Perda de um Amor por Orgulho
Se quiser buscar realmente a verdade, é preciso que pelo menos um vez em sua vida você duvide, ao máximo que puder, de todas as coisas.
Para todos aqui, você é um dos homens mais perigosos do mundo. Me disseram que sua ambição te faria capaz de matar um urso, com as próprias mãos.
A coragem de sair sozinha. Pedir um drink no balcão. Observar o movimento em volta. Sem pretensão. Sem expectativa. Apenas curtir o momento de sair sem a necessidade de levar alguém pra te dar coragem de colocar a cara no mundo. A coragem de ser, de apenas existir.
a vida é como um cadáver, retrocede e apodrece com o tempo, não é capaz de saber o quão mal faz a si mesmo.
Os senhores, habitantes das cidades, não podem compreender os sentimentos de um caçador.
Temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um.
Sempre quis que alguém escrevesse para mim, e um dia, enfim aconteceu esse alguém se despediu com uma carta.
Toda publicidade é uma intromissão. E o mínimo que um intrometido deve ser é charmoso e bem-educado.
Inclusão não é colocar um aluno especial juntos com os demais, mas sim incluir o mesmo a turma sem medir seus limites. Suas limitações não definem sua capacidade de desenvolvimento.
como um espelho no sol
os olhos queimam
e eu já não consigo enxergar
a luz penetra irresistível
a pupila se esvai
tombo assombrada
com minha própria desilusão
como um espelho no sol
a água flui
pelas maçãs descoradas
da minha face
confunde-se entres os vales
mergulha em minhas entranhas
liberta-me a solidão
como um espelho no sol
o equilíbrio desvanece
subo em montanhas macias
confundo-me em fantasias
a pele e o pelo enrijecem
canto o som dos tementes
cego-me pela canção
como um espelho no sol
nada enxergo
tudo vejo
ao encontrar-me espalhada
pelo vasto
pelo nada
da minha própria imensidão
A Ponte
Havia um guaxinim que morava na floresta, do qual vivia uma vida sossegada.
Ele era conhecido e amado por todos os animais, porém algo que jamais pensariam era que o bicho não via a felicidade em nada.
"Oras, mas como? Se sua vida era boa assim; paz, amigos... por que ele era infeliz?"
Eis a questão: ele estava nesse mundo só por estar, sem saber como aproveitar tudo que estava em sua volta.
O animal se preparou, e então abriu a porta que o destino decidiu lhe reservar.
Saindo da floresta, ele opta por viajar pela cidade, achando que cedo ou tarde finalmente encontraria a peça que faltava.
Foram várias tentativas, uma mais fracassada que a outra, questionando se sua escolha teria sido a errada.
Chega um dia em que o guaxinim acaba por encontrar uma ponte velha que levava a um local ainda desconhecido.
Com a paciência já por um fio, a criatura desiste de tudo, não tendo ideia do que agora o espera.
Uma voz misteriosa pode ser ouvida: "Acha mesmo que esta é a saída? Passe. Passe pela ponte e terá a sua preciosa felicidade".
Ao escutar, ele começa a ter esperanças, sem nem mesmo pensar no quão estranha era a oferta, e se sequer era verdade.
Perguntando inocentemente o que era preciso fazer, a voz responde: "É como eu te disse, apenas passe pela ponte. Lá do outro lado é onde você poderá ser feliz".
Pareceu como um presente vindo dos céus; afinal, quais as chances de alguém ter uma oportunidade dessas tão de repente em um mundo tão cruel?
Após a resposta, o ansioso guaxinim passa pela famigerada ponte que estava caindo aos pedaços.
A cada passo, ele se sente cada vez mais baixo, enquanto tudo parecia ficar mais solto.
Neste momento, a esperança é substituída pelo medo e a felicidade por desespero, imediatamente tentando voltar.
O problema é que agora era tarde demais, e sem poder fazer mais nada, ele fecha os olhos e cai no abismo criado pelo erro de não perceber a hora de voltar atrás.
