Perder Pessoas
Perca na vida um minuto, mas evite perder a vida em um minuto. Não tenha pressa em chegar no céu.
F. Meirinho
Entre versos e canções, eu prefiro poesias...
... Entre ter e perder, eu prefiro ganhar...
... Entre pensar e agir, eu prefiro escolher...
... Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas...
... Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir caminhando, sem medo, sem receios, sem procrastinar. Eu quero coisas novas...
Entendeu...
A Garota do Balcão
Passei dois anos tentando entender como é perder alguém.
Não perder por briga ou despedida, mas perder por dentro.
Perder a fé no sentimento, perder a crença no amor, perder a certeza de que algo assim pudesse acontecer de novo.
Durante esse tempo, eu realmente acreditei que não encontraria mais ninguém.
Que algumas pessoas atravessam a nossa vida levando consigo tudo o que havia para amar.
Que depois delas, o coração aprende a funcionar… mas não a sentir.
E então, sem qualquer aviso, eu entrei numa loja de acessórios de celular.
É curioso como a vida escolhe cenários simples para grandes recomeços.
Entre películas de vidro, suportes discretos e cabos organizados não por cor, mas por tipo —
como se até ali tudo precisasse fazer sentido —
havia uma garota atrás do balcão.
E o mais estranho de tudo é que a única coisa que realmente nos separa…
é o balcão.
Não foi só o sorriso que chamou atenção.
Foi o conjunto.
O jeito contido.
As tatuagens minimalistas, quase silenciosas, marcadas como pensamentos que não precisam ser explicados.
Detalhes pequenos, mas cheios de intenção — como quem diz muito sem dizer nada.
E então tem o olhar.
Um olhar tão misterioso que desconcerta.
Daqueles que, se sustentado por mais de três segundos,
faz a gente desviar não por timidez,
mas por sentir demais.
Ali eu entendi uma coisa importante:
o amor não avisa quando volta.
Ele reaparece… diferente.
Não veio com urgência, nem com exagero.
Veio como curiosidade.
Como vontade de permanecer um pouco mais.
Como aquela sensação estranha de querer voltar ao mesmo lugar sem precisar de motivo.
A Garota do Balcão não sabe,
mas ela desmentiu uma certeza que eu carreguei por dois anos.
Ela provou que a gente nunca perde a capacidade de se apaixonar —
a gente só esquece como é até alguém lembrar.
Hoje, confesso ao público:
já não tenho mais o que inventar para entrar naquela loja.
Já comprei o que precisava… e o que não precisava também.
Mas continuo voltando.
Talvez isso não seja uma história de amor.
Talvez seja só um capítulo breve.
Ou talvez seja o começo de algo que ainda não tem nome.
Mas uma coisa é certa:
depois de tanto tempo acreditando que o sentimento tinha ficado no passado,
eu me apaixonei de novo.
De um jeito novo.
Mais calmo.
Mais consciente.
Mais verdadeiro.
E tudo isso começou…
E tudo isso começou com um balcão no meio.
Não como obstáculo,
mas como prova de que às vezes o amor não está distante —
só separado por alguns centímetros
e pela coragem de atravessar.
A Ataraxia me blinda.
Como perder o controle se quem me ataca é uma pessoa fragil emocionalmente?
Só eu mesmo posso me atingir.
Os outros? Só opiniões e achismos
"Perder o sentido das coisas é um alerta de que devemos alterar o ritmo da vida, para que a existência recupere sua coerência e propósito"
Ser borderline é amar demais
e, no mesmo instante,
morrer de medo de perder.
É sentir tudo em volume máximo:
o carinho que salva,
o silêncio que machuca,
o olhar que acolhe
e o abandono que nem aconteceu
mas já dói.
Sou casa em chamas
e abrigo ao mesmo tempo.
Lobo que ataca para não sangrar,
criança que grita só para não ficar só.
Prometo ir embora,
imploro para ficar.
Construo pontes com o coração
e as explodo com o medo.
Ser borderline é pedir amor
sem saber recebê-lo,
é ferir enquanto tenta se proteger,
é ser o autor do caos
e, às vezes, a própria vítima.
Mas também é sentir bonito,
intenso, verdadeiro.
É amar com a alma inteira,
mesmo quando ela treme.
Não sou excesso por escolha.
Sou profundidade sem filtro.
E se sobrevivo a mim todos os dias,
é porque, apesar de tudo,
ainda acredito
que amar vale o risco.
"O perigo não está em gostar ao ponto de se perder profundamente de amor e paixão por alguém que já provou e demonstrou que quer ficar, nos amar, somar e caminhar junto.
O perigo está, sim, em se perder por alguém que já demonstrou que não nos ama, não soma e não quer ficar."
— Malaquias da Viola (Autor)
"Rick Grimes ensinou que, mesmo em um mundo apocalíptico e após perder tudo, sua humanidade ainda prevaleceu. A misericórdia venceu a ira."
A soberania consiste em amar sem se perder, e em decidir o momento certo de olhar nos olhos do passado sem comprometer o brilho do futuro.
Ter posicionamento político não significa perder o senso crítico nem aderir a toda polêmica criada nas redes. Convicção não é seguir boicote por impulso, nem transformar propaganda ou símbolo cultural em disputa ideológica forçada.
