Perda de um Amor por Orgulho
Pecado de nós
Aonde ficaram as lágrimas o vazio pernoitou,
na linguagem do amor, um se disse cego, a outra parte se mostrou mudo,
em ambas as partes a voz que toca é a do ego que assopra e assola,
e assim o cheiro do perfume foi se esvaziando do frasco,
o pecado de nós está sendo deixado sem laços,
o pouco que resta de mim cai lentamente em tudo que escrevo.
Amor que grita!
Conheci um amor que criou asas e voou em silêncio pousando como uma borboleta num infinito pulsante de cor vermelha,
No rótulo, vinha escrito sensação de vitória,
Na entrega, o diagnóstico foi de fidelidade,
Já na ciência das entrelinhas, identificaram através de uma lupa o símbolo crescente da felicidade.
É um privilégio!
Sem o amor nada me resta,
Venha ele cedo ou tarde, com passagem de repouso demorado ou na velocidade da luz , mas venha e pelo menos deixe suas sobras quando passar,
As rachaduras, as vulnerabilidades, os destemperos, até mesmo no adeus finito o amor é prestativo, ele agi no seu real valor,
Gosto de brigadeiro, cheiro de pizza napolitana, perfume das rosas, sabor de pão de queijo com café da manhã, sim o amor tem cheiro e gosto de tudo que é bom,
O maior privilégio do tempo, das almas e dos corações é viver um amor é saber amar como se não houvesse o amanhã.
O amor sem a reciprocidade é uma vivência em vão,
Um sentimento preso a momentos vazios do passado é escravo de um isolamento profundo no futuro.
Um grande amor te aguarda, mas, para que isso aconteça, você deve deixar essa grande cicatriz chamada paixão partir.
Chão e céu
Um livro aberto para o amor,
A realidade para alguém que vivia no mundo das fantasias,
Personagem fundamental dos teus sonhos,
Estou nas músicas, nas fotos, estou em todos os teus horizontes sentado do teu lado,
Lá fora o sol brilha o tempo todo de dia, durante as noites o universo se mantém enluarado e estrelado,
Eu sou o chão e o céu de quem eu amo, justamente por essas razões não posso amar qualquer pessoa no meio da multidão.
O amor eterno entre a existência e a inexistência
Um sempre existiu, o outro nunca existiu.
Tão opostos, ao mesmo tempo tão iguais...
Um cria, o outro desfaz.
Um sempre nasce, o outro sempre morre.
Um é tudo, o outro é nada.
Mas o que é o nada, se tudo é tudo?
Parece um paradoxo impossível de explicar,
como o amor que sinto e não consigo decifrar.
Algo que está além da minha razão,
por isso, deixo apenas essa reflexão.
O Amor não é um sentimento simples.
Nele si inclui ,lealdade, honestidade,carinho,respeito, admiração, companheirismo,entender o outro lado,si colocar no lugar do outro,si sacrificar prar fazer da certo.
Muitas vezes achamos que amor é uma coisa só.
Assim como o ódio não é um sentimento só, o amor também.
Dois mundos distantes e dois corações que se ligam em ressonância. Um amor que não entende as regras e não as cumpre.
A religião pode fazer de alguém um evangélico. Somente o amor por Cristo faz de alguém um verdadeiro cristão.
A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.
Se deus de fato existisse e tivesse um pingo de amor-próprio, ele processaria as igrejas por calúnia e difamação. Afinal, ninguém destruiu tanto a reputação divina quanto o fanático que usa o nome dele como combustível para incendiar a vida do próximo. A religião não é o caminho para o céu; é o muro que os odiosos construíram para dividir e controlar a sociedade.
Definir o humano como pecador e exigir amor ao próximo não é virtude moral, é um paradoxo lógico travestido de fé.
Cristãos matam e se dividem porque um personagem milagreiro pregava o amor ao próximo. Irônico: essa suposta "mensagem de amor" só gerou ódio e destruição.
Amor à vida sem destino: a afirmação da existência sem a necessidade de um propósito, de uma evolução obrigatória ou de uma finalidade superior.
