Pequeno
2640 📜 "Desde Menino Pequeno eu sempre estive desconfiado de que Caldicana foi inventado por Algum Iluminado e/ou Enviado direto do Criador. Não é possível que seja diferente. E o Irmão Gêmeo deste criou o Pastel. Só pode!"
Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.
"A injustiça começa quando um pequeno mal é cometido em nossa presença e nada fazemos para corrigi-lo. O silêncio diante do erro é um ato de covardia; a verdadeira justiça não aceita a omissão."
O grande advogado procura também o pequeno detalhe, porque aprendeu, depois de algum tempo, que processos enormes podem girar sobre fatos diminutos; fortunas podem depender de uma cláusula; recursos podem sobreviver por uma linha; uma contradição aparentemente lateral pode alterar a compreensão de toda a controvérsia.
💚Ode ao Caboclinho da Mata 🏹🌳
Oh pequeno guerreiro das folhas sagradas🌿
Erê Caboclinho da Mata!
Esta ode celebra a tua doçura pura,
a tua risada
que ecoa no coração das florestas
e a força oculta
em tuas pequenas flechas de brinquedo.
Que a tua alegria guie meus passos,
limpe e ilumine os meus caminhos.
Oh Caboclinho da Mata!
Nasceu no colo verde da Jurema,
criança linda, força de Oxóssi, o caçador.
Teu canto é a mais pura e doce gema,
que cura a minha alma
de qualquer dor.
Pequeno indiozinho de cocar,
que corre descalço
pela floresta e no chão do terreiro,
vem com o teu arco de brinquedo
flechar toda a tristeza
que assombra o mundo inteiro.
Tens a sabedoria da mata antiga,
mas a leveza de quem só quer brincar.
Tua doçura é minha corda amiga,
tua alegria faz o peito clarear.
Protetor dos bichos e da mata viva,
Guardião dos segredos de cada folha,
tua energia é luz que me cativa,
Na corrente de amor
que a Umbanda acolhe.
Bebê água de coco e pede fruta.
Oh menino flexeiro,
guloso de goiaba!
Gira no vento com o teu axé,
pequeno grande guia
que na minha luta,
sustenta e renova a minha santa fé.
Salve a tua pureza!
Salve a Jurema!
Salve a Umbanda!
Salve o Caboclinho que me traz a paz!
Teu nome é luz no mais lindo poema,
e o bem que tu plantas
não se seca jamais.
Okê Arô, meu Caboclinho querido!
Salve o teu arco e flexa!
Salve a tua floresta!
Salve a Ibejada!
Gratidão por ser o meu menino Guardião! 💚
✍@MiriamDaCosta
Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...
Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.
Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...
A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.
Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.
Rau era pequeno, mas tinha uma energia tão grande que parecia caber um sol dentro dele.
No Berçário 2, todo mundo conhecia seu jeito sapeca: quando ficava animado demais, ele dava umas “mordidinhas de brincadeira” — e saía correndo todo risonho, com os cachinhos pulando atrás dele.
As professoras diziam:
— Lá vai o Vampirinho do Coração Doce!
Mas no fundo, Rau não queria morder…
Ele só queria mostrar carinho de um jeito todo dele.
E com o tempo, aprendeu que abraços apertados e sorrisos sinceros mordem muito mais — só que por dentro.
É tão lindo quando você pergunta se cheguei bem, como foi o meu dia, se estou bem... São pequenos gestos que dizem tanto. Eles mostram o quanto você se importa, o quanto minha vida também faz parte do seu coração. E é nesses detalhes, nesse cuidado tão seu, que eu encontro mais um motivo para te amar cada dia mais.
"Tyrion Lannister, inteligente demais pra ser amado, pequeno demais pra ser temido… e ainda assim, impossível de ignorar."
"Deus escreve a eternidade com as tintas do tempo; nada do que é pequeno aos nossos olhos é irrelevante no traço d'Ele."
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