Piloto
Há momentos na vida que precisamos desligar nosso piloto automático , encarar a vida de frente , não ficar esperando acontecer ..
“Sonho de criança”
Quando criança, queria ser piloto de avião
Queria ver as coisas do alto, do espaço,
Pensava em sentir uma grande emoção.
Quando via na TV as imagens da terra
Vistas La de cima, era tudo azul, um manto parecia,
Minha imaginação voava o super homem eu era,
Que tudo fosse verdade era o que eu queria.
Fechava os olhos, via-me flutuando,
La de cima tudo era tão pequeno, tão sossegado.
Quando abria os olhos, eu dizia: meu Deus! Isso até quando?
Voltava à realidade, era tudo tão agitado!
Cresci, e não sou piloto de avião,
Sou apenas eu, é o que sou.
A terra vista de cima, ainda é aquela mansidão,
Aqui em baixo a violência, só aumentou!
E aquela pergunta, ainda me faço,
A resposta não sei, quem sabe venha num sonho.
O que sei, é que queria viver no espaço,
E fugir desse mundo medonho.
“Todos nós nos sentimos amedrontados, como marinheiros que vêem o seu piloto em desatino”.
Jocasta > Édipo Rei
As vezes ligamos o piloto automático e deixamos o destino ditar as regras, mas a realidade é que nós nos acomodamos a situação, tornando-a pertinente e recorrente de forma que a zona de conforto ofusque nossos sonhos, não deixa esse nevoeiro ditar as regras, tomar as rédias do destino é para poucos, faça parte dessa seleção, dite e trace seu destino, lembre-se sonhe, acredite e conquiste…
"Você é o piloto da sua vida. Voar por lugares duvidosos, sem radar, sem combustível suficiente...
o resultado quase certamente será um voo que não se encerrará com um pouso bem sucedido"
Desejas ser tornar alguém de sucesso…
Então, saia do piloto automático. Volte para a realidade e tome as rédeas de sua vida. O milagre não existe, o nome disso é trabalho duro! E se queres ser merecedor de algo. Então, não fique aí sentado esperando tudo caia do céu. Porque ninguém fazer nada por você. Vai lá e faça acontecer.E só pare quando se sentir orgulhoso.
V1 – velocidade máxima durante a decolagem, na qual um piloto ainda pode abortar a operação com segurança sem sair da pista.
É também a velocidade mínima que permite prosseguir em segurança para a decolagem, mesmo que ocorra uma falha crítica entre V1 e V2; V2 é a velocidade de segurança para a decolagem.
Acima de V2 a decolagem não mais poderá ser abortada, a menos que haja razões para crer que a aeronave não irá manter-se no ar.
Já se perguntou em qual momento você se encontra agora na tomada das suas decisões mais importantes?
Ainda é possível abortar com segurança?
Ou será melhor seguir em frente e proceder aos ajustes necessários?
O Arquiteto da Eternidade
Sou o marinheiro perdido no mar,
sou o piloto que teme ao aterrissar,
sou resistência que insiste em lutar,
sou nuvem clara a te guiar.
Sou a dor que ensina a viver,
a ferida que insiste em florescer,
sou pedra que aprende a renascer,
sou o fim de guerras que vão se perder.
Sou você ontem, sou ele amanhã,
eco profundo em túnel de afã,
sou a eternidade que nunca se cansa,
sou busca e luz, sou fé e esperança.
Sou guia do profeta, voz que consola,
sou invisível presença que te ampara e rola,
sou quem responde antes da pergunta soar,
sou o onipotente a te guiar e cuidar.
Sou Deus, sou força, sou arquiteto do céu,
sou o universo contido no véu,
sou tudo e nada, sou tempo e direção,
sou o eterno pulsar do coração.
Entre o Marasmo e o Abismo
O instante em que percebemos que a vida vai além do piloto automático nos causa um estalo, um quase colapso. Ficamos divididos entre o marasmo da zona de conforto e o abismo do novo. Mudar assusta; a incerteza gera insegurança. Mas existir na nossa mais pura autenticidade exige o salto. E se o salto causar instabilidade? O remédio é tentar, falhar, aprender e evoluir. Esse é o propósito.
Se para morrer basta estar vivo, para viver é preciso coragem para acreditar em si mesmo. O amor traz o risco do sofrimento, e amar exige a força de saber que ele permanece, mesmo nos dias mais cinzentos. Às vezes, porém, amar significa desapegar. Deixar ir para um lugar distante, um recomeço silencioso.
A grande virada de chave é a autossuficiência. O amor-próprio não nos fecha para o mundo, mas nos acolhe. Ele nos lembra que somos dignos do afeto alheio, mas, acima de tudo, que fomos feitos para ser o grande amor da nossa própria vida.
Diário de Bordo: O Planeta Devastado e o Berço da Nova Praga
Enquanto o piloto acendia o cachimbo, alguns tentáculos da erva alienígena ainda tentavam rastejar para fora do fornilho. A fumaça densa e tóxica invadiu a nave. No meio da névoa alucinógena, a garota Veridiana entrou em trabalho de parto. O DNA terráqueo operou seu milagre caótico: ela deu à luz seis filhotes humanos de uma vez, cada um de uma cor diferente — o reflexo exato da nossa tripulação multicultural. Para comemorar, abrimos algumas latas de cerveja quente, fermentada direto no calor do reator da nave.
Navegando pelo quadrante, encontramos um planeta verde e abundante, que já vinha sendo timidamente depredado por dragões locais. Mas o estrago dos nativos não é nada perto do profissionalismo humano.
Na descida, a nossa nave amassada arrebentou as copas das árvores e abriu uma clareira na marra, pegando um pedaço de terra com água e uma cachoeira. A mera chegada da nossa carcaça poluente já começou a sufocar a fauna local. Sem perder tempo, descarregamos o reator atmosférico para modificar o ar e transformar o ambiente à nossa imagem e semelhança.
Duas colônias humanas foram instaladas em tempo recorde. O extermínio dos dragões foi rápido, sistemático e industrial. Em poucas semanas, as criaturas que antes dominavam o planeta viraram apenas desenhos rupestres nas paredes, tapetes e estátuas de decoração para os novos lares dos colonos.
Com o trabalho feito, os embriões entregues e o planeta devidamente condenado ao progresso humano, a nave deu mais um estouro no motor. Deixamos a nova colônia para trás, acelerando a nossa lata velha de volta à escuridão do espaço.
O universo que se cuide, porque os filhos da Terra acabaram de ganhar mais um puxadinho.
— Por Celso Roberto Nadilo
