Passado
Um Bilhete na Porta
Se você voltar...
Nem precisa acender a luz pra me procurar
Até porque a luz está queimada
E não tinha ninguém pra trocar
Se você voltar...
Já aviso que a janela está aberta
Pois o passarinho aqui, não queria
Mas teve que voar
Se você voltar...
Vai encontrar nossa antiga cama toda molhada
Isso foi de um choro meu
Que eu nunca mais hei de chorar
Se você voltar...
Tome cuidado com os cacos ao chão
Cacos que são pedaços meus
Cacos que eu não consegui mais colar
E se você voltar...
Peço que tranque a porta
E feche a janela
Pra que em nossa casa
Ninguém nunca possa entrar.
A Casa
Naquela casa abandonada
Existia um casal
Hora brigava, hora se amava
Mas naquela rua não tinha outro igual
Hoje eu olho e vejo a casa escura
Tão sombria e abandonada
Nem parece aquela casa
Onde um casal tanto se amava
Eu passava e ouvia brigas
Dias sim, dias não
Mas eu tinha a certeza
Daqueles dois era feito um só coração
Passo lá todos os dias
E observo aquela luz queimada
Se ninguém veio trocar
É porque realmente é o fim da morada
Torço pra que um dia
Alguém ali possa viver
Nem que seja outro casal
Mas daqueles dois eu jamais irei esquecer
Voz da Jhud
Amar, eu te amo
Ainda ouço Jennifer Hudson dizer
"Eu não quero ser livre, eu não viverei sem você"
Te entreguei meu melhor sorriso
Te entreguei todo meu olhar
Ainda ouço Jennifer Hudson falar
"Nós somos partes do mesmo tempo, nós somos partes do mesmo lugar"
Se a vida for seguir
Que siga até esse amor morrer
Mas ainda sim ouço Jennifer Hudson dizer
"Não, não, não não há como viver sem você".
Eu queria me procurar entre tantos outros apenas para me encontra, me sentir e me torna o que já fui, o que já fiz.
Se o ontem foi pesado, pára, pensa e faz diferente para que o hoje seja mais leve. Ah, não esquece também de cruzar os dedos e pensar positivo. 😉
O mundo mudou, na realidade sinto falta de tantas coisas boas que já se foram. ás vezes sinto que estou sozinha no passado...
O defeito de alguns humanos, é de acharem que não precisam de melhorias. Uma pessoa que não busca por desenvolvimento intelectual, é um ser morto, fadado a ser escravo de sua mente.
Ainda há tempo
Quanto tempo tem o tempo?
Você já se perguntou?
E se ele tiver todo o tempo, em que tempo estou?
A cada letra o passado se forma,
E o momento a seguir é um presente, sem forma...
Então vai! Se forma!
Já formei! E nem precisei de palavras para que percebesse, que por ali... eu só... Passei! Fui bem! Boas notas e o emprego dos sonhos! Do outro... O meu? Perdi...
Tava ocupado, tinha prova.
Outra vez atrasado? Anda logo pra sua cova! Sim senhor!
Hoje você fica de guarda, porque na quarta... Série, eu lembro que não queria estar aqui, queria ser fotógrafo! Mas meu pai, Coronel... Disse que o filho dele só ia tirar foto se...
O pai dele o tivesse ensinado a amar. Não só a falar, escrever e estudar...
Mas quem sabe aprender que um ciclo só pode ser quebrado, do presente pra frente. E que não adianta culpar o passado, por não amar aqueles que estão presentes.
Tic, tac...
Você não nasceu amargo,
se tornou amargo e, foi por absorver toda a maldade praticada contra você, em algum momento da sua vida.
Você não é culpado pelo seu sofrimento passado, mas a partir do momento que conhece a causa e a forma de se curar e ainda assim prefere se vitimizar, ao invés de trabalhar na libertação, você assume a responsabilidade sobre o seu sofrimento e de todos que convivem com você.
O esforço de se vitimizar ou se curar é o mesmo.
Se liberte do amargor, se libertando das mágoas.
Perdoe para se curar e curar a todos que sofrem junto com você.
#JaneFernandaN
Nossas mentes subconscientes são equipadas com um espelho retrovisor autolimitador, através do qual vivemos e recriamos nosso passado continuamente.
A certeza de que hoje fiz da melhor forma que eu podia tudo o que estava ao meu alcance me liberta da escravidão do passado e da ansiedade do futuro.
►Despeço-me
Às vezes indago se eu estava melhor antes de te conhecer
Digo, você me alegra, mas no geral, só me faz sofrer
Tenho pensado muito sobre isso, sobre nós
E, cheguei em uma conclusão um tanto quanto pior,
Que você não me ama verdadeiramente
Você apenas se engana, e acaba vivendo uma vida rotineira.
Nossas tentativas são temporárias
As nossas brigas, já premeditada
Não há mais felicidade em nossa jornada,
Não há mais amizade em nosso conto de fadas
Tudo o que predominou foi o rancor,
Das decepções que o tempo nos proporcionou.
Sei bem dos meus erros,
Reconheço de prontidão os meus medos
Não os escondi em nenhum momento
E, de frente para ti, escrevo todos eles
Desconheço o meu futuro, quanto mais o seu
Mas sinto que quaisquer ações apenas irão atrasar
O inevitável pode tardar mas irá chegar
E já estou esperando sua vinda, já estou sem estima
Escrevo aqui uma lágrima, talvez dê uma poesia?
Não sei dizer claramente, acho que no fundo,
Eu queria que tivéssemos um amor profundo
Mas, tudo que consigo dizer é que sinto muito
Talvez por não ter me esforçado o suficiente,
Talvez por ter desistido de você tão facilmente
Não sei por quê, mas acabou acontecendo sem ou com querer.
