Peito Apertado

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E se no abismo a vida se desfazer,
e a própria morte em trevas me alcançar,
levarei no peito a dor que não se amansa:
carregarei a obscura cicatriz da tua rejeitância.

Há quem carregue a chama no peito, mas se contenha por medo de se queimar.

Guardo no peito uma esperança bonita, de que Deus ouvirá as minhas preces.Mesmo em silêncio, ele sussurra baixinho, não temas, eu estou contiigo, e a benção que vou te entregar, vai te deixar muito feliz.
Amém!

MINHA BOÊMIA


Boêmio,
Que anda sem pressa,
Sentindo o chão,
Peito aberto e o copo na mão,
Gole de cana,
Verso sagaz,
Vagando no mundo,
Querendo mais,
Beijo na boca,
Esquina qualquer,
Sem hora marcada,
Gostoso o riso,
Cheiro de madrugada,
Coração sem tranca,
Rolê é poesia,
É andança...

Quando a Saudade Aperta


Do nada, vem.
Um aperto no peito,
como se o tempo parasse
só pra lembrar que algo falta.

Não tem aviso.
Só a lágrima que escorre
sem barulho,
como quem entende
o que nem você sabe explicar.

É saudade —
daquilo que foi,
daquilo que nunca foi,
ou talvez só de um pedaço seu
que ficou em algum lugar do passado.

Você respira fundo.
Não pra esquecer,
mas pra caber de novo em si.
E sussurra, quase sem voz:
“Vai passar.”
Mesmo sem saber quando.
Mesmo sem saber como.

Fragmentos que batem


No peito bate um coração quebrado,
feito vitral rachado pela dor.
Mas mesmo em cacos, segue iluminado,
refletindo lampejos de amor.

Carrega em si o peso do que foi,
as promessas que o tempo levou.
Mas entre os estilhaços, algo constrói:
um sonho novo que não se apagou.

Pois há beleza em quem resiste,
em quem ama mesmo sem guarida.
Coração partido não desiste —
ele aprende a pulsar pela vida.

Tem dias que não acordamos bem. A tristeza insiste em se alojar no peito, e parece que o céu está em silêncio. Clamamos, perguntamos, imploramos por respostas. Queremos ouvir a voz de Deus, mas tudo ao redor parece mudo.


Mas é justamente nesses dias que a fé é provada e também fortalecida. Deus não se ausenta. O silêncio Dele não é abandono, é cuidado. Às vezes, Ele está apenas nos ensinando a confiar, mesmo quando não entendemos.


A caminhada pode parecer pesada, mas ela não é solitária. Jesus está conosco, mesmo quando os sentimentos dizem o contrário.


Se hoje for um desses dias, respire. Ore, ainda que em silêncio. Chore, se for preciso. Mas não pare. Porque mesmo nos dias mais escuros, a luz de Deus continua acesa, esperando o momento certo para brilhar no seu coração de novo.

Te amo tanto, meu amor, que chega a doer.
É um nó que aperta o peito, um doce padecer.

É sentir a alma transbordar, sem ter para onde ir.
É excesso de um querer que se torna imortal.

É a prova de que o coração já não se pertence.

Que doa assim, então, este amor sem medida,
Pois é a dor mais bonita que já senti na vida.

DECIDIR

Já me vi no chão sem saber pra onde olhar
Com o peito em guerra e o mundo a desabar
Mas aprendi que a dor não é prisão
É só estrada pra uma nova direção

Tem dia que o céu escurece sem razão
E a dúvida vem forte, feito furacão
Mas toda lágrima que já deixei cair
Me ensinou a arte de seguir

Entre ficar ou partir
Entre calar ou reagir
Descobri que o que me move
É ter coragem de decidir

Porque rir ou chorar sou eu quem escolho
A cada queda, eu limpo o olho
E vou, mesmo sem mapa, mesmo sem sinal
A vida exige um passo, mesmo sem final

Porque lutar ou desistir só depende de mim
E mesmo com medo, eu digo sim
O mais difícil não é sofrer ou insistir
É não se perder por medo de decidir

Já me culpei por não ser o esperado
Por não caber num molde limitado
Mas hoje abraço a minha contradição
Sou tempestade, calma e coração

E quando tudo em mim parece desandar
Eu lembro que viver é caminhar
Sem certeza, sem controle, sem aviso
Mas com a fé de quem já viu um novo riso

