Perdemos tanto Tempo

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As pessoas não sabem como estamos por dentro, as vezes dá vontade sumir por um tempo.

Ainda bem que o tempo não para quando a gente para

O tempo que leva enganando os outros é o tempo perdido se iludindo a si mesmo.

Hoje posso dizer
que tudo o que me resta
é tempo.


A vida cobra
as nossas concupiscências,
as nossas escolhas,
e um dia, sem aviso,
a fatura chega.


Já bati na trave
algumas vezes
para deixar esta existência.
Não me agradaram
essas passagens —
nem as médicas,
nem as emocionais,
pela forma dura
como me atravessaram.


Doeram.
Assustaram.
Marcaram.


Mas também me obrigaram
a pensar sobre a vida
com mais seriedade
do que eu jamais pensei.


Existe, de fato,
um paraíso para nós?


Seremos lembrados
na memória de Deus?


O tempo tem conexão
com esta vida
ou apenas nos atravessa
como um rio indiferente?


Será tudo isso
apenas presunção,
um pensamento insistente
que eu alimento
para suportar os dias?


Ou existe algo
depois desta vida —
algo que não cabe
em palavras,
mas faz sentido
no silêncio?


Hoje,
não tenho certezas absolutas.
Tenho perguntas maduras.
E talvez isso seja fé:
continuar vivendo
mesmo sem todas as respostas,
confiando que o tempo
não seja o fim,
mas um caminho.

A percepção do tempo se faz eterna na distância
e milésimos na proximidade,
no mesmo instante do estar.


A distância obedece a um paradoxo
que sucumbe à percepção da proximidade.


A presença nasce justamente
onde o estar não existe,
carregando a sensação de sentir
aquilo que não se vê.


O despertar pela manhã
é o toque suave da luz sobre um corpo que repousa,
enquanto a escuridão da imensidão interna,
guardada pelo fechar dos olhos,
é rompida ao abrir.

A disciplina de cuidar da mente e manter o foco, é o que separa quem apenas passa o tempo de quem constrói o tempo .⁠

​"A gente gasta o passo tentando enganar o tempo, sem notar que o caminho, cansado de ser rascunho, resolveu virar destino por conta própria."

“Não há um só tempo quando há muitos viveres.
O meu tempo nasce de mim;
o do outro, dele.”

"O tempo é amigo de quem o gerencia
e inimigo de quem não cuida dele."

"As sementes já foram lancadas; a colheita chega no tempo de Deus.


Toda vitória exige o empenho silencioso de quem não desiste."

"Meus olhos observam o relógio; meu coração pressente o tempo e a mim."

​"Ah, a doce lembrança de um tempo onde o nosso amor era a melodia constante... Recordo-me com ardente saudade de quando eu fazia do nosso romance uma narrativa diária, enviando-lhe novas histórias de amor, ou de quando a urgência do meu desejo me impulsionava a atravessar distâncias, movido unicamente pela necessidade irrevogável de a ter nos meus braços."

A maturidade emocional é uma das conquistas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais revolucionárias da vida. Não se trata de apagar sentimentos ou fingir indiferença diante do caos, mas de aprender a conviver com eles sem se perder. É como caminhar por uma cidade barulhenta e, ainda assim, manter dentro de si um espaço de calma, onde o ruído não alcança.


Ela nasce quando entendemos que não temos controle sobre o comportamento dos outros, mas temos controle sobre nossas respostas. É nesse intervalo entre o estímulo e a reação que mora a liberdade. Quando alguém nos critica, provoca ou decepciona, podemos escolher se vamos entregar nossa paz ao impulso ou se vamos respirar fundo e responder com consciência. Essa escolha, repetida dia após dia, é o que nos fortalece.


Ser emocionalmente maduro é aceitar que a vida não se curva às nossas expectativas. É perceber que insistir em ter sempre razão, em esperar que os outros ajam como nós agiríamos, é uma prisão invisível. A maturidade nos convida a soltar esse peso, a abandonar o rancor e a transformar a raiva em aprendizado. Não significa tolerar injustiças ou se calar diante do que fere nossos valores, mas sim escolher batalhas com sabedoria, preservando aquilo que é mais precioso: a paz interior.


Na prática, maturidade emocional é pausar antes de responder, é nomear o que sentimos para não sermos reféns da emoção, é enxergar na crítica uma oportunidade de crescimento, é usar o silêncio como escudo quando a provocação não merece resposta. É agradecer pelo que temos mesmo nos dias difíceis, porque a gratidão dissolve a raiva e abre espaço para a serenidade.
No fundo, maturidade emocional é a arte de viver com leveza em meio ao peso do mundo. É a coragem de olhar para dentro e reconhecer que a verdadeira força não está em controlar os outros, mas em dominar a si mesmo. E quando aprendemos isso, descobrimos que a paz não é um acaso, mas uma escolha diária — uma escolha que nos liberta.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Dois silêncios se encontram, dois olhares se colidem, e o tempo congela — mas o desejo arde eterno.




Tatianne Ernesto S. Passaes

O tempo é sábio, e ensina que crescer não é somar anos, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que fere, a aceitar que o sol nasce para todos.

Nos corredores invisíveis do tempo, há portas que nunca abrimos, caminhos que se perderam na poeira das decisões.
Cada escolha é um fio, tecendo destinos possíveis, bordando silêncios e futuros não vividos.
E penso: quem seria eu, se tivesse seguido outra estrela, se tivesse dançado em outra música, se tivesse ousado dizer “sim” quando o medo me ensinou o “não”?
Há um universo onde sou viajante, outro onde sou poeta, outro ainda onde sou apenas sombra do que poderia ter sido.
Mas todos esses eus coexistem, como constelações em um céu secreto, lembrando-me que a vida é feita não só do que escolhi, mas também do que deixei escapar.
E nesse espelho de possibilidades, descubro que o verdadeiro milagre não está em viver todos os mundos, mas em acolher o que sou, sabendo que dentro de mim habitam infinitas versões de mim mesmo.

Grandes poderes são temidos, e domínio através do medo não dura por muito tempo.
(Mago Denken)

Por dentro tudo está diferente. O tempo desacelerou, e o meu coração está aprendendo a amar devagar, aproveitando cada segundo, com mais presença, mais de mim, mais de nós.

Hoje chorei. Como havia muito tempo não chorava. Não havia razões claras. Apenas chorei. Talvez por razões passadas, histórias ancoradas no porto do meu ser, ali onde a dor não se ossificou, não se fez concreta, não mostrou a face, mas pairou soberana e silenciosa.
Talvez por razão nenhuma. Nem sempre a dor tem razão. Dói por doer, por não ser outra coisa, por ser dor apenas.

O TEMPO:


O tempo une.
O tempo separa.
O tempo constroe
O tempo destroe.


PORTANTO, SAIBA USAR O SEU TEMPO.