Perda de um Amor por Orgulho
As vezes não é o tempo, nem os outros, bem menos a vida.
É a gente que não sabe a medida exata do espaço onde se ocupar.
...) E ela disse: Eu me importo em saber que em algum lugar alguém me espera, mesmo existindo a distância ou não em voltar.
Afinal todos temos nossos becos sem saidas.
E como sou grata ao renascimento e as novas estradas.
Ao desprendimento do que somos em direção ao que queremos ser. Sonho, desejo, esperança, coragem. E são essas as palavras que habitam o meu corpo e dão forma aos movimentos do que sinto. E que se cumpra.
Acho lindo essa vontade do ser humano de superar-se.
Nada é reto, nem pessoas.
Precisamos das curvas, das oscilações, dos buracos.
Não fazer disso um nó, é riqueza de crescimento.
Alimento isso diariamente em mim.
Não finja ser quem você não é para se enquadrar em algum grupo, agradar alguem ou simplesmente para se passar por digno(a) de um relacionamento verdadeiro. Um dia certamente virá a decepção, e é melhor que seja hoje, pois a dor do enganado vem sempre multiplicada por cada dia de traição e falsidade...
Paz
A arte manifesta a profundidade de cada ser. Em cada ato, uma sensação inexplicável do ser, prazer e viver.
Se o sangue pára, coagula
Se o tempo pára, desinteresse.
Se a pessoa pára, atrapalha.
Se a dor pára, morte.
Livre pra se desperdiçar,
o ser humano não raciona.
Derrama essência desmedida.
E se escraviza no despropósito.
Qual a sua carta de alforria nêgo?
Pága com seu suor, suas lágrimas?
O que compra, não te liberta, te estorva.
Sua necessidade é desnecessária.
Muda o canal da tua vida.
Pare de sintonizar em princesas ou Isabel's.
A tua liberdade é sorrir ao se molhar.
Se molhar de tanto rir.
Liberte-se de si,
Do meu poema, do seu edema.
Da vida que te mata, da morte em vida.
Se liberte.
Estou plantando...
Agora é aguardar chover
Para depois eu colher
E à vida segue andando...
Estou buscando
Tentando sobreviver
Melhorar à cada amanhecer
Ando, ando... rimando... ;)
o.O ^_^ ... "PACIÊNCIA"
Palavras a Alguém.
"Tu folgas travêssa e louca
Sem ouvires meu lamento,
Sonhas jardins d'esmeralda
Nesse virgem pensamento,
Mas olha que essa grinalda
Bem pode murchá-la o vento!
Ai que louca! abriste o livro
Da minh'alma, livro santo,
Escrito em noites d'angústia,
Regado com muito pranto,
E... quase rasgaste as folhas
Sem entenderes o canto!
Agora corres nos charcos
Em vez das alvas areias!...
Deleita-te a voz fingida
Dessas formosas sereias...
Mas eu te falo e te aviso:
– "Olha que tu te enlameias!"
Tu és a pomba inocente,
Eu sou teu anjo-da-guarda,
Devo dizer-te baixinho:
– "Olha que a morte não tarda!
"Maripôsa dos amôres
"Deixa a luz, embora arda.
"A chama seduz e brilha
– "Qual diamante entre as gazas
"E tu no fogo maldito
"Tão descuidosa te abrasas!
"Maripôsa, maripôsa,
"Tu vais queimar tuas asas!"
Conchinha das lisas praias
Nasceste em alvas areias,
Não corras tu para os charcos
Arrebatada nas cheias!...
Os teus vestidos são brancos...
Olha que tu te enlameias!...
