso, o medo dos políticos-influencers é que um dia, seus asseclas percebam que a Liberdade de Pensar por conta própria vale muito mais do que qualquer discurso pronto.
Porque quando a mente se abre para além das trincheiras, a dependência do “líder” deixa de fazer sentido.
E é justamente aí que a fragilidade do poder deles se revela.
Às vezes, o que mais dói ao estar numa guerra é não poder gastar energia noutras guerras.
Porque o que mais dói ao estar numa guerra não é apenas o confronto em si, mas a renúncia silenciosa que ela nos impõe.
Toda guerra consome foco, tempo, fôlego e até alma.
E, enquanto lutamos para sobreviver a uma, somos forçados a abandonar outras batalhas que também nos chamam…
Afrontas ignoradas ou engolidas, goela abaixo, sonhos adiados, causas esquecidas ou abandonadas, afetos que entram para a fila de espera…
Há dores que não nascem do ataque do inimigo, mas da consciência de que nossa energia é finita.
Escolher lutar uma guerra é, inevitavelmente, desistir de muitas outras.
Não por covardia, mas por limite.
O corpo cansa, a mente sangra, e o coração aprende, a duras penas, que não dá para estar inteiro em todos os fronts.
Talvez a maturidade não esteja em vencer todas as guerras, mas em reconhecer qual delas precisa, agora, da nossa presença de corpo e de alma.
As demais não deixam de importar; apenas aguardam um tempo mais habitável, quando lutar não seja apenas resistir, mas também voltar a viver.
Que possamos e saibamos escolher nossas guerras.
Somente os que Pensam com a própria cabeça gozam do privilégio de poder Errar. Só eles podem rever seus Pensamentos.
Errar, nesse caso, não é sinal de fraqueza — é prova de autonomia.
Quem pensa por conta própria aceita o risco de se enganar, porque sabe que a verdade raramente se entrega pronta e definitiva.
Ela costuma surgir aos poucos, no atrito entre convicções, dúvidas e revisões.
Já os que apenas repetem ideias herdadas, emprestadas ou impostas, quase nunca se permitem errar.
Não porque estejam mais certos, mas porque não foram eles que pensaram.
A convicção, quando terceirizada, vira armadura: protege da vergonha de mudar, mas também aprisiona na incapacidade de evoluir.
Pensar com a própria cabeça exige coragem — a coragem de sustentar uma opinião sem aplauso imediato e, principalmente, a coragem de abandoná-la quando ela se mostra frágil demais.
É um exercício permanente de humildade intelectual, onde o orgulho não está em nunca falhar, mas em nunca se recusar a aprender.
No fundo, revisar um pensamento é um gesto muito raro de liberdade, enquanto os que tropeçam na ilusão da convicção, alugando suas cabeças, não podem sequer repensar.
Porque só quem constrói as próprias ideias possui também as chaves para reconstruí-las.
É muito mais do que projeto de poder, dinheiro e dominação, é sobre alugar as cabeças dos asseclas e ainda ser idolatrado por eles.
Porque o domínio mais eficiente não é o que se impõe pela força, mas o que se instala silenciosamente na mente.
É quando a narrativa substitui a realidade, quando a lealdade deixa de ser escolha e passa a ser reflexo condicionado.
Nesse estágio, não é preciso vigiar todos os passos — basta moldar a forma como as pessoas enxergam o mundo.
Quem controla o significado das coisas, controla também as reações a elas.
Há algo de profundamente inquietante nisso: a transformação de indivíduos em extensões de uma vontade alheia, repetindo discursos como se fossem pensamentos próprios.
A crítica vira traição, a dúvida vira fraqueza, e a obediência é celebrada como virtude.
Não se trata apenas de convencer — trata-se de ocupar o espaço interno onde antes — talvez — existisse questionamento.
E talvez o ponto mais perturbador seja justamente a idolatria.
Não basta seguir, é preciso admirar.
Não basta obedecer, é preciso defender com fervor.
A figura central deixa de ser apenas líder e passa a ser símbolo, quase intocável, blindado por uma devoção cega que dispensa evidências e ignora contradições.
Nesse cenário, o poder já não precisa se justificar — ele se sustenta pela fé.
No fim, a questão não é apenas quem exerce o controle, mas por que tantos se oferecem a ele.
O que leva alguém a abrir mão da própria autonomia em troca de pertencimento, de identidade, de uma sensação de certeza?
Talvez seja mais confortável habitar um mundo simples, com respostas prontas, do que enfrentar a complexidade incômoda da realidade.
E é aí que reside o verdadeiro risco: quando pensar se torna opcional, e sentir-se parte de algo maior substitui a necessidade de compreender.
Porque, nesse ponto, o poder já não precisa conquistar espaço — ele já está instalado, silencioso, dentro de cada cabeça alugada.
Só os Apaixonados conseguem defender o Projeto de Poder que sempre existiu, em detrimento de suas Próprias Demandas.
