Pecado

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Ó, filho do pecado, de que vale ganhar se não guarda as lembranças do que perdeu?

PROFANO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se não fosse pecado
para os olhos teus,
uma queda nos meus,
tua fé te poupasse
de qualquer vingança...
Meu amor desgarrado
teria um brinquedo,
um instante, um segredo,
uma doce lembrança.

Falar do pecado dos outros te faz se livrar dos seus

A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.

No limbo escaldante, onde o tempo se dissolve em brasas,
meu pecado se ergue como sombra que me trai,
um espectro sedento, arrastando-me ao submundo da escuridão.
Ali, invisíveis correntes se entrelaçam,
envolvendo corpos e almas em cárceres de silêncio,
presas no pântano pecaminoso,
onde cada suspiro é lama,
cada lembrança é veneno.
Caídos, amordaçados, em lenta decomposição,
somos ossos que ainda gritam,
somos ecos que não cessam,
somos o reflexo da culpa que nunca se apaga.
E no abismo, onde a noite não conhece aurora,
a traição se torna eterna,
o pecado se torna carne,
e a carne se torna pó.
Esse estilo mistura intensidade, imagens fortes e ritmo poético, quase como um cântico sombrio. Quer que eu leve esse texto para um tom mais místico e esperançoso, como se houvesse uma saída da escuridão, ou prefere que ele permaneça sombrio e visceral.

“O mundo já teve algo bom a nos oferecer antes que o pecado o possuísse.”

"Domínie seus próprios demônios ao invés de justificar o pecado do seu próximo"

⁠Não é pecado sonhar. Devemos colocar todos os nossos desejos nas mãos do Criador. Ele nos dará tudo o que precisamos e o que nos fará bem, de acordo com Sua doce vontade.

O pecado original não foi comer do fruto, mas aceitar a ilusão da separação, acreditando que a fonte da vida poderia ser experimentada fora da comunhão direta com Deus.

Sem santidade ninguém verá o Senhor, não porque Deus seja inacessível, mas porque o pecado nos cega. Jesus, o Santo dos santos, entregou-Se para purificar o homem e conduzi-lo ao Pai. Buscar a perfeição é responder, com fé obediente, ao chamado da cruz.

O pecado alimentado pelo pecador mata a sua vida lentamente, enquanto que a graça de Deus rejuvenesce o seu espírito dia a dia.

O câncer, no estágio inicial, pode ser detectado e curado:
o pecado na alma também pode, pelo poder do sangue de Cristo.

O pecado é uma catarata nos olhos da fé de quem não deseja a sua santidade no Senhor.

Um vestido de noiva é tão puro quanto um coração
que não se contamina com o pecado.

⁠"O ESPÍRITO SANTO nos convence do pecado, não para termos conhecimento e continuar com ele; mas para confessar e deixá-lo"

Odeie todas as formas do pecado, pois suas práticas trazem a respectiva condenação eterna, afastando a sua alma da salvação.

A feminilidade perfeita é a perfeição que tem a cor do pecado que desordena todo o meu juízo, ensandecendo minha atitude para com o seu pudor que me anseia pela sua nudez;
Sou teu para sua satisfação, peço-lhe que me domine da maneira que lhe convém e dê-me o que tens para o teu próprio prazer;

Para me entender arrisque-se no pecado carnal e aprenda a viver do prazer colhido
Compreenda-me que para me provocar precisa perder o medo de brincar com fogo
Só queira entrar em meu mundo se conseguir suportar as consequências
Pois das minhas indecências não há de fugir;

Às vezes me sinto como um grão de areia
Um sentimento não tão límpido
No pecado entre veredas;

Mas com um amor imensurável
Sacrificando o meu caminho
pelo amor mais que desejável;

Ojna Odíac


Por que senhor, com apenas um pecado
Tiraste o que tenho de mais valioso?
Por que senhor, do paraíso mais alto
Me faz cair ao vale da angústia e do desprezo
Por que senhor, com toda a sua misericórdia
apenas me deixaste o miseri, só porque amei?

Senhor eu me pergunto o porquê
Já não basta o sangue que escorre de minhas costas
Não quero viver entre aqueles que sentem
Não quero viver em um mundo esquecido
Não quero viver entre os que não sabem dar o valor
Mas se amar é pecado continuarei amando até a morte

Será que da minha ferida irá se regenerar
Será que o que tinha de mais lindo irá renascer
Espero que renasça de cores brancas como antigamente
Por que se forem negras, herdará a minha ira
De ter sido banido por amar

Me desculpe senhor já não sei mais quem sou
Depois de sentir a dor, que antes não existira
Estou me transformando em morte ou em vida?

Espero que me perdoe o quanto antes senhor
Por que todos esses sentimentos misturados
Me fazem ficar atordoado
a vida é uma sucessão de cerimonio
assim deixando meu antigo dever de lado
penso comigo, se hoje sou um anjo ou um demônio.