Pessoas Pobres
2778 📜 Trabalhar mesmo Eu não trabalho, mas... Orgulho-me em saber que há pessoas que trabalham, incluindo vocês aí🫵.
2790 📜 Geralmente e dependendo do local, do momento e das pessoas, não sou chegado a apelidos, em Mim ou nos Outros. Por essas e outras não repasso a Minha Fórmula Secretíssima para impedir que apelidos (aqueles porventura criados para Mim) venham a me atingir.
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Até ontem tem funcionado, diferentemente do que aconteceu com Dom Casmurro, de Machado de Assis, coitado!
2515 📜 "Sim, devemos incentivar as pessoas, mas... Por que Sir George Martin disse ao Paul para eles desistirem daquele baterista? Por quê? Pelo menos 'assim se conta essa história'!"
0104 " 'Algumas Pessoas' vivem dizendo que 'o sujeito é tão rico que a única coisa que tem é dinheiro'. Não aposto dinheiro, mas aposto umas cocadas como nenhuma dessas 'Algumas Pessoas' é rica ou perto disso. Aposto e adoro ganhar cocadas!"
0145 "O Sujeito foi enfático: 'Não valorizo as pessoas pelo dinheiro que têm... Mas pelo QUANTO do dinheiro que têm irão depositar no meu Banco!' Além de enfático, sincero e objetivo, achei?"
0153 "Desde o inicio amo todas as pessoas. No final, também... Mesmo que o final seja o final da amizade. Mesmo assim!"
0425 "Pessoas se benzendo ao passar por igrejas é algo comum. O que eu não tinha visto é gente se benzendo, no metrô, e quando estou por perto. Será que eles se benzem porque eu estou por perto?"
0444 "Aquelas certas pessoas deveriam assumir logo o 'limão' que nelas existe... Azedo tentar se passar por doce é inócuo e ridículo!"
"Escolas de Samba têm o nome de Escolas porque as pessoas vão lá, se matriculam e aprendem a sambar? É por isso? Continuo 'perguntano' porque nunca soube e nunca me responderam!"
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"O hábito de manter correspondencia entre pessoas parece que morreu. Vou tentar retomá-lo, mas sei que contarei comigo e só comigo mesmo!"
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"Não tenho a menor ideia do que a Inteligencia Artificial irá fazer na vida pessoas. Do mesmo modo que também não sabia o que tantos Inventos e Descobertas iriam provocar... Como a chegada do Automóvel, da TV, dos eletrodomésticos, do Homem na Lua e tudo mais. Nunca soube, não sou Adivinho nem Vidente e, por isso nunca especulei e nunca me 'presepepei' em torno disso. Eu vivo assim. Não vivo como Alguns!"
3239 📜 Três pessoas que conheço que não caem em certos tipos de Conversas (Fiadas) que abundam nas Redes Sociais. São essas três pessoas aqui: EU, EU MESMO E EU TAMBÉM. souassim.top!
3167 📜 Será que estou 'com Defeito'? É que das mais de 200 pessoas, citadas por aí como 'Influenciadores' ou 'Influencers' (como preferem dizer Meus Cunhados 🦜🦜) nenhuma dessas jamais me influenciou... Nem vai ou irá. Aposto!
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Acham que estou 'com Defeito'? Acham? Ou o Defeito, se houver, está 'do Outro Lado'?
3379 📜 Dependendo dos Eventos e de Certas Pessoas, eu as Convido, mas não significa que estarei presente! O Convite é para as Pessoas, não para Mim.
O peso de saber
Conhecimento não é acúmulo. Há pessoas abarrotadas de informações e vazias de discernimento.
Saber mais não nos torna necessariamente melhores. Torna-nos mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que sabemos.
O conhecimento pode construir ou destruir, libertar ou aprisionar, esclarecer ou apenas sofisticar nossas próprias ilusões. A diferença não está necessariamente no que sabemos, mas na consciência de quem utiliza o saber.
Talvez por isso algumas verdades sejam tão desconfortáveis. Conhecer é também perder determinadas inocências. Depois que enxergamos, já não podemos simplesmente “desenxergar”. Depois que compreendemos, algumas desculpas deixam de existir.
Eis um dos paradoxos do conhecimento: quanto mais consciência adquirimos, menos podemos terceirizar a responsabilidade por nossas escolhas.
Não basta saber.
É preciso discernir.
Saber o quê é conhecimento.
Saber como, quando e por quê é discernimento.
E assumir as consequências daquilo que escolhemos fazer com isso é consciência.
O verdadeiro poder, portanto, não está em saber aquilo que os outros desconhecem.
Está em não ser dominado por aquilo que sabemos.
Porque conhecimento amplia possibilidades.
Consciência reduz desculpas.
Carlos EDUARDO Balcarse
31/09/2026
O discernimento e o crescimento
Crescer não é simplesmente saber mais. Há pessoas repletas de informações e vazias de compreensão.
Informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E consciência, sem discernimento, pode continuar sendo apenas a percepção de uma realidade que ainda não aprendemos a compreender.
A mente mente. E o discernimento desmente.
Discernir é desenvolver a capacidade de questionar não apenas aquilo que ouvimos, mas também aquilo que pensamos. É separar fato de interpretação, convicção de condicionamento, prudência de medo, desejo de necessidade e verdade de conveniência.
Talvez amadurecer seja justamente começar a desconfiar das certezas que nunca tivemos coragem de questionar.
Porque o crescimento verdadeiro exige desconstrução. Algumas vezes, para aprender é preciso primeiro desaprender. Para enxergar diferente, precisamos abandonar a obrigação de continuar olhando da mesma maneira.
