Pensamentos sobre o Tempo

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Passei tanto tempo construindo muralhas contra a dor que, quando o amor finalmente chegou, encontrou apenas ruínas e portas enferrujadas.

O tempo não cura ninguém,
apenas ensina a dor a falar tão baixo que a confundimos com maturidade.

O tempo não cicatriza, ele apenas sofistica o abismo. Sua função não é curar a dor, mas domesticar o grito, transformando o sofrimento crônico na melodia de fundo que a nossa normalidade exige para continuar fingindo que avança.

O tempo possui uma crueldade silenciosa: transforma as maiores tempestades em lembranças, mas nunca devolve aquilo que elas levaram.

O tempo não leva ninguém embora, apenas nos apresenta àquilo que sempre esteve escondido dentro de nós.

O tempo e o espaço têm um jeito curioso de purificar o que sentimos, a verdadeira distância não separa, apenas revela o que é de fato insubstituível.

O tempo apenas consome o ego que fazia daquela pergunta uma questão de vida ou morte. O silêncio do tempo não é esquecimento, é desapego forçado.

O tempo não caminha sobre nós como um rio. Ele nos esculpe como o mar corrói uma pedra: lentamente, sem piedade e sem testemunhas.

O homem passa a vida inteira tentando vencer o tempo, sem perceber que, a cada segundo, é o próprio tempo que lhe arranca pedaços. Até que um dia entende, tarde demais, que nunca esteve lutando contra o relógio, estava apenas sendo lentamente transformado em lembrança.

Nenhuma permanência venceu o tempo.

O homem mede o tempo com relógios e a vida com ausências.

O tempo não leva apenas os dias; leva também as versões de nós que jamais voltarão a existir.

O império do tempo reina sobre todas as coisas, prova amores, desmascara mentiras. O tempo é a dimensão mais justa, não abraça tua causa por mais nobre que seja, não espera por ninguém, não te leva além. O senhor soberano do tempo prova quem é quem.

A eternidade é o tempo despedaçado.

Tempo e resultado de tempo, o tempo também como qualquer outra coisa pode ser calculado?
Sim, o tempo e a única coisa que não são todos que conseguem, controlar, e os quais são controlados, ainda sim são perseguidos, e claro não somos falhas na distensão temporal.

Fui procurar tempo e perdi foi a sanidade.

Tempo? chuva ou sol? Céu, terra e mar?
Agora o mundo é de todos e para todos, mais ainda não estou nessa orbita.

Vivemos de escolhas, isso é certo. Se elas, as escolhas, ao longo do tempo, se tornarem boas ou péssimas, foi por escolha nossa.

O tempo aceitou sua defesa, a saudade ouviu seus argumentos, mas o amor julgou a causa sozinho. E a decisão foi definitiva:
você não deixará de me amar.

No fim de contas, o silêncio e o tempo dão um simples passo para cada um ver onde realmente quer estar.