Pequenos Gestos grande Pessoas
"Um Fragmento de Mim"
Sou feita de pequenos pedaços de silêncio e ternura.
Um fragmento de mim ainda mora no brilho da infância,
onde os sonhos adormecem com doçura sobre o travesseiro.
Outro se espalhou nas vezes em que escolhi o silêncio,
não por medo, mas por amor.
Carrego em mim uma parte inteira, mesmo quando o mundo desmorona.
Há um sentir sereno que me habita —
como brisa que chega devagar e acalma o coração.
E, mesmo sem certezas, sigo esperando...
com a esperança mansa de quem confia no tempo.
Sou a dúvida que sorri,
o medo que aprendeu a andar de mãos dadas com a paz.
E, quando ninguém vê, me reinvento
a partir das pequenas belezas que o tempo me deixou.
Esse fragmento de mim
não precisa ser entendido.
Basta que seja acolhido... com delicadeza.
Pequenos passos desenham o caminho,
sob grandes sombras que dançam sozinhas.
Sutil é o gesto, imensa a presença,
que ecoa no tempo com força e crença.
Como uma chuva em uma madrugada silenciosa é no silêncio da nossa mente que ouvimos os pequenos ruídos.
Materializar tudo, como se sempre viesse algo em troca, em troca dos pequenos prazeres momentâneos da vida, insaciáveis e cruéis. Eu quero o céu da noite, e o vento frio da madrugada, eu quero sentir que estou vivo e saber disso, quero que ela saiba do que sinto, pra que não perdemos tempo guardando o nosso orgulho. Quero que o tempo pare, por que este pôr do sol vai acabar! Mas o pôr do sol é importante porque é breve! Nossa vida é breve, breve como um pôr do sol.
Saber mais ou menos,
Ser menos ou mais...
Como são medíocres e pequenos,
Os que se acham grandes demais...
o prazer de viver está nos pequenos momentos em que vivemos, está em um sorriso sincero , está no calor do sol, no rosto e na beleza das amizades que nos lembram , que estamos aqui sempre , para celebrar a vida em toda a sua plenitude.
Percebi a grandeza da sua existência, nos pequenos detalhes, percebi a importância da sua presença, nas pequenas distâncias, percebo o crescer do amor nos segundos, nos minutos, nas horas e nos dias de saudades.
(...)
Ainda somos tão pequenos e infantis, que brigamos com vizinhos, a vaidade nos contamina, a ganância nos cega e negamos o perdão. Pobres espíritos humanos, é o que somos.
