Perda de um Amor por Orgulho
Não se trata de ignorar o futuro, mas de construir um futuro sólido com as ações de hoje. Cada escolha que fazemos, cada gesto de gentileza, cada momento de aprendizado, é um tijolo que usamos para erguer a casa dos nossos sonhos. E a beleza dessa construção é que ela não precisa ser perfeita. Ela só precisa ser autêntica e feita com o coração...
Chuva na infância, sol no futuro
Em um dia de chuva fina e céu fechado,
fui deixada, sem aviso, sem abraço,
com os olhos marejados e o coração rasgado,
vi meus pais partirem… sem sequer olhar para trás.
Tinha três anos e uma camisa laranja,
uma saia jeans e a alma em pranto,
o mundo tão grande e eu tão pequena,
perdida no tempo, sem um canto.
Fui criada por vozes frias, mãos distantes,
que diziam cuidar por obrigação.
Erguemos o lar entre irmãos sobreviventes,
com amor inventado na força da união.
Dia dos pais era só mais uma dor,
um desenho vazio sem destinatário.
Guardei segredos que pesavam demais,
num peito sem colo, num lar temporário.
Procurei amor onde não havia,
em rostos estranhos e toques vazios.
Mas hoje, enfim, encontrei abrigo,
entre braços que secam meus desafios.
E agora, à beira de um novo caminho,
sonho com filhos, com festa, com lar.
Prometo a eles o que eu não tive:
amor de sobra para transbordar.
---
"A Sabedoria é um Cativeiro com Vista para o Abismo"
Salomão avisou há milênios: quem aumenta o saber, aumenta a dor.
Nietzsche entendeu o recado e transformou solidão em criação.
Maquiavel fez da frieza uma defesa. Greene, uma arte.
Os estoicos aprenderam a não se romper, mesmo quando tudo os feria por dentro.
E eu?
Eu sou introspectivo.
Minha solidão não depende da presença ou ausência de ninguém — ela é estrutura.
Detesto quem invade meu silêncio como se fosse um vazio, quando na verdade é onde eu me reconstruo.
Porque pra estar comigo, tem que suportar a profundidade sem se afogar.
A sabedoria me isolou — não por arrogância, mas porque poucos aguentam a lucidez crua sem disfarces.
Não é orgulho.
"Ria alto, ria forte, ria mesmo sem razão,
pois um riso solitário é apenas um eco esperando resposta.
Os verdadeiros loucos não são os que riem sem motivo,
mas os que se recusam a deixar alguém chorar sozinho."
A distância entre um olhar invejoso e um sorriso falso é de poucos centímetros.
Esteja atento aos que te cercam, mas esteja mais atento ainda aos que partilham a tua mesa.
ESTRUTURA DE LIVRO
Eu não sigo estrutura
Eu sigo o coração
Você prefere um sumário
Ou amor na conclusão
Dias de sol trazem energia, os nublados nostalgia, os chuvosos melancolia, mas hoje é um daqueles dias que a janela da vida trouxe arco íris me fazendo sentir vontade de viver mais a cada dia...
@paulaaraujo.
"Em um mundo onde tantos tentam entrar pela janela da vida alheia, aprendi a manter fechadas as portas da exposição por amor à minha família e ao meu próprio caminho."
As lágrimas ensinam o valor de um sorriso; as lutas ensinam o valor de uma vitória; o tempo ensina o valor da espera. E Deus ensina o valor da Fé. Que todas as situações possam te levar mais próximo de Deus, sabendo que tudo é aprendizado e crescimento em sua vida!
Vivendo um dia após o outro em busca do que é incógnito, improvável e surreal. Acho que a vida é sobre mergulhar de cabeça no desconhecido e viver o agora sem se preocupar com o futuro e sem ruminar o que já passou. Talvez o segredo da vida seja estar sempre aberto à novas possibilidades e relações dais quais o agora trará consigo. Não se preocupar com futuros possíveis problemas e reagir conforme os reais problemas apareçam, sempre com respeito e coração aberto, por si.
A noite se espera um boa noite.
Um comportamento trivial a natureza humana.
O que temos é um olhar frio mais nada!
Um momento irônico.
De onde a educação sumiu dos espaços públicos. E da alma do ser humano.
Reclusão do humanismo.
Parece que estamos num mundo transgênico sem humanidade.
Na vida, assim como a própria vida tudo é passageiro.
Nem sempre você será um vitorioso.
Nem sempre você será um derrotado.
Portanto, não queira demais e não queira tão pouco.
Tente manter o equilíbrio na medida do possível.
há duas semanas tomei café com um amigo e conversamos sobre traumas e como eles perpetuam na nossa vida. ele fez uma analogia um tanto lúdica e simbólica que visita minha mente desde então: “um trauma é como um elefante na sua sala, alguém colocou ele lá e não tem como tirá-lo ou voltar atrás, você vai ter que se adaptar com ele lá.” comentando do mesmo assunto e repetindo essa frase para outro amigo, ele complementou que temos de enfeitar esse elefante e torná-lo um objeto decorativo, já que não temos como nos livrar dele. e não querendo romantizar o fato de enxergar uma coisa tão negativa como algo decorativo, afinal, viver é isso. colecionar momentos bons e ruins, e cada um tem o seu papel assim como pulsão de morte e pulsão de vida que tanto se fala na psicanálise. no fim, a vida tá sempre nos ensinando e nos gratificando o tempo todo pra manter a harmonia dessa louca dança de Butô.
“Melhor recusar um presente do inimigo e ser chamado de ingrato e arrogante, do que aceitar e perder a alma caindo na armadilha da reciprocidade, pois o disfarçe de anjo de luz tenta comprar aquilo que não pode conquistar pela força”
“Aceitar um presente de quem te deseja mal é permitir que ele plante raízes em sua mesa. Depois, ele exigirá colheitas no seu coração”
Ainda há tanta dor em mim, que já não sei mais como disfarçar
Será que um dia ela irá, ao menos, amenizar?
A solidão é um caminho longo.
E, confesso, ainda estou tentando aprender a caminhar por ele.
Sinto falta dos abraços.
Falta do que assistiríamos mais tarde, da sua voz nos chamando para jantar.
Agora, é só um vazio.
Um silêncio sem sorrisos, uma imensidão de dor, e o medo das lembranças que ainda virão.
A solidão é fria. É escura.
Tenho lutado para não deixar minha lanterna sem bateria,
porque ela é a única esperança de que um dia eu encontre algo — ou alguém — para me conectar de novo.
Estou exausta da dor que o mundo insiste em trazer.
Não estou suportando te perder.
E, sinceramente, não sei se irei suportar me despedir pela última vez.
Mas, dessa vez, mesmo com o peito rasgado,
eu decidi enfrentar a solidão.
E talvez, nela, eu consiga fazer o amor que sinto por você continuar existindo de alguma forma.
K.B."
