Pétalas
Me deixa ser seu homem, te exaltar com minhas pétalas de rosas para enfeitar o seu chão;
Dizer com os meus olhos o quanto você é bem vinda em minha vida;
Desejo ser a sinfonia que te acalenta em momentos de aflição, mas também ser seu porto seguro lhe dando minha mão;
Vejo estilhaços de mim, se despedaçando como pétalas caídas em tardes de primavera das rosas mais desejadas;
Juntas formam sentidos de amar sem a devida retribuição, mas com a esperança de ter atenção pela sua beleza;
Como os lírios tua beleza é cortejada pelos olhos famintos de admirar as pétalas que crescem com formosura e delicadeza em teu caminho;
Restaurar-te-ei para retribuir-me com sua doce fragrância das maçãs que se entrelaçam com o teu perfume de seda;
Tua boca é o fruto desejado que tanto desatina minha razão e virtuosamente deixa meu coração enfermo de amor;
Cobrir-te-ei com pétalas de rosas vermelhas no qual contemple
A tua imensa beleza... Ah anjo meu! A tua suavidade
É o sorriso que enobrece o meu coração;
Pois as tuas intimidades antecede
Um querer meu!
Dar-te-ei o meu coração com toda minha vontade de te amar;
E colherei pétalas da paixão correspondida;
O talentoso caçador caça sua presa no amor
Deixando vestígios de palavras rabiscadas nas pétalas de uma flor
Dando voz ao coração com sentimentos de paixão
Lisojeado em silêncio bajulando com satisfação
O caçador deixou a herança de uma forma fenomenal
Surpreendendo com carinho em atitude sensual;
Julio Aukay
Entre pétalas e espinhos, teu nome dança:
Flores que brilham na glória, flores que murcham na derrota.
Na alegria, no luto, no sussurro da vingança…
Mistérios se escondem nas raízes do tempo.
Quem és tu, Dona Flor?
A cicatriz da morte ou o perfume da vida?
Sob a superfície calma, os segredos fervem —
são atos imensos em silêncio,
são mapas de luz e ruína.
Teu véu é feito de paradoxos:
nasces do mesmo solo que consome.
És a guerra e o refúgio,
o fim que se disfarça de início.
Dona Flor:
na tua mão, um jardim de perguntas.
O que plantaremos hoje —
a semente ou o adeus?
Pétalas.
Pétalas
Todas elas
Lado escuro
entristecido
Sonho que se sonha
e não se quer sonhar
Uma voz, melancolia
Qual de nós será que não queria
Voar, às vezes
Pétalas que tocavam
Me tocavam em meio a ventania
Um dia veio a tempestade
Só pra carregá-las
Pétalas que amanheciam
Belas, todas elas
Doces pelo orvalho, a noite
O dia trouxe abelhas
Noite trouxe sonhos que não eram
Eram sonhos que se sonha
e não se quer sonhá-los
Como velas apagadas
Vê-las mais de perto
Lágrimas choradas
Todas elas
Pétalas, aquelas
Que tanto nos tocavam
Hoje elas se foram
Uma voz, melancolia ecoa ao longe
Um longe, ontem tão perto
Hoje, coração desperto
Sonhos que sonhamos
Longe de onde estamos hoje
Tanto faz
Pétalas que nos tocavam tanto
Por mais que as procuremos
Não as temos
Não me tocam mais.
Edson Ricardo Paiva.
Vida Flor.
A vida é o dia de uma flor
Quando a chuva aproveita
Bota as pétalas de lado, assim
Se espelhando numa poça rasa
Detalhando os seus tim-tins
Orgulhosa da própria beleza
Ajeita luz do sol
Renovando a folia
Acredita, enquanto há tempo
Tempo é tudo quanto mais havia
Quando o tempo de já não mais crer vier
Ele vem, crer ela não quer...aceita
Bota espinhos, tenta defendê-la
Tristes mãos que, porventura, recolhê-la
Assim, como um sol que renasce
E que jamais se opõe
Ao orvalho das trevas
Escolhe uma melhor lembrança e a leva
Molha-te por molhar-se
Escolhe um ramalhete pra passar teus dias
Que, por ora, ornamenta e tenta e tenta
Tanto tenta que, quando desiste
Já não sente assim, tanta tristeza
Tenta, mas aprende a desistir também
Nem jamais te arrependa de nada
Desaprenda o sorrir
Mesmo assim, depois, aprende
Rir-se de si mesma.
