Pequenos Gestos grande Pessoas
A INFLUÊNCIA DA SOCIEDADE SOBRE O INDIVÍDUO
Embora a sociedade tenha uma grande influência sobre o pensamento e o comportamento do ser humano, a consciência sobre os fatos do “certo ou do errado” ainda nos mostra o quanto estamos cientes de toda a situação. O indivíduo que se deixa levar por influências, está dando margens para que toda sua vida seja controlada e dirigida por outras pessoas e não por ele.
Thiago de Mello, Doutor em Ciências Sociais diz que: a visão dicotômica entre indivíduo e sociedade surgiu em um crescente processo de industrialização no início do século XVIII em diante e levou a surgimento de sérios problemas sociais. Essas transformações aconteceram pela transição de um ambiente rural, para um ambiente urbano e industrializado.
Estamos vivendo um período em que a maioria dos indivíduos estão sendo arrastados por uma onda gigantesca e não conseguimos ainda digerir toda essa situação. A mente humana está enfraquecida e não estamos conseguindo elevar a nossa consciência. A era das máquinas está no auge e no controle da nossa vida. Não conseguimos mais sobreviver sem que não nos apoiemos em alguém ou em alguma coisa. Viramos indivíduos deficientes. Usamos uma bengala invisível e nem nos demos conta ainda da situação.
O universo tenta nos ensinar a lição de casa todos os dias, porém, estamos alheios aos acontecimentos. Com isto, seremos uma civilização extinta do planeta sem ao menos deixarmos nenhum vestígio. Apenas a destruição do próprio ser humano e do planeta.
A vida é sábia, jamais erra. Ela apenas procura o jogador mais forte para que o jogo seja um grande desafio. Desafie a vida.
Vivemos apenas quando estamos no meio de uma grande tempestade. Precisamos dela para que aprendamos, que no momento da quietação, crescemos e evoluímos.
Rainha dos Lagos
Entre montanhas e rochas grandes,
Das pedras no fundo do rio,
O Grande Arquiteto esculpiu
Os Canyons mais lindo que os Andes;
Um feitiço escondido,
Suas águas cristalinas,
Chamado de mar de Minas
Um paraíso perdido;
Da comida e da cachaça,
Do badalo do sino da praça,
Do queijo das terças-feiras,
Capitólio urbe discreta,
Encanta sem ser poeta,
Suas lindas cachoeiras.
Missias
Soneto Vida
O grande mistério da vida
Com toda a docilidade
Uma conduta mais atrevida
Nos oferece a crueldade;
A criança alegria e liberdade,
Juventude um encanto e doçura,
Nos brinda com amargura
A sua tão fragilidade,
Ensina - nos a ser forte,
Entendemos que não é sorte,
A felicidade com trabalho merecido;
Dores aprendemos a suportar.
A velhice o amargo esperar,
Num canto talvez esquecido.
Set/01/10
Missias
Tragédia
Que barulho assustador
Que grande explosão
Que fumaça que tragédia,
Grande destruição,
Quantas mortes, quanta dor
Cidade fantasma
Terra arrasada
Casas derrubadas
E até edifícios
Um terremoto, tremor de terra,
Fogos de artifício;
Vidas que lá se encerram
Coisa de demonio;
Nitrato de amônio,
Tragédia anunciada,
Estava ali armazenada.
Calma
Paz e razão têm um distruidor
Nervosismo e o grande causador
Impaciência dificulta a solução,
Destrói vida por causa da emoção
A arma chamada calma
Favorece o raciocínio
Mantém seu domínio
Limpando a nossa alma
Elevamos nosso espírito ao criador
O nosso Grande protetor
Fazendo uma prece,
Encontramos as diretrizes
Viveremos mais felizes
O coração agradece.
Circo
Grande circo de magias mil
Recoberto com lona azul anil
A atração estréia cedo
Com texto e com enredo
Viver é uma arte
Deste palco fazemos parte
Treinados a sermos artistas
Acrobatas equilibristas
Tecido grosso e listrado
Ambulante de palha e colchão amarrado
Fecha-se o tabernáculo
Vai-se a alegria
Romance ficção ou fantasia
Continua o espetáculo.
Ademir Missias 04/21
AMIGO
A vida é apenas uma passagem
Neste mundo estamos de viagem
Se achar um grande ouro
Valioso é esse tesouro
Assim se vai devagarinho
Da juventude até a velhice
Com amor muito carinho
Com limite até pra idiotice
Buscando a felicidade
Sem usar da Maldade
Graças a grande sorte
Guarde bem esse amigo
Se precisar de-lhe abrigo Até que se quebre com a morte.
Um dia no morro fui caminhar ,
Deparei-me com um animal estranho;
Grande era seu tamanho,
Esquisito, cabeça fina garra afiada, rabo cumprido dava até para assustar;
Fiquei parado e quieto não sabia o que fazer mas o bicho foi bonzinho aos poucos devagarinho saiu e foi vaguear
Por onde ele passava seu rastro ele deixava,
E deste grande sujeito,
Que carregava a bandeira no peito,
Jamais deixarei de lembrar;
Tudo que ate hoje gastei,
E juntando tudo que tenho, essa beleza jamais poderia comprar;
Hoje não somos amigos,
Mas também não inimigos,
Falo sem desembaraço,
ele pra lá eu eu pra cá,
Não quererei seu abraço
Saudades do meu tamanduá.
Rogamos ao Grande arquiteto
Usar a regua em todos nossos projetos
Remover os empecilhos,
Com alavanca
Limpando nossos trilhos
Aplainar nossos caminhos
Quebrar nossos espinhos
O nível na horizontalidade
O maco e o cinzel com vontade
Festejar nossos feitos qual a verticalidade do prumo;
Em linhas retas do esquadro e nos círculos do compasso;
Buscar o progresso em tudo que faco
De me sempre um rumo
Das imperfeições da Pedra Bruta;;
Persistencia forca e luta
Ter a prosperidade em nosso lar, qual a profusão dos grãos das romãs;
Contar com o mais belo brilho do sol em todas as manhas.
Rogamos ao Grande arquiteto;
Usar a régua em todos nossos projetos,
Remover os empecilhos
Com alavanca, limpando e os trilhos,
Aplainar os caminhos,
Quebrar os espinhos,
O nível na horizontalidade,
O maço e o cinzel com vontade;
Dá nos sempre um rumo
Festejar os feitos tal
Qual a verticalidade do prumo;
Em linhas retas do esquadro e nos círculos do compasso;
Buscar o progresso em tudo que faço
Das imperfeições da Pedra Bruta;;
Persistência força e luta,
Ter a prosperidade em nosso lar, qual a profusão dos grãos das romãs;
Contar com o mais belo brilho do Sol em todas as manhãs,
Agradecer a tudo que ele nos reserva no espetáculo de nossas vidas,
No tempo exaurido pela Ampulheta não esquecida,
A todos pela face da terra espalhados,
Sejamos por ele abençoados.
