Perda de um Amor por Orgulho
janela fechada.
Como esquecer,
se toda janela que abro
dá pro mesmo lugar?
Eu fecho a cortina,
mudo de casa,
mudo de cidade,
mas o vidro me entrega.
não é o passado que me persegue,
sou eu que o plantei no futuro.
cada plano meu
tinha o teu rosto.
Eu mesmo escrevi
que te veria em todo amanhã.
agora o amanhã chegou,
e você não está,
mas o que eu criei sobre você
ainda está.
Abro a janela pra respirar,
e respiro você. Não faz mal, feche as janelas.
(Saul Beleza)
Pague o resgate
Venha me resgatar
desse inferno
que é pensar em você.
pague o preço,
questione o valor,
me julgue depois,
mas venha.
porque até esse inferno
tem gosto de céu
quando é você que me prende nele.
é tortura e abrigo,
é dor e casa,
é o lugar de onde eu quero fugir
de onde eu fico
te esperando.
(Saul Beleza)
reclamação
eu não reclamo
por não gostar de mim.
isso eu já aprendi a carregar,
já fiz as pazes com a falta.
eu reclamo
é por gostar tanto de você assim.
por esse excesso que me transborda,
que me deixa sem sobra pra mim.
se eu me gostasse um pouco mais,
ou te gostasse um pouco menos,
talvez doesse menos.
Mas eu fico aqui:
inteiro pra você, e
metade pra mim.
(Saul Beleza)
Sem despedida
não me cobre uma despedida.
basta que eu suma da tua vida
sem deixar marcas,
sem barulho,
sem cena.
despedida é abandono que dói,
é palavra que corta,
é porta que bate.
eu prefiro ir
como quem nunca esteve,
do que ficar na tua memória,
como quem faz doer na hora de ir.
(Saul Beleza)
*Para Mateus e Mariana*
sei que vocês
não cabem mais
em meus braços.
cresceram.
estão pesados de mundo
e de sonhos.
mas no meu abraço,
ah, no meu abraço
vocês se encaixam
perfeitamente.
sempre couberam.
sempre vão caber.
*(Saul Belezza )*
Não tenho mais aquela eloquência ao teu ouvido,
não nos abraçamos mais com carinho,
não nos beijamos mais com desejo.
Nossa conchinha se separou,
ficou um espaço frio no meio da cama,
onde antes cabia o mundo.
Nossas gargalhadas não têm mais graça,
viraram riso sem vontade,
só pra disfarçar o silêncio.
Nosso banho é cada vez mais curto,
antes era demora,
agora é pressa de sair.
E o nosso amor...
esse nosso amor?
onde foi que a gente se perdeu
dentro da própria casa?
A gente ainda se ama,
ou só tem medo de admitir.
*- Saul Beleza*
Se for para eu te olhar com olhos de maldade,
que Deus derrame cegueira em meus olhos.
Se for para eu te tocar sem amor,
que minhas mãos percam o tato.
Se for para eu te falar sem verdade,
que minha voz se cale.
Porque em você eu só sei ver o bem,
só sei tocar com carinho,
só sei falar com amor.
*- Saul Beleza*
Se você não vier alegrar a minha sexta-feira,
tenha certeza...
eu serei a alegria
no sábado de alguém.
Não é ameaça,
é amor-próprio.
Quem não valoriza a minha presença,
vai ter que lidar com a minha ausência.
*- Saul Belezza*
Não posso amar sozinho.
A madrugada é fria
e eu rolo na cama vazia
sonhando contigo.
O lençol não te abraça como eu,
o travesseiro não tem aquele teu perfume que me entontece e fica jogado no piso frio e sem brilho,
e a noite...
ah, a noite não acaba sem você aqui.
*- Saul Beleza*
Nem saí da cama ainda...
Dormi muito tarde,
já era cedo quando peguei no sono.
E agora a cama me abraça
como você não abraçou,
o lençol me prende
como eu queria te prender.