Entre fugir ou construir
Entre romper ou prosseguir
É no incerto que eu me encontro
E é no “sim” que volto a me abrir

Porque rir ou chorar sou eu quem escolho
A cada queda, eu limpo o olho
E vou, mesmo sem mapa, mesmo sem sinal
A vida exige um passo, mesmo sem final

Porque lutar ou desistir só depende de mim
E mesmo com medo, eu digo sim
O mais difícil não é sofrer ou insistir
É se anular por medo de decidir

E se eu errar, ao menos foi tentando
E se eu cair, foi porque fui andando
Não sou de ferro, mas também não sou refém
Quem escolhe o passo sabe pra onde vem

Rir ou chorar… amar ou fugir
Tudo é escolha, tudo é por vir
E o mais bonito que aprendi da vida
É que viver… é decidir

Serpenteia-me
Juvenil Gonçalves


Tu serpenteias meu peito em espirais,
como cobra de cipó nas rendas do mato,
enroscando teu ser nas fibras vitais
do meu íntimo bosque, denso e insensato.


Teu gesto é lasso, é laço, é nó, é enredo,
é perfume de seiva, é canto de galho,
é murmúrio que roça o sono e o medo,
e enlaça minh’alma num doce agasalho.


Teus olhos, duas luas em pleno enlevo,
teu toque, vertigem de liana e vento,
teu beijo, raiz que adentra o meu enlevo,
e brota em mim jardins de encantamento.


Assim me vences: sutil, doce, voraz,
teu corpo é serpentina a me habitar,
e eu, rendido, sou tronco, flor e paz,
nas voltas do teu seio a me enlaçar.

⁠Feliz palpita meu peito
Com vigor, força e energia.
É que, entre nós, foi refeito
O laço que nos unia.
E do laço fez-se o abraço
E do abraço fez-se o amasso
Até ao amanhecer do dia!

"Carrego a paz no peito, mas minha sombra sabe lutar quando a injustiça desperta.”


Isaias Freitas

Te celebrei até a exaustão.
Até meu peito sangrar de tanto te oferecer altares.
Flores, palavras, promessas—
eu te ergui em cada canto onde minha alma respirava.


Te fiz retrato, verso, brinde.
Te fiz prioridade.
E você me fez intervalo.


Te celebrei tanto
que virei carnaval vazio.
Confete molhado no chão
de uma festa que só eu dancei.


As alianças?
Viraram pó, metal morto, memória suja.
Jogadas, perdidas, esquecidas
como eu no fundo das tuas gavetas de brigas.


Te busquei até doer os ossos.
Na lágrima, na fúria, no grito engolido.
Quis ser início—
virei fim.
Fim seco.
Fim sem anúncio.
Fim empurrado porta afora
ao som dos teus gritos que me despiram de mim.


Fiquei cego das palavras que te escrevi,
e surdo das certezas que sussurrei pra te manter.
Desmoronei no abismo das tuas dúvidas,
todas elas cavadas em mim.


Mas amar também é quebrar.
E eu quebrei.
Com paixão, com força,
com tudo aquilo que você nunca pediu
e nunca soube receber.


Então vá.
Vai com tua paz que nunca coube em nós.
Porque eu não te busco mais—
não sei mais o caminho,
não lembro mais a porta,
nem o toque da maçaneta que um dia foi casa.


Quero desmemorizar teu rosto.
Quero esquecer a curva do teu sorriso
e rasgar o som daquela música
que já não pertence a lugar nenhum.


A dor é necessária.
E eu aceito a dor.
Mas não aceito mais você.

Eu preciso sentir o amor
Sem armadura, sem fugir.


Amar com verdade no peito
E ser amada do jeito que sou, aqui
Não quero metades nem fuga.


Quero presença, quero luz
Se for pra viver um amor pleno
Que seja inteiro, eu e você, nós dois⁠

O Beijo Frio
​Há um inverno guardado no peito,
Fruto de eras de vento e de dor,
Um coração que aprendeu o seu jeito
De não mais se queimar no calor.
​Os dedos tocam, a pele se encontra,
Mas há um muro que o tato não vê.
É uma alma que já fez sua conta
E decidiu que amar é perder.
​O lábio alcança a curva do rosto,
Mas o contato não traz o clarão.
Tem o silêncio de um sol já posto,
A mudez de uma velha canção.
​É o beijo frio de quem se protege,
Onde a entrega é um risco fatal.
Um coração que o medo hoje rege,
Calejado em seu Reino de Sal.
​Não é maldade, nem falta de querer,
É só o peso de tanta cicatriz;
Quem muito teve que sobreviver,
Esquece a pressa de ser feliz.

