Perda de um Amor por Orgulho
Alguns olharão para o seu rosto e não te receberão. Alguns perceberão que você está ferido e te ferirão ainda mais. Mas, alguns se levantarão e te receberão com um abraço, te provarão que as respostas que você precisa estão dentro de você, a liberdade nunca esteve tão perto. Um verdadeiro líder nunca despreza o mais fraco!
Jesus não tinha tempo a perder, em uma ordem restituiu o tempo perdido de Pedro em uma grande pescaria. Quanto mais nos aproximamos de Deus mais somos capacitados a restituição. O inimigo deseja roubar nosso tempo, através de uma paralisia emocional. Deus está levantando pessoas direcionadas, para que tudo seja restituído o mais breve possível, pois ele deseja o bem dos seus filhos.
O trabalhar de Deus na vida do homem se dá sobre dois fundamentos: restauração e restituição. No executar do restauro, há restituição. A medida em que o homem se torna mais parecido com Jesus, isto é restaurado, já começa o processo de restituição, devolver tudo aquilo que o inimigo roubou, de maneira a permitir sua completa desenvoltura como ser humano e ser espiritual.
Compaixão é sentir o que o outro sente. Simão Pedro foi escolhido como líder da igreja pela compaixão em seu coração. Aquele que traiu Jesus, agora perdoado, poderia assim amar o rebanho do Senhor, exercer misericórdia, não ser duro e rigoroso, mas afável e zeloso. Precisamos ter compaixão pelas almas, porque um dia fomos alcançados!
Quando em meio ao vale de dor, de sofrimento e escárnio, Jó ora e intercede a Deus pelos seus "amigos", dentro os quais os que o acusavam de cometer pecado grave, naquele instante Deus vira o seu cativeiro. Interessante notar que em meio a pobreza, doença e dificuldades probatórias, o coração daquele homem revela a riqueza da sua alma, preenchida pelo amor verdadeiro a Deus. Como Jesus afirmou: Porque a boca fala o que transborda o coração!
Mesmo diante dos desafios internos e externos, o povo eleito de Deus caminha sobre a verdade que é Jesus (Hebreus 10:25-27). Nenhum tipo de ofensa é capaz de retirar a fé daqueles que foram justificados (Atos dos Apóstolos 13:39), predestinados (Efésios 1:11) e eleitos (Colossenses 3:12-15) na eternidade. O caminho do perdão é a via de acesso a um novo destino, Deus nos ensina isto através da Cruz. O apóstolo Paulo nos adverte dos perigos que a igreja enfrenta e enfrentaria em meio a um mundo corrompido, nos orientando para a manutenção da paz, unidade da mensagem, doutrina e pregação da fé, como também pela comunhão dos santos (1 Coríntios 1).
Quando estamos no deserto precisamos estar ao lado de Josué e Calebe, pois são estes que tem a correta mentalidade para entrar na terra prometida. Certamente que formam uma minoria, mas que estão do lado certo, comprometidos em ter uma visão para além das dificuldades e desafios, com uma olhar de fé capaz de confiar integralmente na promessa de Deus.
Quando Josué e Calebe manifestam a fé por uma mentalidade nova, na certeza da conquista diante da promessa de Deus, conclamam a ira da maioria, porque quem não quer mudar tem raiva de quem já mudou. A nova mentalidade se manifesta ainda no deserto, como o ouro é refinado no fogo. Quem tem a nova mentalidade deseja conquistar, quem tem a velha mentalidade deseja brigar, prejudicar e paralisar.
Quando nos dispomos a aprender com nossos erros, já não existem fracassos, apenas resultados. Ninguém que se sente fracassado, chegará a lugar algum. A mudança de mentalidade é o passo inicial da vitória. Os erros e derrotas podem ser grandes pedagogos para a vida, extraindo destes todo o potencial para o aprendizado. A vitória começa no deserto, mas para aqueles que resistem em aprender sempre existirá resultados negativos, que culminarão na crença de que nasceu para ser fracassado. Deus nos fez livres para decidirmos qual caminho trilhar, quais objetivos perseguir, que destino escolher, por isto devemos assumir o controle do nosso eu, nos responsabilizando pelos nossos atos e decisões.
Ser Cristão envolve também assimilar uma filosofia cristã de vida. Infelizmente, a realidade é que esta tem sido deixada de lado, com a adoção da filosofia materialista. Isto explica o alto número de doenças emocionais, depressões, enfermidades psicossomáticas, alterações de peso e etc. Não é apenas uma religião mas um modo de viver e levar a vida!
Diante de situações adversas da vida podemos reagir agressivamente na tentativa de obter o respeito, tentando chamar a atenção das pessoas por meio de nossas habilidades, satisfazendo assim o nosso ego. No entanto, o caminho da felicidade, ao contrário, passa pelo cultivo da amizade, da promoção do bem e da paz da humanidade.