Há algo de muito fascinante — e ao mesmo tempo, muito inquietante — na capacidade humana de se apegar a narrativas que a prejudicam.
A paixão, quando direcionada a uma causa, a um líder ou a uma ideologia, pode produzir coragem, lealdade e perseverança.
Mas também pode obscurecer a percepção da realidade, tornando aceitável aquilo que, sob um olhar mais racional, seria claramente contrário aos próprios interesses.
Ao longo da história, projetos de poder muito raramente se sustentaram apenas pela força.
Eles dependem da adesão sincera de pessoas que acreditam estar defendendo algo maior até do que a si mesmas.
O paradoxo surge quando essa defesa exige o abandono das próprias necessidades, dos próprios direitos ou das próprias expectativas de melhoria de vida.
Nesse ínterim, a identidade passa a valer mais do que a experiência concreta, e a fidelidade ao grupo se sobrepõe à análise dos resultados.
Não se trata apenas de política…
Esse fenômeno se manifesta em diferentes esferas da vida: no trabalho, nas instituições, nas relações sociais e até nas crenças pessoais.
Muitas vezes, admitir que fomos enganados, manipulados ou simplesmente que apostamos na direção errada é mais doloroso do que continuar defendendo aquilo que nos frustra.
O orgulho se torna uma prisão bastante confortável, e a coerência com o passado parece muito mais importante do que a honestidade com o presente.
Talvez a grande questão não seja por que as pessoas defendem projetos de poder, mas por que tantas vezes confundem pertencimento com consciência crítica.
A verdadeira maturidade política e social não está em abandonar convicções ao primeiro sinal de dificuldade, mas em preservar a capacidade de questioná-las quando elas deixam de servir aos princípios que as justificavam.
A paixão tem um papel importante na construção de mudanças.
Contudo, quando ela substitui a reflexão, transforma cidadãos em torcedores, debates em disputas de identidade e interesses coletivos em instrumentos de manutenção de poder.
Nesse cenário, o mais revolucionário não é defender um lado a qualquer custo, mas ter coragem de perguntar, repetidamente: quem está sendo beneficiado e quem está pagando a conta?
Afinal, nenhuma causa deveria exigir que alguém renunciasse — permanentemente — à própria realidade para sustentar a narrativa de quem já ocupa ou pretende ocupar o poder.
A paixão pode até mobilizar, mas somente a consciência crítica pode libertar.
Os Sequestradores Mentais conseguem “ocultar” muita coisa, menos o medonho Projeto de Poder.
Porque todo projeto de poder, cedo ou tarde, deixa rastros…
Ele aparece na tentativa de controlar narrativas, de dividir pessoas entre “nós” e “eles”, de transformar adversários em inimigos e de convencer a sociedade de que questionar é um ato de traição.
A manipulação não sobrevive sem o Medo, sem a Repetição e sem a Desinformação.
Ela prospera quando as emoções substituem os fatos e quando a lealdade passa a valer mais do que a verdade.
É nesse ambiente que muitos deixam de Pensar Por Conta Própria e passam a apenas reproduzir discursos prontos.
Por isso, o maior antídoto contra qualquer projeto de dominação não é a troca de um grupo por outro, mas a preservação da consciência crítica.
Democracias saudáveis dependem de cidadãos que desconfiem de promessas absolutas, fiscalizem quem exerce o poder e estejam dispostos a rever suas próprias convicções diante de evidências.
Nenhum governante, partido ou ideologia deveria estar acima do Escrutínio Público.
Quando líderes passam a ser tratados como Infalíveis, a Liberdade perde espaço para o culto à personalidade, e o interesse coletivo corre o risco de ser substituído por interesses particulares.
A Verdadeira Liberdade começa quando ninguém consegue sequestrar a nossa capacidade de pensar.
Quem preserva o Discernimento pode até mudar de Opinião, mas jamais entrega sua Consciência a quem pretende governar mentes antes de governar um país.
Entendendo os multiversos, a vida em abundancia de cura e harmonia ao poder divino do som. Energia, freqüência e vibração, como nos alertava Nicola Tesla. A oração não são um conjunto de palavras agrupadas, são sim um mantra ancestral que não devem ser traduzidas e simplificadas por que diminuem sua eficácia e objetivo. No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.
Acredito na arte e no seu invariável poder de transformação. Não existem limites para a arte quando bem instruída na técnica pois o principio próprio da criatividade é a liberdade. A arte pode ser expressiva, inclusão, perdão e entendimento do que nos movimenta em profundidade e verdade a alma, o espirito e o pensamento. Ela é a linguagem mais prospera universal de sentimento de como gostaríamos de mudar a tosca realidade para um mundo mais leve, sem pertencimentos infantis, a vida a ser vivida, sem grandes objetivos, um lugar comum só mais artístico e colorido.
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