Edson Ricardo Paiva.
Leves
Como pétalas ao vento
No mais preciso momento
Em que o vento leve
A um suave soprar
Se atreve
E quando a gente o percebe
Parece que está recebendo
Mensagem de pensamento
Advindo de uma brisa
Exatamente
Quando aquilo que mais precisa
É que o vento só leve
De volta, de leve e depressa
Alguma resposta
Qual fosse uma prece
E contasse pra Deus
Sobre sonhos e lembranças
A parecerem esquecidos
Mas que ainda estão guardados
No meu cântaro perdido
E são meus
Diferindo-se, enfim
Queria eu que fossem
Como prantos de pássaros
Que pelo vento enveredavam
Adentrando pelas janelas
Elas, que a tantos sorviam
Mas, que mesmo assim
Permaneciam como sendo
Cantares de passarinhos
Pois é assim
Que homens iletrados
Sozinhos
E simples, iguais a mim
Os conhecem
Enquanto o pássaro, feliz
De lado a lado, cruza o Céu.
Por vontade de Deus, se esquecem
Sem razão pra viver, ele voa
Esquecidos da dor que doía
Pra que a dor não lhes doa outro dia.
Edson Ricardo Paiva.
Todo aquele que se propõe a repousar sob as pétalas do seu jardim, na realidade, já está mais acostumado com a dureza dos seus próprios espinhos do que com a delicadeza das suas flores
A paz acontece quando cultivamos flores e não armas, afinal de contas, pétalas de rosas sempre estarão presentes no resplendor da glória da vida e na delicada passagem na hora de ir embora
Como rechear minha árvore de natal:
Com pétalas de Amor Divino; com aromas de virtudes;
Com solidez da caridade; e finalmente acendê-la com a vida lotada de paciência, perdão e verdadeira amizade social !
Estou sozinha como uma rosa no campo
Com usas pétalas prestes a cair, Como lágrimas no esquecimento.
Sonhei!
Seguindo uma trilha feita de pétalas de rosas, olhei para trás e vi um pouco do meu passado, lembrei com carinho do nosso primeiro olhar apaixonado, sorri quando vi você correndo a primeira vez na minha direção, respirei fundo quando você aceitou namorar comigo dizendo "SIM" na frente dos seus parentes e chorei quando ouvi a sua voz me dizendo ao pé do ouvido...
Seguindo uma trilha feita de pétalas de rosas, continuo olhando para frente emocionado, tenho a impressão de estar flutuando, como você esta bonita de véu e grinalda.
Nossas mãos se juntaram, então no formato de amor um laço foi criado.
A paisagem
Pétalas de rosas flutuam suavemente rio a baixo pela força da correnteza,
a natureza sorrir alegremente com o banho da chuva, a floresta entra no clima e dança ao sabor do vento, os animais se escondem mais apreciam a imagem com seus olhares esbugalhados.
As pétalas das rosas continuam a cavalgar nos braços fortes do rio sendo beijadas por pássaros e borboletas a todo momento.
Na colina uma queda de água se forma e é vista com surpresa e muita beleza.
Em um espaço aberto próximo ao acampamento o sol se faz presente, a animação toma conta dos macacos, dos porcos selvagens e de tantos outros animais, a fauna e a flora estão em festa.
O sol, a natureza vibrante, dois amantes pulando no rio, muitas borboletas em volta, uma pétala de rosas é colocada sobre a orelha dela, entre muitos abraços e sorrisos o amor da o tom da temperatura.
A fogueira está acesa em frente a nossa cabana, é hora de nos aquecer, o resto fica na imaginação.
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