Peito Apertado
Eu te carregava no colo, rainha do meu peito,
Comprava flor, te mimava todo dia,
Mas você veio com falsidade no jeito,
Trocou meu beijo por outro aí.
Triste situação viver fingindo
Eu fazia planos de casa e aliança,
Você jurava amor olhando nos olhos,
Hoje eu vejo que era só esperança,
Enquanto eu sonhava, você fazia seus jogos.
Triste situação viver fingindo.
Te dei meu tempo, meu mundo e confiança,
Fui abrigo nas noites de medo,
Mas você brincou com a minha esperança,
Guardou mentiras em cada segredo.
Triste situação viver fingindo.
Agora eu junto os pedaços do peito,
Aprendo a me amar de novo, enfim,
Você perdeu quem te amava direito,
E eu ganho liberdade por mim.
Aquieta a saudade
Dentro do peito
Porque se ela fugir
Vai atrás da sua presença...
Ausência que mata!
Os dias sem sentido
As horas que passam
Sem os ponteiros marcarem
E a dor agoniza
Na falta que você faz...
Eita vida difícil!
Morar fora do teu peito
E viver para te amar...
Hoje o dia tá estranho, mente cheia de eco,
memória bate forte igual soco no peito.
Perdido nos pensamentos, preso no passado,
e em cada lembrança teu rosto marcado.
Lembro de nós, das promessa no vento,
dois corações acreditando no tempo.
Mas o tempo virou, mudou o roteiro,
e agora só restou silêncio no travesseiro.
E eu queria te dizer, se o mundo escutasse,
que o certo era nós, mesmo que ninguém notasse.
Não foi culpa minha, também não foi sua,
foi a vida virando esquina na mesma rua.
Dois caminhos que um dia andaram lado a lado,
hoje seguem longe, destino separado.
E eu sigo tentando entender o porquê,
de tanto viver, me perder de você.
Porque cada erro virou mais distância,
cada escolha uma nova lembrança.
E no fim dessa história que ninguém escreveu,
descobri tarde demais: eu ainda era seu.
Menina: Por que eu ainda sinto isso? Por que meu peito aperta toda vez que ele some?
Cérebro: Porque você insiste em se apegar ao que te faz mal. Não vê que isso só te destrói?
Coração: Porque sentir dói… mas também é o que me faz viver. Cada lembrança, cada sorriso, mesmo que distante, ainda vale.
Menina: Mas e se eu me machucar de novo? E se ele me deixar sozinha mais uma vez?
Cérebro: Vai se machucar, sim. E é justamente por isso que você deveria parar de se enganar. Amor não precisa ser sofrimento contínuo.
Coração: Machucar faz parte… Mas não significa que não valha a pena. Amar é se arriscar, mesmo com medo. Mesmo com cicatrizes.
Menina: Então… o que eu faço? Quem eu escuto?
Cérebro: Escute a lógica. Proteja-se. Pare de sofrer pelo mesmo erro.
Coração: Escute a esperança. Deixe-se sentir. O que é verdadeiro sempre encontra um jeito de voltar.
Menina: Eu… eu não sei se consigo.
Cérebro: Então se prepare para a dor, porque a vida não vai esperar.
Coração: E mesmo assim… não desista. O amor não é só dor. É também tudo que faz a vida ter cor.
Diário de Uma Menina Que Sente Demais
01/12/2025
Hoje acordei com o peito vazio, aquele silêncio que machuca mais do que qualquer palavra.
Pensei nele sem querer, como se meu coração ainda vivesse preso ao passado.
E me perguntei, de novo, por que sinto saudade do que nunca foi meu.
02/12/2025
Tentei sorrir o dia inteiro, mas minha alma estava pesada.
Carrego cicatrizes que ninguém vê, como se minha dor fosse transparente.
Só queria desligar o coração por um instante e descansar de mim mesma.
03/12/2025
O dia passou lento e barulhento dentro de mim.
Meu coração bate forte demais nos meus silêncios.
E continuo fingindo força para não preocupar quem nunca percebe.
04/12/2025
Hoje desejei desaparecer por um momento, só pra respirar sem medo.
Meu cérebro implora pra esquecer, mas meu peito insiste em reviver.
É uma guerra silenciosa que parece não ter fim.
05/12/2025
Passei mais tempo pensando do que vivendo.
Queria acreditar que um dia essa dor vai virar apenas lembrança.
Mas hoje… ainda não virou.
06/12/2025
Sinto que me apego rápido demais e solto devagar demais.
Talvez eu ame com uma intensidade que o mundo não sabe acolher.
E no fim, meu próprio coração me engana.
07/12/2025
Escrevi para aliviar, mas até minhas palavras arderam.
Estou cansada de ser a pessoa que sempre sente profundamente.
Só queria, por uma vez, que o amor ficasse em vez de fugir.