Lá fora o mundo grita,
aqui dentro eu só quero
mais cinco minutos de você
no meu pensamento.
*- Saul Beleza*
Vou navegar na crista da tua onda,
lindo enquanto dura,
alto enquanto me deixas.
Pois sei...
quando a maré baixar,
serei esquecido na areia da praia.
Como espuma.
Como rastro.
Como se nunca tivesse amado tanto.
*- Saul Beleza*
Como nós seríamos nos anos 80...
Eu de jaqueta jeans,
cabelos longos e bagunçado,
te esperando no orelhão com uma ficha no bolso.
Você de vestido florido,
fita no cabelo,
chegando atrasada só pra me ver ansioso.
A gente dançando coladinho ao som de rádio FM,
sem celular,
sem pressa,
sem medo do amanhã.
Eu te levaria pra casa de Brasília bege placa IT 6711,
com uma fita cassete gravada só com nossas músicas de amor, a gente se beijando em casa sinal fechado,
e te dando um garra no portão
como se o mundo fosse acabar ali.
*- Saul Beleza*
Quem deveria estar aqui comigo
nesse exato momento,
era você.
E não as tuas lembranças
espalhadas pela casa,
no cheiro por todo quarto,
na xícara que ficou pela metade.
Quem deveria me abraçar agora
era você.
E não essa saudade fria
que deita do meu lado
e finge ser teu corpo.
Quem deveria me dizer boa noite
era você.
E não o silêncio
que repete teu nome
a noite inteira.
*- Saul Beleza*
Lembra do passado,
mas não mora nele.
Vive o presente,
porque é só nele que a gente se toca.
E tem esperança
de um lindo futuro.
Porque o que foi bonito nos ensinou,
o que temos agora nos sustenta,
e o que vem pela frente
pode ser ainda maior.
Saul Beleza
De quem eu gosto?
Foram tantas tentativas
de se gostar de alguém...
Mulheres incríveis.
Amei todas,
quando estávamos juntos.
E agora aqui,
perdido,
sem saber de quem eu preciso.
Talvez não seja sobre
de quem eu gosto,
mas sobre quem eu sou
quando não estou tentando gostar de ninguém.
O amor que você deu foi real.
O vazio agora também é.
Respira.
Ele passa,
e te ensina a ficar.
Saul Beleza
Essas noites de insônia,
não são à toa.
É a cama grande demais
pro meu corpo sozinho.
Esses dias longos,
não é o relógio.
É o tempo que não passa
quando você não tá.
Essa saudade que machuca,
não é drama meu.
É o peito sentindo
o espaço que era seu.
Essa vontade de querer sonhar,
é porque acordado
eu não te tenho mais.
Isso tudo se explica,
nem precisa de muito:
é falta de você.
Só falta de você.
(*Saul Beleza*)
Hoje a ficha caiu,
e com ela caiu a máscara.
Senti vergonha,
vergonha de ter me declarado,
vergonha de ter mostrado tanto,
pra quem queria tão pouco.
Mas aí eu pensei...
Vergonha de amar?
Nunca.
Do amor que sinto por você
eu não me envergonho jamais.
Se for pra me arrepender de algo,
que não seja de ter amado demais.
Porque te amar em silêncio,
te amar sem plateia,
sem retorno,
sem promessa...
foi a coisa mais verdadeira,
mais bonita,
e melhor que eu já tive em vida.
(*Saul Beleza*)
Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)
*Hoje a minha maior disputa será eu versus eu, e em meus versos, só serei eu versus eu, eu criança versus eu adulto, eu longe de ti versus eu, assim me vejo versando sem lembrar do eu versus eu, até que!*
(Saul Beleza)
*É a última mensagem que te enviarei, te juro que é, mas te escrevo com sinceridade, te pensava todos os dias, ou até penso todos os dias, mas um dia tudo isso passa, te desejo um Feliz Natal, como se isso fosse possível, mas tente ao menos fingir não sentir minha ausência, eu farei o mesmo.
(Saul Beleza)
