Pequenos poemas de Luta por Amor
Mantém-te firme nos teus propósitos, no teu ideal e nos teus sonhos. Procure manter o equilíbrio. Busque com fé aquilo que planejaste para tua vida. Ninguém irá tirar de ti as tuas idealizações, os teus sonhos, as tuas metas. Portanto vai em frente e luta pelo que idealizaste.
Na lei universal tudo tem um propósito e um porquê. O porquê de dar ou não certo. Ambos, revelam nos abismos da indecisão, incredulidade.
A luta é a força do querer. Querer ser e querer poder.
Sempre teremos um espaço para buscar e realizar as nossas ações. Precisamos correr riscos e entender que a conquista é fruto de uma luta sem medo.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
O mal semeia a intolerância até florescer em domínio; então, emudecido o bem, faz-se senhor do silêncio.
Minha autossuficiência vacila diante do medo de não haver quem me chame pelo nome. Ainda assim, ao me lançar na solitude, descobri forças que o silêncio guardava em segredo.
Se dói, exclua. Se incomoda, evite. Se chateia, ignore. Se faz mal, afaste-se. Não mudamos os outros, mas podemos escolher como viver.
Aprendi a me afastar dos olhares que ferem, não mudo o outro, mas escolho onde repousa minha energia. Preservar-me, às vezes, é dizer adeus ao que já foi essencial.
Aos olhos dos outros, pareço indiferente, como se o mundo não me tocasse. Mas é o contrário: ele me atravessa inteiro, e eu apenas aprendi a não demonstrar, porque quase ninguém sabe o que fazer
diante de uma alma que sangra devagar.
Força não é silêncio infinito. Entre a armadura e o pranto contido, Deus sorri ao meu desabar em segredo.
Nos dias cinzas, a chuva é meu eco frio, um sussurro da cachoeira que conheci, onde mente e céu choram juntos, e a tristeza vira um abraço silencioso.
As notas de Tchaikovsky tocam minha dor, como se conhecessem minhas cicatrizes. No caos da vida, sua música dá forma à angústia e por um instante, ela dança.
Somos cordas… E a vida, um martelo de piano. A cada golpe, dor, doença, preconceito, vamos desafinando… Minhas forças se esvaem, minhas emoções tremem em dissonâncias. Ainda assim… insisto em vibrar, tentando harmonia
onde só há fúria.
A dor me faz triste. Cada fibra em mim lateja memórias que nem a medicina apaga. Sou um retrato ambulante de perdas, do movimento, da autonomia, da esperança. E assim… Atristeza brota sem cessar,
como uma secura interna que nenhum afago alcança.
Minha história é feita de lutas, vitórias pequenas e derrotas marcadas. Sobram-me lembranças, cicatrizes que ainda doem, mas que também contam minha força. Cada memória é um passo tímido, um sopro de vida que renasce, um convite para seguir, pois nem toda ferida impede a esperança.
A melancolia mora em mim… chega com a dor, se agarra aos meus pensamentos como sombra sem fim. A esperança vem… breve, estranha,
quase incômoda… antes de a escuridão tomar tudo de volta.
Ninguém é o que parece… sobreviver exige máscaras. Por trás do sorriso contido, moram medos e feridas que só eu conheço. Fingir normalidade me protege, mas também me isola. Enquanto isso… meu verdadeiro eu
espera, calado, nos bastidores de uma vida encenada.
Ser abandonado dói, mas ser esquecido é ser apagado. O abandono me partiu ao meio, mas o esquecimento me dissolveu. É como se eu nunca tivesse existido na memória de quem partiu. Ficar…
sem deixar marca é uma dor que grita no vazio.
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
Tenho inclinação para me destruir, sou o martelo e o muro que trinca. Cada falha vira sentença, cada pensamento uma marreta contra mim mesmo. Temo a força das minhas próprias mãos, que insistem em demolir o pouco que ainda permanece de pé.
