Perdendo

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Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

A verdade liberta, mas o preço, nem todos estão dispostos a pagar perdendo seus bens, sonhos e desejos por Jesus.

“Me vi pensando em Van Gogh:
Se ganhando e perdendo em cada linha,
De um esboço pintado de uma janelinha.
Paredes cinzas, quem sabe?
Meio velhas, desgastadas por loucuras de quem as habitava.”

Livro “o quarto dos poetas”
Maysa S. Barrocal

⁠Quem depende dos outros para vencer, já começou perdendo.

Quem busca compulsivamente pela felicidade acaba perdendo os momentos felizes, se tornando infeliz.

Toda eleição, quem ganha é o eleito, não o eleitor. O eleitor, na verdade, acaba perdendo.


Ele perde direitos, porque muitas promessas feitas pelos políticos não são cumpridas. Perde dinheiro, pois o governo pode aumentar impostos ou cortar serviços importantes. Perde respeito, porque suas necessidades e opiniões são ignoradas pelos políticos que escolheu. Perde poder, porque as decisões importantes continuam nas mãos de quem está no topo, e o cidadão comum não pode participar das decisões. Perde liberdade, porque as leis e decisões do governo podem limitar suas escolhas e ações. Perde tempo, porque não vê mudanças reais que melhorem sua vida.


No fim, a vida continua igual. O cidadão trabalha, passa o tempo e não vê melhorias reais na sua vida.

Se você ama alguém e esse alguém despreza esse amor, quem está perdendo o amor não é você.

Se aquilo que você dedica mais tempo te incomoda, você está perdendo tempo.

O tempo é a coisa mais valiosa que a gente tem. Por isso, ele precisa ser usado em coisas que realmente fazem sentido na sua vida. Se você passa horas em algo que não te faz bem, que te cansa ou te deixa triste, então você está perdendo tempo.

O tempo deve ser usado para o que você ama, para o que te faz evoluir, te deixa bem e dá sentido à sua vida. Quando você faz o que ama, mesmo que apareçam dificuldades, isso não te desgasta, e sim te fortalece. O verdadeiro valor está quando o que você faz combina com o que é importante pra você.

Existe uma parte de mim que continua se perdendo em silêncio, e isso quase nunca chama atenção.

Quem não admite para si que está perdendo tempo com algo que não gosta continua não gostando e perdendo o tempo que poderia ser usado no que gosta.

"Ela não tava perdendo o cabelo… tava se despindo da dor, da vaidade, da ilusão. Tava nascendo de novo."

“Há quem confunda liberdade com fuga, e acabe se perdendo em todos os corpos que buscou pra se encontrar.”

Quem procura agradar a todos acaba perdendo o juízo; por isso, mantenha o foco no seu objetivo.

Quem vive tentando caber na vida dos outros, acaba se perdendo do próprio destino, e morre sem ter vivido a própria história.

Vivemos em uma época curiosa: temos respostas para quase tudo, mas talvez estejamos perdendo a capacidade de formular as perguntas que realmente importam.

A tecnologia encurtou distâncias, acelerou o acesso ao conhecimento e colocou praticamente o mundo inteiro na palma de nossas mãos. Mas existe uma pergunta que nenhuma tecnologia deveria responder em nosso lugar:

Quem estamos nos tornando?

Quanto mais respostas encontramos fora, menos percebemos as perguntas que deixamos de fazer dentro.

Talvez o problema do nosso tempo não seja a falta de informação, mas a facilidade com que transformamos informação em certeza.

Repetimos porque muitos repetem. Acreditamos porque muitos acreditam. Compartilhamos porque muitos compartilharam. E, pouco a pouco, aquilo que começou como influência pode terminar parecendo pensamento próprio.

O senso comum comumente mente.

Pensar exige mais do que possuir uma opinião. Exige coragem para confrontá-la.

Maturidade intelectual não está em vencer todas as discussões, mas em conseguir reconhecer quando uma verdade maior exige que abandonemos uma certeza menor.

Por isso, algumas vezes, desaprender é uma forma superior de aprender.

Estamos formando uma geração extraordinariamente preparada para encontrar respostas. Talvez o próximo desafio da educação seja formar pessoas capazes de questioná-las.

Porque quem recebe todas as respostas prontas corre o risco de nunca descobrir quais perguntas eram realmente suas.

Não precisamos de uma sociedade que pense igual.

Precisamos de uma sociedade que pense antes de simplesmente repetir.

E talvez uma das maiores expressões de liberdade seja justamente esta:

Ter coragem suficiente para questionar até aquilo que pensamos ser nosso próprio pensamento.

Afinal, a mente mente e o discernimento desmente.

Carlos Eduardo Balcarse
Escritor e pesquisador sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação e sociedade.

COMO MUDAR DE OPINIÃO SEM SENTIR QUE ESTAMOS PERDENDO QUEM SOMOS?

Mudar de opinião deveria ser uma consequência natural de aprender.

Na prática, frequentemente parece uma ameaça.

Isso acontece porque algumas ideias deixam de funcionar apenas como ideias. Elas passam a participar da identidade.

Já não dizemos simplesmente: “Eu penso isso.” Passamos silenciosamente a sentir: “Eu sou alguém que pensa isso.”

Quando uma crença se aproxima demais da identidade, questioná-la pode produzir uma sensação semelhante à de questionar a própria pessoa.

Por isso tantas discussões deixam rapidamente o território das evidências. A defesa de uma ideia transforma-se em defesa de si.

Talvez uma das formas mais profundas de autonomia seja conseguir separar aquilo que somos daquilo que atualmente acreditamos.

Uma crença pode ter sido importante ontem e tornar-se insuficiente amanhã. Abandoná-la diante de melhores razões não apaga nossa história. Demonstra que nossa história continua sendo escrita.

É nesse sentido que aprender a desaprender também é aprender.

Desaprender não significa apagar conhecimento. Significa retirar autoridade de uma estrutura que deixou de merecê-la.

Essa operação exige discernimento porque não devemos abandonar uma crença simplesmente porque apareceu uma ideia nova. Precisamos avaliar evidências, contexto, coerência, fontes e consequências.

Revisar não é trocar de certeza. É permitir que a certeza também seja examinada.

Quem transforma todas as próprias crenças em identidade cria uma prisão intelectual difícil de perceber.

Porque as grades passam a parecer parte de quem somos.

Uma ideia que não podemos questionar deixou de ser apenas uma ideia.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

⁠Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.


Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.


Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.


Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.


Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.


Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.


A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.


O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.


Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.


Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.


A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.


O adulto sente quando seus planos fracassam.


E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.


Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.


A verdade é que o mundo muito raramente acaba.


O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.


Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.


E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.


Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.


E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.


Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.

"Quer continuar perdendo seu tempo ou quer começar a construir sua riqueza trilionária?"

Quem troca o valor da própria intimidade pela validação vazia de estranhos acaba perdendo o respeito de quem realmente importava dentro de casa.

"Quem não valoriza o que tem nas mãos acaba perdendo o direito de reclamar quando a vida decide levar."