Pecar por Excesso
DO PARAPEITO VITAL
Não sou aquilo que vês...
A couraça que percebes
é o excesso de fragilidade,
que move ou tortura.
Dentro da concha cerrada,
a porta em ferrolhos,
permito frestas que me alimentam.
E o alimento caminha filtrado
no suporte do meu parapeito.
Nele contemplo
o complexo do ser
em solidão e unidade.
Contemplo a comunhão
da beleza e ironia,
da grandeza e mediocridade,
dos rumos e destinos vãos,
do irreversível óbvio pó
e o tão divinal inevitável está
em simplesmente ser.
Em entendimento e devolução
converto o que vejo
em palavras que registro.
Em minha suposta apatia,
passam as coisas, os homens,
os fatos, e deixam cargas e marcas
e a sensação, de ser tudo
simples e infinito.
Não há nada que me exclua
ou me distancie da engrenagem.
Sou partícula num todo
de massa, cinza, éter.
Mesmo deste parapeito inescrutável
(dirás?) e vital feito placenta,
habito um universo em que sou parte
e magicamente sou todo.
Que a cada dia permitamos que o coração transborde, a ponto de cobrir, com excesso, as imperfeições do nosso ser.
"A falta de transferência te prejudica, o excesso confunde, portanto sua tarefa é encontrar o ponto de equilíbrio para divulgação da informação.”
Saturada.
Saturada como o excesso de açúcar no café que já não se dissolve
Que já não tem função
Pois o açúcar que ali chegou primeiro já cumpriu sua obrigação.
Saturada.
Ocupando apenas o espaço no copo.
A graça é sempre carregada do excesso incluído naquilo que somente tú podias fazer e, agora tudo de melhor te podes acontecer, é do termo o não perecer.
Só o fazer estabelece a verdade, o pensar em excesso te limita e desperta medos que podem te aprisionar ainda mais.
Todo EXCESSO gera SOBRA
Toda SOBRA gera LIXO
Todo LIXO gera TOXICIDADE
E TUDO o que é tóxico CONTAMINA
Vale para o AMOR em EXCESSO
Vale para a COMIDA em EXCESSO
VALE PARA A VIDA
VOCÊ GERA EXCESSOS
ou, apenas, CONCEDE EXCEÇÕES?
O excesso de graça interrompe o fluxo da prosperidade e, a tua proteção é o poder fazer o que tão bem já faz.
A luxuria é uma extensão do que ainda não pode viver no seu merecer, é excesso de negação imposta, não pela decadência das supostas repressões.
