Perdi um Sorriso

Cerca de 358211 frases e pensamentos: Perdi um Sorriso

⁠Tem dias que a gente sente um cansaço que não é do corpo,
é da alma.
Quando isso acontecer, não se cobre:
se abrace.
— Edna de Andrade

⁠A perfeição é tão relativa quanto a felicidade. Nem sempre o que é para um também é para o outro. É humanamente impossível agradar a todos. Ter essa consciência nos leva ao encontro do nosso EU e das nossas próprias verdades. Assim, encontraremos aquilo que nos faz realmente feliz

⁠O pacto que sustenta a crença no impossível é rompido ao trair a si mesmo, assinando um distrato com a imaginação.

⁠Relacionamento bom é aquele
em que os dois regam juntos.

Onde um cuida do outro
como quem cuida do jardim:
com tempo, com afeto, com constância.

Não é sobre perfeição,
é sobre presença,
paciência
e vontade de fazer dar certo todos os dias.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Não é sobre grandes gestos,
é sobre os pequenos cuidados.

Um café passado com carinho.
Um abraço no fim do dia.
Uma mensagem só pra lembrar:
“eu tô aqui”.

Amor que dura não é o que impressiona,
é o que acolhe —
em silêncio, em gesto, em detalhe.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.ednacuidados

⁠Amor bonito é quando dois corações
se tornam um caminho.

Onde ninguém precisa se perder pra caber,
nem se diminuir pra agradar.

É seguir de mãos dadas,
respeitando os passos,
acolhendo as pausas
e celebrando cada recomeço juntos.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Recomeçar é um ato de fé.
Fé de que ainda tem coisa boa esperando,
mesmo depois de tudo.

É olhar pro espelho e dizer:
“ainda tem vida aqui”.

E tem mesmo.
Muita.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠A vida é uma luta constante para alcançar um ideal, principalmente na juventude. Depois, na fase da velhice, percebemos que toda essa correria na juventude foi em vão. O tempo passou rápido e, no meio de tanta correria, acabamos esquecendo de aproveitar a vida. É só na velhice que realmente nos damos conta disso.

⁠A gente se esforça para conquistar uma estabilidade na vida, mas acaba pagando um preço alto na velhice. É só lá que percebemos que toda essa estabilidade talvez não tenha valido a pena, porque gastamos tanto tempo tentando alcançar algo, acreditando que iríamos aproveitar na fase mais avançada da vida, e no fim, percebemos que deixamos passar momentos importantes.

⁠A presença de Deus
muitas vezes, depende
da necessidade que
cada um está passando

⁠"Você pode ser um texto desinteressante... ou aquela história que se torna a favorita de alguém."

⁠"Há um segredo em fingir estar bem até que se esteja."

⁠"A felicidade plena é um objetivo almejado por todos. Porém, para ser feliz o suficiente basta ter um pouco menos exigências..."

⁠Enfrentar desafios pode parecer um peso,
quando visto de longe, mais se paramos
para pensar, esses desafios tem forma
peculiar de moldar essência.

⁠O mundo é um grande hospício, porém somente alguns vão para um hospício bem menor.

"⁠Meu coração é um livro aberto, mas poucas páginas são compreendidas."

⁠"Não existe pátria saudável com uma população adoecida — a verdadeira reconstrução de um país começa na mente e no prato do seu povo."

⁠por que será que dizer um adeus nunca ensina a dizer o próximo? é horrível ver alguém diminuir e aumentar de tamanho dentro de você. além do mais, quando uma pessoa se afasta ela parece se tornar mais verdadeira no momento exato em que parte. e você nunca terá aquela pessoa que mora na pessoa que você costuma ter.

Aline Bei
Uma delicada coleção de ausências. São Paulo: Companhia das Letras, 2025.

Contradições

Sou contraditório.
Às vezes acho que sou um escritor “bom”.
Quando releio o que escrevi e sinto algo real.
Como se as palavras fossem minhas cicatrizes com nome.
Outrora, vejo que sou apenas um iniciante.
Perdido entre ideias soltas,
com medo de nunca ter algo original pra dizer.

Me sinto vazio por dentro.
Como se tivessem me secado aos poucos,
sem que eu percebesse.
Mas transbordo nos meus textos quando ninguém tá olhando.
Textos de puro sentimento.
Intensos demais.
Quase vergonhosos.
Quase como se alguém estivesse me lendo por dentro.
É um excesso disfarçado de ausência,
uma sobrecarga emocional
camuflada de silêncio.

Duvido do meu valor.
Todos os dias.
Nos detalhes, nos silêncios, nas comparações que faço com os outros.
Mas luto pra tentar demonstrar.
Escrevo, continuo, me exponho.
Mesmo com medo de não ser suficiente.
Mesmo tremendo.
Porque cada palavra é
a prova viva de que eu ainda sinto algo.
E enquanto escrevo,
ainda resiste em mim uma parte que sobrevive.

Acredito que ninguém virá me ajudar.
Porque aprendi a não esperar.
Aprendi que ajuda demais decepciona.
Mas escrevo como quem espera ser encontrado.
Como quem joga garrafas no mar.
Esperando, secretamente, que alguém leia as entrelinhas.
Mesmo negando, ainda há em mim um farol aceso.

Me recuso a sonhar.
Como se sonhar fosse um luxo que não me pertence mais.
Como se já tivesse sonhado o suficiente por uma vida inteira.
Mas sonho todos os dias.
Com vidas que não vivi.
Com amores que só existem no papel.
Com finais felizes que nascem só na minha cabeça.
É a forma que encontrei de viver sem me iludir...
mas também de não desistir por completo.

Temo eu não ser mais eu.
Como se, aos poucos, partes de mim tivessem sido arrancadas.
Trocadas.
Desgastadas.
Como o navio de Teseu —
onde já não sei mais quais partes ainda me pertencem.
Mas tento me reconstruir todos os dias.
Com pedaços de ontem.
Com fragmentos de silêncio.
Com a coragem frágil de continuar escrevendo.
Porque escrever ainda é a única maneira que conheço
de tentar voltar pra casa.

Me enxergo em tudo que faço.
Mesmo que não percebam.
Mesmo que ninguém veja.
Mas precisei de uma segunda opinião
pra me ver nas contradições.

Doeu escrever tudo isso.
Mas sinto que essa dor faz parte
da “cura” que nunca virá.

⁠Tem coisa que eu não acredito que um ser humano possa acreditar, mas eles falam e tem gente que acredita.