Pequenos textos que falem sobre Amor
A vida é cheia de poréns que eternizam. Quem não deveria ser valorizado recebe nossos sorrisos e quem não faz a menor diferença recebe toda a nossa atenção. E é nesses poréns que acabamos nos machucando, recebendo farpas de tristeza e marcando permanentemente a alma com cicatrizes que nunca se apagam.
Não costumo acreditar que o sorriso de alguém é tão lindo a ponto de fazer apaixonar, mas olha, o seu custou a minha sinceridade. E olha lá que estou tentando ignorar as incoerências da vida, é tenso. Eu sei que vou parecer o mesmo idiota apaixonado de sempre, mas quem consegue ignorar o que se sente?
Você se apaixona e nem sabe se isso é tão bom assim. Os fins não dizem suas datas, a tristeza da perda não diz quando irá embora e a solidão nunca dá espaço pra você respirar. É uma droga, amar é uma droga que vicia. Talvez eu deveria me perder nos seus braços e nos seus lábios. E por que não? Você é tão doce, tão fofa, eu não quero possuir abstinência de uma droga que anda e fala.
De repente, quando percebi, ela já havia se tornado apenas uma página virada como em tantos outros livros por ai. Algumas pessoas não merecem ser o capítulo inteiro da história, muito menos ela em si. Em algum momento, você precisa parar de ler uma biografia horrível e colocar uma vírgula de fim. Não seria nem um ponto meu bem, seria uma vírgula pra eternizar esse zero à esquerda.
Sempre me pergunto sobre perdas, decepções, dor, tristeza, vazio, saudade, silêncio, arrogância, ruindade, melancolia, rancor, ilusão ou qualquer outra coisa que explique a humanidade, talvez a falta dela. E admito, não é fácil de entender. Quando alguém está com raiva por muito tempo, todo esse ódio começa a mudar o mundo. E isso não é um engano, é pessoal.
Não procure sorrir somente porque alguém diz que é belo. As pessoas sorriem demais e acabam se perguntando onde erraram, se perguntam o porquê dessa melancolia e de tanta falsidade na humanidade. É claro, essa socialização exagerada destruiu aquele sorriso que você nunca deu para si mesmo. O externo parece contente, mas e a felicidade da alma onde fica?
Eu não posso te ajudar, nem mesmo te salvar, nem sua mãe, nem ninguém. Só você mesmo. Ignore o que eles falam de você, eles não são a sua pele. Eu fui fraco, eu sou fraco, ninguém é forte o suficiente aqui. Às vezes, alguns anjos precisam chorar para dizer que, se eu quebrar seu coração em pedaços, vou desintegrar minha alma de dor. É horrível pensar na perda, mas as pessoas se vão. É horrível pensar nos deboches, mas você precisa sorrir quando é a piada. Não há nada como um trilho de sangue para encontrar o caminho de casa.
De vez em quando, eu desejo sinceramente que o mundo se parta. À noite, ele é um bom lugar. Minha cama e meus pensamentos me protegem de qualquer coisa. Pessoas sabe, eu não preciso de muitas, apenas aquelas que fazem meu mundinho especial. Poucas te entendem de verdade, aquelas outras desentendidas você desapega e guarda no bolso, simples assim.
As pessoas comumente não se importam. Ou você possui riquezas, ou fama, ou inteligência, ou compaixão, ou ódio, ou qualquer outra coisa. E isso é o suficiente. Ninguém se aproxima se você é um miserável. Ou eles o excluem, lhe pisam, lhe adoram ou respeitam. É uma troca justa, você é o responsável por todos aqueles que entram na sua vida.
Eu costumava pensar que o inferno era um lugar repleto de fogo e ódio, hoje eu sei que não é nada disso. É vazio, apenas vazio e nada mais. Não existe nada, a solidão se mistura com os seus cacos, num silêncio irretratável e ensurdecedor. E você é o único que sabe a saída desse reino infernal, você é o único que conhece seus medos a ponto de afugentá-los para longe.