Talvez o destino não quis, ou desistimos sem pestanejar
Talvez era para ser assim, e me encontro agora a chorar
Mas, se eu já sabia, então por que será?
Por quê? Talvez não estava preparado para nos separar?
São tantas perguntas sem tempo para processar
Não sei dizer como você está se sentindo
Se está triste ou feliz com tudo isso
Mas, estou escrevendo esse texto, lírico ou cínico?
Não sei, eu apenas não sei definir o que estou a sentir
Que lágrimas são essas que estou deixando fluir?
Que batidas desenfreadas são essas que estou a ouvir?
Respostas, se me perguntarem o que procuro
Proposta, se indagaram o que eu desejo
Mas, não me perguntem como posso sair do escuro
Testemunho meus sentimentos se tornando medo.
Não estou sentindo algo de bom agora
Como aquela sensação de um dia ruim que vai embora,
E que traz consigo um amanhecer puro, com o aroma da vitória
Talvez amanhã eu sinta, ou talvez isso seja apenas uma mentira
Talvez eu volte a vida, ou eu sucumba a depressão já conhecida
Isso é o que eu penso, talvez, uma possibilidade
Uma porcentagem, probabilidade, de encontrar a felicidade
Mas jamais possuir a certeza da compatibilidade
Por conta disso, hoje despeço de você, talvez minha cara metade
Hoje deixarei de entrar em sua casa, por toda eternidade.
►Na Escadaria de Pedra
E pela janela do meu quarto eu vejo a lua
Durmo no aconchego de sua ternura
Toda a dor do dia se vai, encontro minha paz
E pela janela antiga eu observo minha amiga,
Aquela que tanto citei em minhas tentativas poéticas
Escrevo agora admirando-a, e imaginando
E, em devaneios noturnos eu me pego sonhando
Um sonho bom, caloroso, que faz bem ao meu coração
Escrevo não só para ela, escrevo para remediar as dores
Dores de uma antiga donzela, de uma amizade outrora bela
Dores de um romance desfeito, de uma traição do peito
Escrevo para sarar, para me recuperar, me alegrar.
Momentos que outrora me deixavam sereno,
Hoje se revoltaram, se tornaram um tormento
E, como passatempo, eu caminho no relento,
Procurando, buscando um sorriso meigo.
Não sei dizer o que sinto quando me encontro despedindo
De sentimentos que não foram ouvidos,
E que foram grosseiramente omitidos
Não sei o que pensar quando estou sozinho,
Sendo assombrado pelos meus medos reprimidos
E também desconheço o que é ser verdadeiramente amado
Eu gostaria de experimentar, degustar de um sentimento tão bem falado
Faço então uma tentativa escrita, um texto fraco.
Sentado em uma escadaria de várias pedras, eu penso
Estou sozinho, refletindo sentimentos
Lento, talvez seja a melhor definição para o momento
Eu penso, logo existo, em um tempo que me sinto um inquilino
Sem moradia, sem uma casinha só minha, sem nada
Reflito sim, pois o que me resta é pensar no meu fim
Estarei lamentando os arrependimentos?
Estarei sozinho? Sem uma família ou amigos?
Se eu de fato existo, logo, posso tentar pensar
Se posso pensar, por que então não posso tentar amar?
Mas amar quem? Quem me deseja ao seu lado?
Estou enlouquecendo com pensamentos insaciáveis
Eu quero amar, assim como o meu avô amou sua esposa
Eu quero acreditar, que a solidão, com a minha vontade, irá passar
Então escrevo, na escuridão das ruas do meu peito
Medo? Sempre, afinal já escrevi inspirando-me nele
Talvez a palavra que está faltando em mim é serenidade
Talvez a coloque daqui a alguns poucos meses
Escrevo junto a minha necessidade e amizade perante a caneta
Escrevo, sem dia ou hora, a minha já exposta incerteza.
Senhor, sei que não posso te pedir nada, mas me dê o tempo? O tempo para poder acordar, sentir o frio da madrugada e me embrulhar de novo no meu cobertor. Para voltar a ser criança peneirando areia, construindo meus castelos, sonhando com o amor. Para lembrar de novo de cada fim de tarde alegre que terminava com a gente tirando as roupas sujas pelas brincadeiras do dia, um banho quente e o sono embalado por um beijo na testa com amor. Para viver a euforia dos dias de glória. Para lembrar dos tempos de escola. E, ouvir mais uma vez cada história contada sob as estrelas e a lua quando colocávamos as cadeiras para fora e dávamos risadas na noite toda. Para sentir o gosto bom da comida da minha mãe. Para caminhar pela praia juntando conchinhas. Para a sensação do primeiro arrepio, e a expectativa do primeiro beijo. Para colocar aquela música que tanto gosto para tocar a noite toda e ser tocada por cada nota. Para voltar no dia do qual eu não gostaria de ter saído. Para um dia de pôr do sol bonito. Para abraços apertados, beijos demorados, apertos de mãos sinceros e toques na alma. Para caminhar livremente pelo futuro tendo as escolhas na minha mão. Senhor, eu quero o tempo enrolado em papel de seda amarrado em laço de fita mesmo não sendo merecedor.
Há um evento interminável em que eu não me sinto à vontade, mas sou continuamente coagido a estar presente: o passado.
Eterno
No desencanto
Largado no canto
Encontro-me em pranto
Querendo um ombro
A premissa
Divina menina
Quão doce. Facina
Minh'alma suspira
Perdido em n'águas
Transpondo namoradas
Um passado que agrada
Mais uma volta mal dada
Logo me entrego
Com o peito aberto
Em busca do incerto
Ao lado do certo
Um Hai Kai, antes do nascer do sol:
Ó ressacas de pensamento!
Que trazem à praia de Maya
pedaços cortantes de passado.
