Perto
QUANDO O TEÓLOGO JALISON SANTOS TAVA NO HOSPITAL ELE DISSE:
“Hoje eu vi a morte de perto e lagrimei — e vi Deus enxugando minhas lágrimas. Vi a morte e ao mesmo tempo a vida. A morte me deixou, a vida me abraçou.”
"" Vou deixar você ir
apesar de senti-la tão perto
apesar desse aperto
no peito
talvez seja o melhor
já que não vem de você a aproximação
e é você quem determina a distância
já que não posso saber quem você é.
mas imagino
talvez seja mesmo melhor que vá
e leve toda a esperança que um dia meu coração criou
só assim deixarei de pensar
no amor que sempre sonhei
por fim
saiba que esperei um gesto seu
e o que veio foi apenas em forma de adeus..
As vezes você está perto de encontrar o ouro que tanto precisa e perde por não conseguir fechar a boca.
Estou vivo e aqui perto de você. Será que voltei de outra vida ou estou tendo o prazer de despedir de você assim sem tocar?
Quando querer ficar perto é chatice. Provavelmente dedicação é burrice. Partir não é mais uma opção, passa a ser dever e libertação.
chorava pela distancia nos separa, e te sentir tao perto
hj choro por estar perto , e estar tao longe
De perto sou romântico, mas de longe te enganaram com um desabafo de alguém carente;
Diga-me onde esse amor vai parar, pois meu coração continua seguindo a sós;
De olhos em olhos continuo tentando me firmar entre as pálpebras encharcadas de emoção;
Se entre a caça a escolha vai se construindo, entre um coração virado do avesso se tem a certeza do quê quer;
De perto sou galanteador, mas de longe se enganou de perto você acha que ganhei, mas de longe te enganaram;
Se de perto seus olhos me vêem como o melhor, mas de longe conseguiram te enganar;
E se de perto você me julga pelo que vê de longe, mais uma vez te enganaram;
"O que é teu, luta para estar contigo.
Quem nunca esteve por perto, é porque nunca foi teu.
E o melhor de tudo: eu aprendi que as respostas mais sinceras estão no silêncio."
Meu pai herói, meu mentor amado! Obrigada por estar perto quando eu preciso, me proteger e me amar tanto. Muita gratidão. Te amo infinitamente.
Um doce de vó
Minha vó morava perto do campo de futebol. Era comum, depois das brincadeiras no campo — que ficava onde hoje existe o colégio —, passarmos pela casa dela.
Certa vez, eu e um amigo encontramos uma velha bola de capotão. Estava furada, com o couro bastante desgastado, quase no fim da vida. Mas, para dois meninos, uma bola nunca estava velha demais. Demoramos um tempão para consertá-la e deixá-la em condições de voltar aos gramados.
Ou, pelo menos, ao quintal da minha vó.
A casa dela tinha um quintal bem grande, perfeito para nossas partidas. Marcamos o gol com as camisetas no chão e começamos nosso campeonato particular de “chute em gol”: cada um batia três vezes e depois trocávamos o batedor.
A brincadeira ia muito bem.
Até minha vó aparecer.
Veio caminhando em direção ao nosso campinho com uma faca na mão. Antes que pudéssemos entender o que estava acontecendo, pegou a pobre bola e, sem a menor cerimônia, deu umas dez facadas nela.
Dez!
E, como se a bola fosse a única culpada pela desordem, ainda sobraram para mim alguns cloques na cabeça, dados com aqueles dedos duros de vó.
Acabou-se a festa.
A bola, que já tinha sobrevivido sabe-se lá a quantas peladas antes de chegar às nossas mãos, dessa vez parecia definitivamente morta.
Mas não estava.
Dias depois, encontrei o cadáver debaixo do assoalho da casa da minha vó.
Resgatei aquele pobre pedaço de couro e fui atrás do meu amigo, o companheiro das cobranças de falta. Examinamos a situação e resolvemos ressuscitá-la. Só que, depois das facadas da minha vó, não havia remendo que desse jeito.
Então tivemos uma ideia.
Uma péssima ideia, naturalmente.
Fizemos um enxerto e enchemos a bola com areia.
Ela ficou pesada feito uma pedra.
Foi aí que nasceu uma nova brincadeira.
Colocávamos nossa “bola” num ponto estratégico da rua, onde costumavam aparecer outros meninos, e fingíamos estar batendo faltas. Bastava esperar.
Logo surgia algum candidato querendo mostrar suas habilidades.
— Deixa eu bater uma?
Era tudo o que queríamos.
O sujeito tomava distância, ajeitava o corpo, corria cheio de confiança e...
PÁ!
Chutava aquela bola cheia de areia.
Nós caíamos na gargalhada. Os outros meninos que já conheciam a brincadeira também. E assim a velha bola de capotão, que não servia mais para jogar futebol, encontrou uma segunda profissão: castigar os pés dos desavisados.
Até que, certo dia, apareceu um menino bem maior do que nós.
Ele também quis mostrar suas habilidades.
Tomou distância, correu e soltou o pé.
Quase torceu o tornozelo.
Dessa vez, ninguém teve muito tempo para rir.
Furioso, ele distribuiu uns tapas nos menores — eu e meu amigo incluídos — e, para completar o castigo, levou embora nossa bola cheia de areia.
Foi o fim definitivo daquele capotão.
Pensando hoje, talvez tenha sido melhor assim.
Primeiro minha vó tentou matar a bola com dez facadas. Nós a ressuscitamos, enchemos de areia e a transformamos numa armadilha. Depois apareceu alguém maior, acertou nossas contas e levou embora o corpo do delito.
E minha vó?
Minha vó nunca ficou sabendo da ressurreição.
Ainda bem.
Porque, conhecendo aqueles dedos duros, desconfio que os cloques da segunda vez teriam sido muito piores.
Ivo Terra Mattos
Sou aquela que viu todas as aflições de perto. Foi desesperador me ver sozinha sem ninguém que quisesse me apoiar. No meio do caminho parei desnorteada sem saber que rumo seguir. Lembrei de uma igreja perto. Fui pra lá e assim sobrevivi aquela noite!
Na sala de um hospital
Na sala de um velorio
A vista a morte
Que de tão perto rodeia
Uma reflexao
O valentao
O grande
O pequeno
O fim de todos
Deveria nos tornar humildes
Sem arrogancia
Sem prepotencia
Sem ganancia
Pois o fim é simples
E torna pobre a todos.
Longe, perto ou colados - tanto faz, é indiferente. Só nos completamos com alguém se existir amor. E ponto final!