Não se admire com muito, quantidades não valem a pena. Desconfie de mãos que aplaudem, elas sabem jogar pedras. Questione a vida, ela nunca diz as respostas completas. Não se iluda, mas também não pense demais… sonhos são deixados de lado, pessoas se vão, seu tempo esvanece, o grito se cala, as expectativas diminuem, e claro, apenas as decepções permanecem constantes.
Machucamos pessoas que amamos por palavras que não deveriam ser ditas, queimamos pontes que num amanhã próximo deverão ser atravessadas e deixamos de agir pela dúvida de aceitar nossas dádivas. Mas o pior erro reside em recusar seu verdadeiro jeito de ser e aceitar de má vontade o que julgam e o que eles sequer podem sentir, para o inferno com as críticas, você não precisa de todas elas.
Aproximei-me da lápide de mármore e estendi minha mão sobre as trincas do passado. Então, percebi que algo estava errado, pois eu estava vivo. Removi o manto de cinzas e tentei rabiscar minha própria vida com um pouco de ilusão. A ilusão ao menos poderia ser sentida, ela sempre é notável para alguém que acendeu velas a si mesmo. Eu precisava de uma faísca, algo para continuar enxergando minhas próprias tristezas. Aliás, é inverno em nossas almas, é sombrio dentro do peito. Quem disse que é preciso estar morto para não sentir nada?
Não é apenas um drama, é um pedido de socorro a mim mesmo. Quando você se foi, meu mundinho se tornou um pouco menos colorido e, por mais cinza que ele já fosse, ele era ótimo com você. Perco muitos dias me encontrando em mim mesmo, isto é, se eu conseguir me encontrar. É uma vontade imensa de se jogar contra uma vidraça e ver quem possuirá mais cacos.
Prefiro não comentar sobre conquistas e desconheço elogios que definham a imagem da perfeição. Gosto de ficar calado sobre virtudes e menosprezo aqueles que se intitulam auto merecedores de coisas tão banais. Muita coisa não se mostra, mas se sente dentro do peito. Quem muito fala expõe qualidades que nunca possuiu para impressionar pessoas que não merecem respeito algum.
A vida é como um livro. Possui um começo, um meio e um fim. E por qual razão você diz que está perdido se nem mesmo está tentando se encontrar? A cada dia as páginas viram, retratando uma história que você já conhece o fim, um fim sádico de uma história incompleta, acima de tudo, rasurada, mal escrita por si mesmo.
Eu não tenho ideia se carrego um coração ou um animal irracional dentro do peito. Ele não se importa, ele não liga desde que você esteja aqui mimando ele. É sempre a mesma coisa, ele vai te aceitar pelo que você é, se você aceitar o jeito dele de ser. Às vezes atroz ou emotivo, às vezes dócil. Mas é sempre a mesma coisa, ele vai fazer isso sem pensar, de novo e de novo.
Não importa a tão grandiosa festa que você presenciou, o dia maravilhoso que sorriu para você e as pessoas empolgantes que cercaram sua vida hoje. As crises de solidão sempre voltam e a ficha sempre cai ao recostar sua cabeça no travesseiro. Então, você se lembra que nenhum momento de felicidade é eterno, mas passageiro.
Diz que não se importa, que superou as perdas e que as conversas diárias do passado já não fazem a menor falta. Mas todos os dias depois de acordar se apega às crises de orgulho e deseja que um raio parta a todos aqueles que lhe ofenderam sem pensar. Quanta indecisão, a noite chega e você se pergunta a razão de estar tão só, tão solitário, mas eu te dou uma boa razão: ignoramos tanto alguém, que acabamos falando com nosso próprio desprezo.
É foda achar alguém que não troque de alguém tão fácil, que perdoe, espere, aguente, mesmo sem saber no que as coisas irão dar. É foda encontrar alguém que ame, não finja, respeite e não tenha medo de se doar. É foda, admitir que falta algo que some, que viva, que não tenha a menor intenção de lhe machucar. É foda, se sentir tão vazio, sem lugar nenhum para se encaixar.
