Perda de um Amor por Orgulho
A "identidade" é um construto narrativo inventado para dar coesão a um aglomerado de células que tenta adiar a própria entropia.
Preciso te contar um segredo
Preciso te contar um segredo. Mas que fique só entre nós, tá? Não quero ouvir meu nome passeando nas conversas tortas que o povo adora ter. É tanto papo furado pra mentes tão pequenas, né? Mas, enfim, vamos ao que interessa: sabia que o seu cheiro não sai da minha blusa? Pois é! Desde o nosso primeiro abraço, o seu perfume ficou na minha roupa e na minha mente. Esse aroma eu aposto que reconheço em qualquer lugar do mundo. Não consigo descrevê-lo bem, mas tem um cheiro de pedaço de felicidade misturado com pitadas de adrenalina, e aquela porçãozinha de desejo pra dar um toque especial. É um cheiro de alguma coisa que eu não sei o que é. Talvez essa coisa seja algo totalmente novo pra mim. Droga! O que foi que você fez pra me encantar tão rápido assim? Cara, você é realmente muito bom com feitiços, preciso admitir. Não existe outra explicação! Ou quem sabe até exista, talvez seja porque......... sei lá.......... não, de verdade, não existe. Agora, com o caso já apurado e a sua sentença decretada (me deixar morar no seu coração por tempo indeterminado com aluguel de beijos) quero satisfações: quem foi que te deu permissão pra me enfeitiçar, hein? Ah é, esqueci, você não precisa de permissão e detesta quando alguém tenta mandar em você. Viu? Aos poucos eu tô te conhecendo! Já sei que você adora videogame, roupa preta com a cara do Bob Marley, filmes de ação e um copo de cerveja bem gelada. E sabe de uma coisa? Tô adorando essa aventura de ir te desvendando devagarinho. Mas não conta pra ninguém, é o nosso segredo, tá?
A humanidade não vai salvar a civilização a menos que crie um sistema de bem e mal independente de céu e inferno.
George Orwell
A sabedoria do tempo
Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.
E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?
Seria eu a sua Kriptonita?
“Para alguns, um carro é apenas uma máquina.
Para outros, é uma parte da própria história.”
— Mário Augusto de Castro
EM 28 DE JULHO DE 2024 meia noite!! TIVE falência de órgãos em casa, um choque SÉPTICO que parou TODOS os MEUS órgãos em casa. Meu sogro e o cunhado do meu marido, orou pra Deus me dar a vida novamente. EM MENOS DE 5 MINUTOS, TODO O MEU CORPO COMEÇOU A SE DEBATER EM CIMA DA CAMA, SENTI UMA ENERGIA TÃO FORTE, VINDO DESDE A PLANTA DOS MEUS PÉS... SENTI TODOS OS MEUS ÓRGÃOS RESSURGINDO E VOLTARAM A FUNCIONAR NOVAMENTE. FOI ALI QUE ENTENDI SOBRE QUEM REALMENTE É DEUS. ELE É O SOPRO DA VIDA! ACREDITE. DEUS ELE É PURA ENERGIA, ELE É QUEM ESTÁ EM CADA UM DE NÓS. POR ISSO, RESPIRAMOS E TEMOS VIDA.
EU TIVE INFLAMAÇÃO GENERALIZADA.
4 CIRURGIAS... ALGUÉM OROU POR MIM EM SONHO, QUANDO NA VERDADE QUERIA ME FAZER MAL, OUVI UMA VOZ QUE ECOOU DOS CÉUS 'NÃO TOCA NELA' ESSA PESSOA DESISTIU DE ATACAR A MINHA VIDA, E COMEÇOU A CHORAR. PÔS A MÃO NA MINHA CABEÇA E COMEÇOU A ORAR POR MIM. DESDE ENTÃO, NUNCA MAIS SENTI DOR ALGUMA. SENDO QUE ANTES DISSO, MEU CORPO DOÍA 24 HORAS POR DIA, POR INTEIRO. EU NÃO AGUENTAVA MAIS!! DEUS EXISTE E ELE NOS AMA. A NOSSA FÉ, NOS CURA E NOS SALVA TODOS OS DIAS. TENHA GRATIDÃO E AME A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS. NUNCA RECLAME DE NADA. SEJA RESILIENTE, MESMO NO VALE DA SOMBRA DA MORTE, COMO EU ESTIVE. PORQUE MESMO MORTO, VIVERÁS! FOI O QUE ME ACONTECEU. EU RENASCI NOVAMENTE!! GLÓRIAS AO MEU BOM DEUS, AO MEU PAI QUE ME AMA E ME ACOLHE, QUE CUIDA DE MIM E DOS MEUS. ESSE, É O MEU TESTEMUNHO!!❤
Há encontros que parecem uma coincidência cósmica.
Hoje, enquanto Sol e Lua se encontram em um raro alinhamento no céu, penso que talvez algumas almas também sejam assim.
Percorrem caminhos distintos, atravessam tempos, distâncias e silêncios, até que, em algum ponto da existência, suas órbitas se encontram.
E, por um instante, tudo parece se alinhar.
Talvez almas gêmeas não sejam duas metades procurando se completar. Talvez sejam dois seres inteiros que, mesmo seguindo suas próprias trajetórias, reconhecem um no outro algo inexplicavelmente familiar.
Como no eclipse, um não precisa apagar a luz do outro. Há encontros que fazem justamente o contrário: revelam uma luz que sempre esteve ali, mas que somente aquela presença foi capaz de tornar visível.