O senso comum comumente mente.
E quando apenas repetimos aquilo que todos pensam, corremos o risco de passar a vida reproduzindo pensamentos que nunca foram verdadeiramente nossos.
Por isso, não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
O discernimento não nos ensina o que pensar. Ensina-nos a perceber por que pensamos aquilo que pensamos.
E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro crescimento: quando deixamos de ser conduzidos automaticamente pela própria mente e passamos a assumir conscientemente a autoria das nossas escolhas.
Porque consciência amplia.
Mas é o discernimento que direciona.
Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026
O futuro também pode aprisionar
Falamos muito sobre pessoas presas ao passado, mas quase nunca percebemos aquelas que se tornaram prisioneiras do futuro.
Há quem não viva porque ainda sofre pelo que aconteceu.
Mas há também quem não viva porque está permanentemente esperando aquilo que ainda não aconteceu.
Talvez passado e futuro possam produzir a mesma prisão quando retiram nossa presença do único lugar onde a existência realmente acontece.
O passado aprisiona pela lembrança. O futuro pode aprisionar pela expectativa.
Entre os dois existe o presente — frequentemente abandonado enquanto lamentamos aquilo que fomos ou imaginamos aquilo que seremos.
Planejar é necessário.
Sonhar é importante.
Ter propósito nos direciona.
Mas existe uma diferença entre construir o amanhã e hipotecar o hoje para consegui-lo.
Quem vive exclusivamente para o futuro transforma o presente em pagamento de uma vida que talvez nunca consiga usufruir.
Talvez tenhamos confundido evolução com chegada.
Queremos chegar.
Ao reconhecimento.
Ao sucesso.
À estabilidade.
À realização.
À felicidade.
Como se existisse algum ponto da existência em que finalmente pudéssemos declarar: agora tudo está resolvido.
Mas toda chegada inaugura alguma nova partida.
Toda resposta produz outras perguntas.
Toda conquista modifica o horizonte daquele que conquistou.
O horizonte não se afasta de nós. Somos nós que, ao avançarmos, passamos a enxergar mais longe.
Talvez seja por isso que algumas conquistas que pareciam enormes antes de acontecer se tornem pequenas depois que acontecem.
Não necessariamente porque perderam valor.
Mas porque aquele que chegou já não possui exatamente o mesmo olhar daquele que desejava chegar.
E aqui existe algo que raramente percebemos:
não conquistamos apenas coisas; somos modificados pelo caminho utilizado para conquistá-las.
Por isso, nenhum objetivo deveria ser avaliado somente pelo lugar ao qual poderá nos levar.
Precisamos perguntar também:
quem precisarei me tornar para chegar até lá?
Porque algumas conquistas custam exatamente aquilo que pretendíamos conquistar através delas.
Há quem procure sucesso e perca a própria vida tentando alcançá-lo.
Há quem procure reconhecimento e deixe de reconhecer a si mesmo.
Há quem procure liberdade tornando-se escravo daquilo que acredita que poderá libertá-lo.
Nem toda conquista representa crescimento. Algumas são apenas perdas socialmente aplaudidas.
Talvez desenvolvimento não seja acumular cada vez mais.
Talvez seja desenvolver consciência suficiente para distinguir aquilo que acrescenta à nossa existência daquilo que apenas ocupa espaço nela.
Porque também existe excesso na falta.
Podemos ter muito e continuar sentindo que falta alguma coisa.
Podemos conquistar aquilo que desejávamos e descobrir que o desejo era maior do que a necessidade.
Talvez exista uma pobreza produzida justamente pelo excesso:
quando precisamos possuir cada vez mais para sentir cada vez menos.
E não estou falando apenas de coisas.
Acumulamos títulos.
Funções.
Relacionamentos.
Compromissos.
Informações.
Opiniões.
Personagens.
Até que um dia podemos descobrir que construímos uma vida tão cheia que já não existe espaço para nós dentro dela.
Há pessoas que não precisam encontrar alguma coisa. Precisam se desocupar daquilo que as impede de se encontrar.
Talvez por isso evoluir também seja subtrair.
Retirar ruídos.
Abandonar excessos.
Rever necessidades.
Encerrar ciclos.
Desocupar espaços internos.
Nem toda ausência é vazio.
Algumas ausências são espaços finalmente disponíveis para aquilo que ainda poderá nascer.
E talvez seja essa uma das formas mais profundas de discernimento: compreender não apenas o que devemos buscar, mas aquilo que já podemos deixar de carregar.
Porque o peso da vida não é determinado somente pela quantidade de problemas.
Também somos pesados pelas expectativas, personagens, culpas, comparações e futuros imaginários que carregamos diariamente.
Talvez leveza não seja ter uma vida sem peso.
Leveza é parar de carregar aquilo que nunca precisou fazer parte da viagem.
No final, talvez a pergunta mais importante não seja:
“Até onde quero chegar?”
Mas:
“Quando chegar, ainda reconhecerei quem chegou?”
Porque nenhuma conquista deveria exigir como preço definitivo a perda daquele que pretendia conquistá-la.
O futuro merece ser construído.
Mas não às custas da inexistência do presente.
Afinal, talvez o maior fracasso não seja chegar ao fim sem ter conquistado tudo aquilo que desejávamos.
Talvez seja chegar exatamente onde queríamos…
E descobrir que, enquanto construíamos a vida que sonhávamos viver, esquecemos de viver a vida que estava acontecendo.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
