Permanecer em Silencio
"Creçamos em silêncio, planejemos em secreto, e quando tivermos o poder ajamos para reparar as injustiças"
A velocidade e o silêncio, sempre são ítens importantes em uma guerra, assim como a surpresa repentina, contra o oponente.
Às vezes uma conversa resolve grandes problemas, mas às vezes o silêncio é o que resolve melhor, o discernimento é que dita a regra e o momento.
"Nunca há limites para se evitar um conflito quando prudentemente no momento o silêncio for oportuno"
Viver devagar
Esta noite eu escolhi...
Por viver devagar
Por ouvir o silêncio
Por enxegar no escuro da alma
Por alimentar lindas e sinceras saudades
Por conviver, amar, exaltar e me entreter com meu ser
Por agradecer pelos mistérios passados
Por aguardar pelos mistérios ainda tão bem guardados
Na noite eu me encontro com a calma, faço as pazes com a paz, eu escolho a paciência.
Pelo menos hoje, optei por viver bem devagar...
Este dia eu escolhi :
Por viver devagar
Por ouvir o silêncio e enxergar no escuro e profundo dessa alma leve e devassa.
Por alimentar belas, deliciosas, prazerosas e sinceras saudades.
Por agradecer pelas experienciações do passado.
Por aguardar pelos mistérios e vivências que ainda virão e estão bem guardados.
Neste novo amanhecer eu me encontro com a calma, faço as pazes com a alma, acolhendo toda a minha subjetividade.
Deixo o Lobo sedento adormecido, aguardando pacientemente seu despertar para o momento de suas andanças e vivências profanas.
Mas por hoje optei por viver bem devagar...
P Lopes
Quando o silêncio disse que eu estava errado,
quis gritar para calá-lo
quem sabe só por um instante
do seu trono destroná-lo.
Mas o silêncio foi galante,
agiu sem exaltação
calou a minha vaidade
com sua nobre razão.
O barulho lá fora faz tudo aqui dentro parecer silêncio, e sem dizer nada, rezo para que não parem a música.
O som lá fora
faz tudo aqui dentro
parecer silêncio.
Tudo o que eu construí
parece durar
até o fim desse barulho
que não é meu.
Fadado a sobreviver
aos escombros,
minha covardia reza
para que da próxima vez,
façam barulho por muito mais tempo.
Encontro aconchego nas coisas mais simples da vida...
Me ocupo do silêncio, quando palavras não me trazem respostas...
Do meu avesso o reflexo
Da profundeza que exala
O perfume da alma. ..
(Tinna Barbosa)
A voz do coração
No silêncio da noite, quando a lua velava,
o poeta viu a donzela, e sua alma clamava.
Ela andava entre sombras, um sonho a vagar,
e seu coração ardia, impossível calar.
Cada passo dela, um verso em chamas,
o céu sussurrava seu nome entre as ramas.
E o poeta, perdido em desejos e dor,
ergueu sua voz, transbordando de amor.
"Quem és tu, musa, que rouba o meu ar?
Que faz do meu peito um vulcão a pulsar?
És feita de sonho, ou de carne e essência?
És amor ou loucura, és dor ou presença?"
Ela sorriu, como quem sabe a resposta,
e o tempo parou, como a vida em aposta.
E assim, no olhar que ambos trocaram,
o destino selou: seus corações se encontraram.
NO DIA QUE O CORAÇÃO DO POETA CHOROU.
No silêncio da noite, o coração chorou,
como chuva que cai sem que ninguém notou.
O poeta, que sempre pintou céu azul,
viu-se perdido num mundo tão nu.
As palavras, outrora tão doces, tão leves,
tornaram-se pedras, pesadas, em breve.
O verso calou-se, a rima fugiu,
e o peito doeu onde o sonho ruiu.
Era o dia em que o sol se escondeu,
que a lua distante ao abraço cedeu.
Um vazio tão vasto, um eco de dor,
o poeta aprendeu do que é feito o amor.
Mas mesmo em pranto, há força que nasce,
no chão das memórias, a flor se refaz.
E o coração, ainda que chora e se parte,
não desiste jamais de transformar dor em arte.
AMOR DE MENINO
Carla Patrícia.
Doce melodia que meu coração entoa,
Mesmo quando o silêncio devora o tempo.
Tu foste a primeira chama,
O incêndio que queimou minha alma em segredo.
Eu era menino, ingênuo e cheio de sonhos,
Mas tu... tu eras a própria poesia viva.
Teus passos eram meu compasso,
Teus risos, a canção que me embalava.
Sonhei contigo em noites infinitas,
Num mundo onde só existíamos nós dois.
Te imaginei minha,
Mas nunca tive a coragem de tomar tua mão,
De dizer que meu coração era teu templo.
Crescemos. Amadurecemos.
Mas algo em mim permaneceu intocado,
Como um relicário guardando o impossível.
Tu foste o céu que nunca alcancei,
O amor que moldou o homem que me tornei.
Agora, seguimos rumos distintos,
Mas tu vives em cada batida do meu peito.
Carla Patrícia,
Primeiro amor, último suspiro de pureza.
Se um dia me perguntarem o que é eterno,
Direi teu nome.