Diante dos estudos de Freud sobre a psicanálise, ficou compreendido que quanto mais aprofunda-se o homem em seu autoconhecimento, mais evidente fica, na maior parte das vezes, o aparecimento da culpa como fator de desorganização da sua estrutura, esta aparecendo em regra na infância. Esta aparece por vezes na necessidade de sofrimento embutida no subconsciente, pelo que este busca o sofrimento através de suas ações, mesmo não o desejando de forma consciente. Essa desintegração, similar a uma automutilação torna seus pensamentos contrários ao seu próprio bem estar, atraindo relacionamentos abusivos, perdendo este a qualidade de vida. Uma atitude mental positiva pode tornar esta culpa em um fator de sucesso, criando o despertar para o crescimento e o desenvolvimento dos mais nobres sentimentos e comportamentos.
Eu não sei o que fizeram com você, no entanto, tenho certeza que a mesma força que o fez vencer os milhões de candidatos a fecundação, está dentro do seu coração com toda a vontade e o desejo de superar quaisquer obstáculos e alcançar a plenitude da vida!
O único caminho fácil na vida é o do fracasso! Basta não querer mudar! O sofrimento é o maior pedagogo para o crescimento do homem. São os treinos duros que criam os jogos fáceis! Uma boa autoestima é forjada na autossuficiência!
A fé se revela real quando em meio aos vales sombrios, na UTI espiritual, mesmo diante de atos de crueldade, manifestamos o perdão! O perdão ali é a única coisa capaz de salvar a nossa alma! Não importa o que fizeram, mas o que vamos fazer com isto!
Quanto mais o ser humano desenvolve autoanálise, se conhecendo melhor e se esforçando para o seu crescimento e valorização, está mais apto a entender a diferença entre riqueza e dinheiro. Aquele que é rico em dinheiro é pobre, mas aquele que é rico espiritualmente é verdadeiramente próspero. Isto não significa uma independência de Deus, ao contrário, em nossa miserabilidade espiritual encontramos nele todo o nosso valor. A riqueza assim começa sendo construída dentro da alma humana, formando suas bases através do conhecimento de si mesmo, estando este integrado e propiciando uma entrega de valor a sociedade e a sua comunidade. Quando somos movidos pela riqueza espiritual temos a oportunidade de desfrutar da verdadeira felicidade!
Há uma necessidade extrema de conscientização dos pais ante a criação de filhos, primordialmente nos primeiros anos de idade. Diante dos estudos da psicanálise infantil e da medicina é sabido que os primeiros dias, ainda que no útero materno, são delineadores do emocional da criança. Os impactos de traumas e lesões são maiores na medida dos primeiros anos, sendo que exercerão um papel de delineamento do fator estressor deste ser humano. Pesquisas recentes realizadas no EUA, já mostram mais de 50% das crianças afetadas por traumas e lesões emocionais. Um ambiente de conflito, mágoas, discórdias, insegurança e instabilidade são ingredientes para gerar lesões graves no desenvolvimento cerebral. Tais situações também terão implicações no trato da alma, tais como: pensamentos negativos, espiritualidade afetada, baixa autoestima, produção de mágoas e rancores capazes de inibir a plenitude de sua humanidade. Por isto, é fundamental que haja uma boa preparação de cada individuo, visando compreender a complexidade do processo de desenvolvimento humano, tentando evitar ao máximo erros graves, permitindo a nossa sociedade obter seres com plena capacidade para as funções da vida.
JOSÉ LUIZ DE SOUSA NETO - PSICANALISTA
Dois altares, Duas ofertas, Uma só adoração!
O exemplo de Caim e Abel marca uma lição das mais importantes no mundo espiritual. Ali existem dois altares, com duas ofertas, dois ofertantes, mas uma é verdadeira e outra falsa. É interessante notar como Caim deseja ir ao altar, mesmo sem um coração rendido. A Bíblia é clara no sentido de que o altar é para aqueles que já resolveram os dilemas internos e externos, perdoando, pedindo perdão e colocando sob ordem a vida. A grande questão neste episódio é que a disciplina revela o coração corrompido de Caim, pois este não a aceita, deseja fazer do seu jeito, do seu modo, não do modo de Deus. Abel oferta sacrifício de sangue, com uma fé que aponta para Jesus (o cordeiro de Deus), mas Caim se estriba em si mesmo, nas suas obras. Uma fé é verdadeira marcada pelo amor que impõe a separação (santificação), mas a outra é religiosa, vale tudo. A fé verdadeira põe o coração em harmonia, a religiosidade coloca o coração em conflito, a ponto deste intentar a morte do seu próprio irmão.
Quando tu quereres duas coisas com a mesma intensidade, e não as ter comitantemente;
Delibere a que tu mais necessita.
Janeiro de 2000
