Permanecer em Silencio

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"No encontro comigo mesma, há um silêncio que me devora."
Amara Antara
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Na ausência, teu nome é chama, que arde sem se apagar. Cada silêncio é um grito contido, cada noite, um mar sem fim.


Tentei vestir a razão, mas ela se desfaz em tuas lembranças. A maturidade é frágil diante do coração, que insiste em te chamar, mesmo no vazio.


A saudade é amante ciumenta, não aceita despedidas, não conhece limites. Ela invade como tempestade, me arrasta para o centro do teu olhar.


E eu, perdido em tua ausência, te encontro em cada sombra, em cada perfume esquecido, em cada palavra que não disse.


Se o tempo é cruel, o amor é eterno. E mesmo longe, teu abraço é o destino que nunca se desfaz.


Tatianne Ernesto S. Passaes

A dor é ferida, mas também é portal. É silêncio, mas também é grito. É sombra, mas pode ser aurora. E talvez seja justamente por isso que ela nos humaniza: porque nos lembra que viver é atravessar, e que cada cicatriz é também uma inscrição de resistência, uma marca de que seguimos, apesar de tudo.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O tempo é sábio, e ensina que crescer não é somar anos, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que fere, a aceitar que o sol nasce para todos.

“Há momentos que pedem silêncio, tempo e delicadeza.
Quando são atravessados, não é só a ordem que se perde, mas o direito de viver cada etapa no seu próprio ritmo.
Respeitar o tempo do outro também é uma forma de cuidado.”

Há tempos que não podem ser apressados, porque carregam em si uma delicadeza própria. O silêncio, o intervalo e a espera são partes essenciais do viver. Quando atravessamos etapas sem respeitar o ritmo, não apenas desorganizamos o caminho, mas também roubamos do outro o direito de sentir plenamente cada instante. O cuidado, nesse sentido, não é apenas presença ou palavra: é também saber se retirar, dar espaço, permitir que o tempo cumpra sua função. Respeitar o tempo do outro é reconhecer sua humanidade, é oferecer um gesto de amor que não se impõe, mas que acolhe.

O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Entre o Espetáculo e o Silêncio


Há existências que se erguem sobre o palco. São vidas que se alimentam da visibilidade, que transformam cada gesto em performance e cada instante em proclamação. Cercadas de amigos, festas e aplausos, parecem plenas de movimento e alegria. Mas por trás da música alta e das luzes cintilantes, há um vazio que não se confessa: a solidão.
Nessa vida, as necessidades pessoais tornam-se supremas, superiores a qualquer vínculo — filhos, pais, companheiros. O mundo gira em torno do desejo de ser visto, desejado, celebrado. A festa é refúgio, mas também prisão: companhia efêmera, vínculos superficiais, afeto substituído por euforia. No fim da noite, quando o silêncio retorna, resta apenas a ausência. A afirmação de que se está só “por opção” é narrativa defensiva, sustentada por padrões inalcançáveis de um parceiro ideal. O brilho fora compensa o vazio dentro, e a superioridade proclamada é apenas máscara para a fragilidade interna.
Mas há também outra forma de existir: aquela que se retira do palco e encontra força no silêncio. Essa vida não precisa de plateia, não depende de aplausos, não busca confirmação externa. Cada instante é vivido em sua plenitude, não como espetáculo, mas como presença. A viagem não é conteúdo, é vivência. O encontro não é performance, é intimidade. O cotidiano não é vitrine, é verdade.
Na sociedade da visibilidade, escolher a invisibilidade é um ato de resistência. É afirmar que nem tudo precisa ser mostrado, que há dimensões da vida que só fazem sentido no silêncio. Quem não precisa ser visto é livre: livre das expectativas, dos julgamentos, das comparações. Livre para errar sem plateia, para acertar sem aplausos, para existir sem máscaras.
Assim, temos dois modos de ser:


O da festa interminável, que parece abundância, mas termina em solidão.
O do silêncio autêntico, que parece ausência, mas revela plenitude.