Aos poucos vou me curando das feridas que emergem em meu peito,o tempo trará a cura para essa dor,que aos poucos cessará.

Da liberdade de amar


No meu peito carrego
A verdade que me guia
Sou mulher livre e inteira
Expresso em minha poesia
Não mendigo aceitação
Peço mesmo sua atenção
Exijo respeito a cada dia.


A orientação sexual
Não deve escandalizar
Amar alguém do mesmo sexo
Não é motivo para odiar
Pessoa como outra qualquer
Seja homem ou mulher
Deseja só viver e amar.


Ninguém precisa de aval
Nem da régua de outrem
Pra ser feliz como se é
Para amar e querer bem
Normal é se sentir leve
Ter alguém que se eleve
Não fingir o que convém.


Busquemos paz na convivência
Sem rancor, sem julgamento
Respeitar todas as formas
De amar e de sentimento
Se sua história é respeitada
Junto com a pessoa amada
Cresce junto o entendimento.


Todo dia é de orgulho
Não só quando manda a data
Ser humano é ter direitos
De forma firme e grata
O amor é parte da vida
Disso ninguém duvida
Seja uma pessoa sensata.


Sou gente como toda gente
De paz, coragem e de valor
Trabalho, luto e amo muito
Mesmo levando alguma dor
Não sou diferente em nada
Quando trata de ser amada
E viva o orgulho de ter amor.

Às vezes o medo rasga o peito. Às vezes a culpa rasga o peito.
Às vezes a dor rasga o peito. E no meio disso tudo você nem percebe que não deve viver em função do medo. Nem que não deve viver em função das culpas que você acha que carrega e nem dos erros que você cometeu. Algumas culpas são realmente frutos do "se".
Alguns erros foram frutos apenas da sua natureza humana. Se você evoluiu com eles, certamente não vai repeti-los. E essa dor que você carrega no peito não deve ser mais forte que sua fé. Não diminua sua dor porque existem dores maiores nem diminua a dos outros porque a sua é pior. Chore se precisar, isso não é fraqueza, apenas limpeza na alma. Mas acima de tudo, creia. Alimente-se de fé. Acredite que tudo passa. E se essa dor voltar a te visitar, não esqueça, ela vai embora. Suas idas e vindas podem ser dolorosas.
Mas, maior que tudo de ruim que te sufoca e te rasga o peito, é o Deus que nos ampara.
Só precisamos ter fé.

⁠Frases, textos e citações by Josy Maria

Último dia de novembro. No peito, a gratidão por mais um mês vivido e o recomeçar em mais um dia. Amanhã já é dezembro, já ouço os sinos anunciando o Natal. O calendário cumpre seu papel mais uma vez no tempo e na vida. Um novo ano desponta no horizonte. Falta tão pouco… Encerro novembro com as alegrias vividas guardadas na bagagem, quero levar cada uma vida afora. Há sempre expectativa com o mover do tempo, com o encerramento de mais um mês e com a proximidade dessa nova etapa chamada dezembro, mas também há fé, há esperança, há de ser bom, eu acredito, realmente acredito. E há Deus, em cada dia vivido, hoje e sempre. E nas mãos Dele eu entrego minha gratidão, minha vida e tudo que me importa. Assim, encerro esse mês com chave de ouro e começo o próximo da melhor maneira possível: Com Deus à frente de tudo. Adeus, novembro! Até o próximo ano. Chegue, dezembro. Estou pronta.


Josy Maria

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A esperança pulsa logo cedo no peito, ampliando o olhar que vê com gratidão e é movido pela fé. Ainda há os vestígios do novo, da grande virada do calendário. E o desejo pelo novo em nossa vida permanece. A ânsia por renovação impulsiona as manivelas da vida. E aquece os sonhos guardados no peito. Que haja renovação. Que haja reviravoltas positivas. Que só venha o que seja de Deus. Que haja proteção, livramentos e bênçãos. Que seja bom, enfim.

Josy Maria