Pedido de desculpas para professor
Não vê que estou chorando?
Teu perdão suplicando?
Confesso, errei...
errei feio quando te deixei.
Tu me dizias sempre:
sempre é pra sempre,
e eu na minha insanidade
não acreditava ser verdade.
Só conhecia amores passageiros,
transitórios... sempre efêmeros
duravam apenas instantes...
mas isso foi antes.
Agora não me deixe acreditar
que apenas Deus é capaz de perdoar.
Ela pediu perdão e eu dei-lhe, mas a verdade é que eu tinha perdoado tudo o que ela tinha feito e tudo o que ela poderia fazer muito antes daquele dia. Para mim não havia escolha, eu estava me apaixonando.
Despedidas sempre remontam emoções e sentimentos guardados. Incrível como nessas horas o perdão se torna mais fácil ou mesmo a gratidão nunca revelada vem à tona, deixando todos sem palavras. A verdade é que as pessoas nunca estarão preparadas para se despedir de alguém, não importando o tempo de convivência, o companheirismo e o afeto, na hora mesmo todos choram!
Pior é quando a pessoa que se vai faz parte de uma história ao seu lado. Ela que esteve presente nos momentos mais divertidos, felizes e únicos da sua vida não poderia partir sem lágrimas!
O importante é manter viva a pessoa dentro de nossos corações, isso diminuirá a distância e a dor que ela causa. Tenha em sua mente somente os bons momentos!
A falta de perdão arranca o brilho dos olhos e implanta uma tristeza crônica no coração. Anos passarão e a tristeza ainda estará lá, sem que a pessoa saiba a sua origem.
Todas as tardes
rego as plantas de casa.
Peço perdão às árvores
pelo papel em que planto
palavras de pedra
regadas de pranto.
Se voçê errar e pedir perdão, voçê é um ser racional, pessoas racionais também erram.
Se voçê errar e não pedir perdão voçê é uma pessoa irracional,pois só seres irracionais não tem noção do que fazem.
O Perdão e a Promessa.
Se não fôssemos perdoados, eximidos das consequências daquilo que fizemos, a nossa capacidade de agir ficaria por assim dizer limitada a um único acto do qual jamais nos recuperaríamos; seríamos para sempre as vítimas das suas consequências, à semelhança do aprendiz de feiticeiro que não dispunha da fórmula mágica para desfazer o feitiço. Se não nos obrigássemos a cumprir as nossas promessas não seríamos capazes de conservar a nossa identidade; estaríamos condenados a errar desamparados e desnorteados nas trevas do coração de cada homem, enredados nas suas contradições e equívocos - trevas que só a luz derramada na esfera pública pela presença de outros que confirmam a identidade entre o que promete e o que cumpre poderia dissipar. Ambas as faculdades, portanto, dependem da pluralidade; na solidão e no isolamento, o perdão e a promessa não chegam a ter realidade: são no máximo um papel que a pessoa encena para si mesma.
Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'
Eu sempre pensei em Natal como um tempo bom. Um bem, perdão, generosidade, época agradável. Uma época em que os homens e mulheres parecem abrir os corações deles espontaneamente, e assim eu digo, Deus abençoe o Natal!
a lenda do perdao
Conta uma antiga lenda que existia uma cidade onde a palavra perdão nunca existiu.
As pessoas eram, portanto, donas da verdade, arrogantes e sofriam de uma terrível moléstia, complexo de superioridade.
A convivência era bastante complicada porque todos se consideravam perfeitos e com isso não enxergavam, nem admitiam seus defeitos, erros e equívocos.
Nessa cidade reinava a vaidade, a competição e a inimizade, por mais que elas andassem disfarçadas por detrás de sorrisos e manifestações de afeto.
Um dia uma mulher, vinda de outra cidade, foi morar lá.
Todos as tardes ia até a padaria e na volta sempre passava por uma praça onde um grupo de rapazes jogava bola.
Seu trajeto seria bem menor se ela cruzasse a praça, mas para não atrapalhar o jogo deles ela fazia o seu caminho contornando a praça. Claro que nenhum deles nunca percebeu ou deu valor à sua gentileza. Naquela cidade muito poucos entendiam desse assunto.
Certo dia essa mulher estava cheia de preocupações, com a cabeça bastante perturbada e na volta da padaria não se deu conta do caminho que tomou e atravessou a praça no exato momento em que um dos rapazes ia fazer um gol. O jogo parou, todos se olharam e o tal jovem, muito bravo, perguntou à ela:
- A senhora não está vendo o que fez? Que falta de atenção, até mesmo de consideração! Custava dar a volta na praça?
E ela respondeu:
- Há cerca de seis meses que todos os dias eu dou a volta na praça para não atrapalhar o jogo de vocês. Hoje, no entanto, eu confesso que me distraí. Estava muito envolvida com meus pensamentos. Peço a todos vocês perdão por isso.
Ninguém entendeu o que ela quis dizer e um dos meninos perguntou:
- Perdão? O que é perdão? Nunca ouvimos essa palavra.
Perdão é um ato de humildade, embora alguns julguem ser um ato de humilhação.
Os meninos foram para suas casas muito pensativos e contaram a seus pais sobre o perdão.
Errar, cometer injustiças, tomar atitudes precipitadas que podem prejudicar e magoar terceiros são coisas das quais todo ser humano está sujeito.
Reconhecer seus erros e pedir perdão, no entanto, nem todos os seres humanos são capazes.. Para isso é necessária uma enorme dose de humildade, um coração sensato e um espírito elevado.
Só os grandes sabem pedir perdão!
Dizem que aquela cidade anda muito diferente, mais alegre, as pessoas mais amigas, menos rivalidades e que todos além de terem aprendido a pedir perdão, agora também estão aprendendo a perdoar.
(Silvana Duboc)
Colaboração enviada por: Sheila Manoel
Gosto de gente que tem tempo para sorrir;
bondade para semear;
perdão para repartir;
ternura para compartilhar e emoções dentro de si.
Nota: Trecho de um poema de autoria desconhecida.
" A vida me ensinou a perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão, também me ensinou a amar incondicionalmente, pois preciso desse amor..."