Entre o espetáculo e o silêncio, cada um escolhe o modo como deseja existir. Mas é no silêncio, e não na festa, que a vida encontra sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em ser visto, mas em ser.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Diário da alma

Hoje, escolhi o silêncio.
Não como ausência, mas como refúgio.
Existe um lugar dentro de mim que não precisa ser explicado, nem exposto, nem compartilhado — apenas sentido. E foi para lá que eu fui. Sem avisar, sem deixar rastros, sem olhar para trás.
Cansei de traduzir sentimentos em palavras rasas para que outros pudessem entender. Nem tudo foi feito para ser compreendido… algumas coisas só existem para serem vividas em segredo, no íntimo, onde o mundo não alcança.
Aprendi que a paz não faz barulho.
Ela não pede atenção, não disputa espaço, não se exibe. Ela simplesmente chega… e fica.
E foi nesse silêncio, nesse afastamento quase invisível, que eu me reencontrei. Sem máscaras, sem versões editadas, sem necessidade de ser aceita.
Hoje, não preciso mais ser vista.
Porque finalmente aprendi a me enxergar.
E, pela primeira vez… isso basta.

Penso, logo sinto
como o fluxo de um rio,
sangue que pulsa,
circula e arde,
invade,
silêncio que vira arte
percepção que transforma
cada gota molecular
na mônada do ser.
Sobe e desce dentro de mim,
toda a construção
circulando dentro de você.

O silencio é uma opção
Assim como a fala uma reação
Ambas uma ação
Entre um barulho e outro pela dimensão
Espaços circulam na mesma duração
Assim como na mesma direção
Flechas apontam para a razão
Se perdem pela emoção
Fluem como oração
Se encontram em comunhão
Pensamentos em fração
Sentimentos gritam por perdão
Almas em união
Dividem o mesmo pão
Se calam no coração
E se vão em vão
De grão em grão
Evaporam na solidão
Se transformam em paixão
Queimam no fogo azul da compaixão
Se elevam no amor como um clarão
Refletem sonhando e assim iluminarão
Toda a criação
Assistida em devoção
Estrela da manhã em adoração
Pela redenção
Mergulham em carmas em fundição
Sintonizam em darma em plena lapidação
Deus em observação
Coincidências ou não
Parte do planejamento logo então
Meu irmão

"O que faço com esse desejo que dança no silêncio entre teu pescoço e meus pensamentos?"

[Emudecência]


O silêncio é sábia companhia.
Quem fala muito,
Acaba falando demais.


17/06/23
Michel F.M.

Você é o silêncio,
o silêncio que eu insisto em preencher,
A vírgula esquecida em tudo o que eu quis dizer.
É estranho como quem nada me entrega,
acaba sendo o meu lugar de descanso.
Você não se vê nos livros que sublinhei,
nem ouve seu nome nas canções que decorei.
Não que você seja o centro do universo,
mas, quando se trata de você, tudo foi sentido ao extremo,
tornando-se assim a minha maior fonte de inspiração.
Obrigado por ser, mesmo sem pretender,
A beleza do que eu não pude ter.

⁠Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.

"O amor, transforma rotina em poesia e no amor, até o silêncio vira conversa."

"O silêncio é considerado o momento em que o Ser encontra o Infinito, uma pausa necessária para ouvir a própria essência e a "voz" do cosmos."

"A verdadeira oração vai além do silêncio das palavras."

Volta pra cá
Eu sei que errei, as palavras doream. O silêncio cresceu mais a amizade não morreu. Volta pra cá, sem medo, sem pressa Quero teu risos de volta, e te dá meu ombro outra vez.⁠

**Não me calarei pois com meu silêncio serei cúmplice.
Não me calarei pois com meu silêncio a violência anda em passos largos.
Não me calarei pois com meu silêncio a corrupção corre solta.
Não me calarei pois com meu silêncio as injustiças irão crescer.
Não me calarei pois com meu silêncio os bandidos estarão no poder e os inocentes presos.
Não me calarei pois com meu silêncio o errado é imposto a força como certo , e o certo é visto errado.
Não me calarei!!