Pensamento de Otimismo Rubem Alves

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A beleza é a face visível de Deus.

Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer lago seja construído, é preciso que as árvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem não tem jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.

E é assim que as religiões se multiplicam, porque os desejos dos homens não têm fim, e os seus santuários se enchem de santos de todos os tipos.

As razões de poder transformam crimes em heroísmo.

Uma das missões da poesia é colocar palavras no lugar da dor. Não para que a dor termine, mas para que ela seja transfigurada pela beleza.

O que faço é tentar pintar com palavras as minhas fantasias diante do assombro que é a vida.

O corpo humano se alimenta também de ausências...

Quero viver enquanto estiver acesa, em mim, a capacidade de me comover diante da beleza. Essa capacidade de sentir alegria é a essência da vida.

"O olho só é olho se for transparente"
E Deus se dá transparente e invisível
Através dele vemos a vida com novos olhos
E ele se dá a nós por tudo que nos faz ver

As pessoas são aquilo que elas amam.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

O desejo que move os poetas não é ensinar, esclarecer, interpretar. O desejo que move os poetas é fazer soar de novo a melodia esquecida.

Nos movemos mais pelo que nos falta do que pelo que possuímos!

Aprendi pela minha recusa em aprender.

Amigo é alguém cuja simples presença traz alegria independentemente do que se faça ou diga.

Pois o belo muda, o saber muda, a inteligência muda, a medida muda. Mas o desejo é inalterável.

Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.

Rubem Braga
BRAGA, R., A Cidade e a Roça, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1964

Tudo o que nos separava subitamente falhou.

Rubem Braga
BRAGA, R., Os Trovões de Antigamente: Crónicas, Livros do Brasil, 1973

Sou um homem quieto, o que eu gosto é ficar num banco sentado, entre moitas, calado, anoitecendo devagar, meio triste, lembrando umas coisas, umas coisas que nem valiam a pena lembrar.

Rubem Braga
BRAGA, R., Um Cartão de Paris, 1997

Adote um animal selvagem e mate um homem".