Peito que dói na angústia
De um sentimento não correspondido,
Desejando o impossível,
Vivendo dias cinzas,
Bebendo a amargura da tristeza
Que faz a alma agonizar
Por amar... e não ser amado.
Escuto muito pessoas falar que vivem de todo jeito.
Que carregam diversas marcas no peito.
Da felicidade disfarçada muitas vezes num pranto de leito.
Levam bagagens de sorrisos num rosto perfeito.
Amor é cumplicidade, é a própria felicidade.
Amor é o respeito,de arder no peito.
Se ama desse jeito, sem preconceito,pode crer, com todos terás um bom conceito.
Hoje nasceu um novo sol no meu peito,pois os sentimentos de ontem não são mais os mesmos de hoje,hoje são mais elevantes e iluminados,hoje me sinto segura para expressar meus sentimentos,hoje não tenho mais medo de ser eu mesma.
eu fui saudade o sal no rosto, a dor solitária, a angústia que ecoava no peito.
Mas já não habito esse corpo ferido.
Hoje estou livre.
Desço ao mar para sentir o sereno no rosto, o toque das folhas, a brisa que me atravessa.
Estou vivo.
Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito
Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.
Nome pequeno,
grandeza imensa.
Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.
Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.
Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.
Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.
Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.
E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.
Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.
Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.
E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.
Ainda dói...
Ainda existe um aperto no peito quando lembro de você, meu pai.
Quando olho para trás e recordo tudo o que vivemos, os momentos simples, as conversas, os pequenos instantes que hoje fariam tanta falta.
Ainda há uma mistura de tristeza e inconformismo dentro de mim ao pensar que você não vai voltar. Que não conseguimos parar o tempo. Que a vida continuou seguindo, mesmo quando o meu coração queria que tudo tivesse ficado como antes, com você aqui.
Existem dias em que a saudade chega mais forte, silenciosa, ocupando cada canto da memória. E então eu percebo que a ausência de um pai nunca deixa de doer… a gente apenas aprende a conviver com a falta.
Porque quando um pai parte, ele leva consigo um pedaço enorme da nossa história. E o que fica é essa saudade eterna, que o tempo não apaga… apenas ensina a carregar.
Eu tava no cabaré enchendo a cara,
Afogando o peito no fundo do copo,
Ouvindo aquele brega antigo implorar:
“Amor, não vá, eu te amo…”
De repente um amigo senta do lado,
Com papo manso querendo avisar:
“Ela tá arrependida, tá sofrendo,
Falando que quer voltar.”
Amigo, pede outra garrafa,
Hoje a noite é por minha conta.
Mas não me traz esse nome
Que já virou página morta.
Ela foi garimpar outro brilho,
Procurou um ouro melhor que eu.
Quebrou a cara na própria escolha,
E agora diz que se arrependeu não dá.
Mas eu não sou curva de rio
Pra recolher resto da enchente.
Não sou porto pra barco perdido
Que só lembra de mim quando sente falta.
Não sou abrigo de ingratidão,
Nem refúgio de decepção.
Quem joga fora o que tem
Não encontra no mesmo chão.
Aqui não tem recaída,
Nem porta aberta pra ilusão.
Quem saiu buscando o mundo
Que aprenda com a própria decisão.
Hoje eu bebo, mas é por mim,
Não é saudade, é libertação.
Meu coração criou vergonha
E fechou a porta pra invasão.
Adeus quer dizer
A MÚSICA
Os pensamentos viraram ação, com ou sem razão.
Que do peito se transformou em vermelho que no rosto resplandeceu o desejo.
O olhar, ah sim, a alma falou, não calou, e na melodia foi então que tudo vibrou.
A bateria, a guitarra, a atração não transmitida, porém sentida na batida, na corda da guitarra não foi só uma melodia.
Ali estava algo sussurrando calado, contido, o dito e não dito, mas e se eu não tivesse escondido?
Talvez aquilo não teria sido permitido, ou será que teria ou não teria acontecido?
Trincou o próprio peito para
dar à luz o dia, o girassol
recusando-se a ser o reflexo
da noite que o abraçava."
Ro Matos
Tua presença se tornou coisa rara.
Tão perto o passo, tão distante o peito,
No frio abismo desse amor desfeito.
Queres do afeto os louros e as delícias,
As convenientes, cálidas carícias.
Porém, do amor recusas o tributo,
Calando a voz num silêncio astuto.
A tela fecha, a queixa vem tão pronta:
"A vida pesa e a fadiga aponta".
Mas cinco instantes para um doce aviso
Parecem-te a ruína e o prejuízo.
Gozar do bem sem ter a obrigação,
É a lei covarde do teu coração.
Onde o diálogo falta e a alma cala,
O desinteresse ecoa pela sala.
Se o nosso laço exige tal cansaço,
E preferes a fuga e o embaraço,
Recolho o meu afeto e a esperança,
Pois onde não há troca, a alma cansa.