E então compreendemos que alguns encontros não parecem apenas acontecer.
Parecem ter atravessado o universo inteiro para chegar exatamente àquele instante.
12 de agosto de 2026 — quando o céu nos lembra da poesia dos encontros.
#JaniaraDeLimaMedeiros
Com o aumento de bicicletas nas ruas de uma cidade, a evolução para um trânsito mais humano e seguro e com Paz, é inevitável.
Transferência em Psicanálise.
É ato de deslocamento,sentimento de um indivíduo para outro ou seja entre o Analisando e Analista.
Sendo assim como disse Freud:
_"A Psicanálise não cria transferência,ela revela à consciência e apodera _se dela para dirigir os processos psíquicos para os fins desejados"
. Templo
O corpo é o templo.
Deus dá ao corpo
um tempo de vida.
Para refletir no mundo
brilho e a trajetória.
Modo visível e simbólico
que Inicia_se e finaliza_se
uma história
No riacho cantarolante, um beija-flor gira no ar leve e fino como um suspiro. Ramsés projeta pirâmides de espuma, enquanto George Floyd murmura ao Curupira, pés virados no Oceano Pacífico. Ondas de concreto devoram gritos antigos; pele vira névoa, o rei ri com os dentes afiado, o guardião costura ruas sobre o peito ofegante, afinando o ar até pulsar vazio. Mas esse caos esconde um riacho real: do Nilo às ruas de Minneapolis, onde um joelho de um tirano ceifou a vida de Floyd no pescoço, sem ar, ecoando opressões antigas. Ramsés, construtor de impérios, reflete Floyd, vítima do poder que sufoca a dignidade. O Curupira inverte caminhos, guiando o beija-flor a polinizar justiça em dores coletivas. O Pacífico engole monumentos e protestos, mas o riacho persiste, fluxo de resistência que afina o ar dos opressores. Do faraó ao homem comum, mito e rua se unem no pulso vivo: beija-flor voa livre, Curupira ri nas matas, Ramsés cai em pó, Floyd inspira mudança, e o mar pulsa e o rarefeito só para tiranos.
O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.
No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.
O poder do silêncio não está na ausência de palavras, mas na presença de consciência. Em um mundo onde todos querem falar ao mesmo tempo, silenciar se torna um ato de força. O silêncio organiza pensamentos, acalma emoções e evita respostas impulsivas que muitas vezes machucam mais do que resolvem. Quem entende o valor do silêncio aprende a observar antes de reagir e percebe que nem toda provocação merece resposta, que nem toda discussão precisa ser vencida. Às vezes, calar é proteger a própria paz, é escolher maturidade em vez de conflito. O silêncio também comunica, ele pode expressar decepção, reflexão, respeito ou até despedida, porque há sentimentos que as palavras não alcançam, mas o silêncio traduz com profundidade. Além disso, é no silêncio que encontramos a nós mesmos, escutamos nossos medos, organizamos sonhos e fortalecemos decisões. Enquanto o barulho externo distrai, o silêncio revela. O verdadeiro poder do silêncio está nisso: ele não grita, mas transforma, não impõe, mas ensina, e muitas vezes a resposta mais forte que alguém pode dar é simplesmente não dizer nada.
O WhatsApp, esse néctar digital que adoça o instante com um toque, revela-se veneno lento quando as mensagens não lidas se acumulam como fantasmas no bolso. Elas piscam como promessas de conexão, liberando dopamina — o prazer fugaz do cérebro viciado em recompensas instantâneas. No Brasil, onde quase todos os smartphones trocam mensagens diárias, esse ciclo vira prisão: ansiedade explode ao ver o "visto" sem resposta, corroendo laços que pareciam eternos. É o doce que paralisa, transformando amigos em sombras acusadoras. Acumular "não lidas" sinaliza esgotamento ou fobia digital — medo de más notícias, cobranças ou o peso de responder. Em relacionamentos, vira abismo: brigas por áudios longos ou silêncios interpretados como rejeição esfriam o afeto, piorando o que o app prometia aproximar. O veneno infiltra-se devagar, isolando na multidão conectada. Estabeleça limites: desative notificações à noite, priorize conversas reais. Psicólogos tratam isso como vício, ecoando dependência de smartphones. Viva além da tela.
Pare um instante e sente isso comigo: o peso da miséria que esmaga sonhos, a fome que rouba infâncias, as desigualdades que nos separam como abismos, e guerras entre nações que nascem de brigas pequenas e viram herança de ódio eterno. Meu coração grita sim: precisamos lutar contra isso tudo. Não com palavras vazias, mas com a força de quem sente na pele que o sofrimento do outro é o nosso também. Calar é conivência; agir é humanidade pura. Pensa na miséria e na fome primeiro, que doem fundo. Famílias contando migalhas pro jantar, crianças com olhos vazios de esperança — isso parte a alma. Lutar significa dividir o pão, criar empregos dignos, educação pra todos. Desigualdades acabam quando estendemos a mão, construindo pontes de solidariedade. E as guerras? Que dor... Começam com disputas tolas — terra, poder — e se eternizam, pai passando trauma pro filho. Oriente Médio, Ucrânia: rios de lágrimas, mães sem filhos. Mas dá pra parar: com diálogo sincero, trocando ódio por paz. Histórias mostram que negociações salvam mundos, rompem ciclos viciosos. Precisamos disso agora, pra herdar abraços, não cicatrizes.
O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.
