Pensamentos sobre Educação

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A virtude pública desaparece quando o interesse privado aprende a vestir-se de legalidade.

Os estoicos ensinaram que nem tudo está sob nosso controle; o jurista acrescentaria que aquilo que está sob nosso controle gera responsabilidade.

Spinoza ensinou a compreender as causas; o Direito deveria fazer o mesmo antes de simplesmente condenar os efeitos.

A Filosofia ensina a desconfiar das respostas fáceis; o Direito ensina que algumas respostas ainda precisam ser dadas apesar da complexidade.

Uma instituição incapaz de aprender tende a transformar seus próprios erros em tradição.

Uma instituição aprende quando transforma fracassos em informação.

O erro institucional não é necessariamente fatal; tornar-se incapaz de aprender com ele pode ser.

Uma sociedade evolui quando aprende a substituir a vingança pela responsabilidade.

A educação é uma das formas mais profundas de prevenção jurídica.

Onde falta educação moral, o Direito frequentemente precisa ocupar espaços que não deveria ocupar sozinho.

A lei pode conter a violência, mas a educação pode reduzir sua necessidade.

A evolução institucional ocorre quando as instituições aprendem a corrigir seus próprios desvios.

A lei que nasce do medo costuma produzir cidadãos que aprendem a obedecer sem aprender a compreender.

A maturidade jurídica nasce quando aprendemos a suportar essa tensão sem destruir nenhum dos lados.

O Direito que somente pune aprende pouco com aquilo que pune.

Muitos processos são diálogos fracassados que aprenderam a falar a linguagem dos autos.

Quem ensina um homem a acreditar no absurdo pode, um dia, ensiná-lo a praticar o intolerável.

Não basta libertar o homem dos velhos dogmas; é preciso ensiná-lo a caminhar sem precisar de correntes invisíveis.

Buda ensinou que a verdadeira liberdade começa quando deixamos de ser escravos dos nossos próprios pensamentos.

O sofrimento pode ser o começo da sabedoria quando aprendemos a observá-lo sem nos tornarmos prisioneiros dele.