Perdi um Sorriso

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Separação ou divórcio não são tragédias...
A verdadeira tragédia é morrer lentamente em um relacionamento infeliz...

⁠NADA EM MIM MUDOU!
Quando jovem fui atrevido
Um pouco metido
Já usava brinco e cabelo comprido
Calça apertada boca de sino
Camisa volta ao mundo
Personalidade e caráter profundo
E assim quis o destino
Que eu não fosse um teatino
Que desde menino
Nada em mim mudou
Só a idade avançou
E hoje sou o que sou
E todas as dificuldades do mundo
Nunca me tornei um vagabundo.

A vida é um jogo. Tente se divertir.

Alice in Borderland
2ª temporada, episódio 8.

⁠Sou um homens cheios de falhas, mas sempre tentando corrigi-los, meus princípios e valores não vou mudá-los por causa de opiniões e conceitos de outras pessoas.

Minhas verdades podem mudam com o tempo, meus valores nunca mudarão. O que alguém acha de mim não vai determinar quem eu sou. Mesmo assim, não vou discordar quando alguém achar que eu não valho a pena. Eu valho. Eu valho a pena se tentarem me amar ao invés de me criticarem e me maltratar.

Podem me julgar da maneira que quiserem, afinal tem muita gente olhando, buscando meus defeitos, e não são poucos, mas sou eu quem está vivendo a minha vida, e não me importo com as opiniões contrárias a mim.

⁠Uma vida, uma escolha, um momento, podem mudar o universo inteiro.

⁠Um coração agradecido é tudo o que Deus pede dos seus filhos.

⁠Para que tenhas um futuro brilhante, não vivas um presente aparente!

Às vezes, é necessário ser um pouco levado.

⁠A crença é um obstáculo alto para se pular e acho que é ainda mais alto para as pessoas inteligentes. As pessoas inteligentes sabem muito, e talvez isso as faça achar que sabem tudo.

Stephen King
Depois. São Paulo: Suma, 2021.

⁠O papel de um governo é criar condições para que o povo viva com qualidade e tenha acesso a direitos. E vamos fazer isso ouvindo muito, dialogando com todos e com mais instrumentos de participação e decisão da população.

Luiz Inácio Lula da Silva

Nota: Tuíte de dezembro de 2022.

⁠todos os dias
eu
acordo
para viver
a alegria
de
mais um sol

Morrer depois de cumprir um propósito é uma verdadeira alegria, não é?
(Retsu Unohana)

Se há justiça de um lado ou de outro, isso seria chamado de autodefesa ou conquista. Mas isso é uma guerra. As guerras acontecem porque ambos os lados são justos.
(Hidetomo Kajomaru)

⁠O amor não sustenta relacionamento nenhum...
O alicerce de um relacionamento saudável é o respeito , a cumplicidade e a verdade ... amar é muito mais que um eu te amo... amor é cuidado!!!

Amar é um eterno exercício de se doar para mudar o que se está acostumado a ver.⁠

Você é importante para outras pessoas, assim como para si mesmo. Você tem um papel vital a ser exercido no destino em desdobramento do mundo.

Jordan B. Peterson
12 regras para a vida: um antídoto para o caos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018.

⁠A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões organizadas das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam este mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder dominante do nosso país.

Edward Bernays
Propaganda (1928).

Os seres humanos têm uma grande capacidade para fazer o mal. É um atributo único no mundo da vida. Podemos e deixamos as coisas piores, voluntariamente, com total conhecimento daquilo que estamos fazendo.

Jordan B. Peterson
12 regras para a vida: Um antídoto para o caos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018.

Uma das coisas mais difíceis de admitir é que não fomos amados quando mais precisávamos. É um sentimento terrível, a dor de não ser amado.

Alex Michaelides
A paciente silenciosa. Rio de Janeiro: Record, 2019.

A realeza de Pelé

Depois do jogo América x Santos seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama de ‘o Domingos da Guia do ataque’. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: – 17 anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de 40, custo a crer que alguém possa ter 17 anos, jamais. Pois bem: – verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se ‘Imperador Jones’, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: – ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.

O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés.

Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônia. Já lhe perguntaram: – ‘Quem é o maior meia do mundo?’. Ele respondeu com a ênfase das certezas eternas: – ‘Eu’. Insistiram: – ‘Qual é o maior ponta do mundo?’ E Pelé: – ‘Eu’. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.

Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompéia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar.

Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: – ‘Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!’

De certa feita, foi, até, desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para frente e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe, ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta, sensacionalmente. Numa palavra: – sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para brilhar. Não existia uma defesa. Ou por outra: – a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompéia e encaçapou de maneira genial e inapelável.

Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo que faz de Pelé o craque imbatível.

Quero crer que a sua maior virtude seja, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés numa lambida docilidade de cadelinha.

Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete.

Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente de que precisamos. Sim, amigos: – aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau.

Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a fotografia de um e outro times entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

Nelson Rodrigues
A pátria de chuteiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.

Nota: Crônica publicada na revista “Manchete Esportiva”, em 8 março de 1958.

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