Paródias de Amor

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Amores perdidos


O amor é a semente que planta o sim, mas é o ódio que colhe o fim. E se o remorso é um peso mudo que se cala, a solidão é o vento que não para de apontar a casa vazia. Porque as pessoas não voltam por amor, voltam pela falta dele.




Casa-se por um talvez, por um tal de amor. Separa-se por uma certeza: a do rancor. Arrepende-se talvez, por um remorso surdo. Mas volta-se sempre, sempre, pelo medo do vazio absoluto.




O matrimônio é erguido na frágil arquitetura do afeto, mas desmorona no terremoto do ressentimento. E se o arrependimento é o eco que fica, a depressão é o silêncio insuportável que convida o eco de volta.

Casem-se talvez por amor, mas divorciam-se certamente por ódio. E se voltarem, não é por saudade: é pelo vazio.

Case por dúvida, divorcie por certeza. E se voltar, saiba: é a depressão, não o amor, que te chama.

Acredito eu, mas não tenho plena certeza, que as pessoas se casam por amor; mas com certeza absoluta elas se divorciam por ódio. Talvez depois venha o remorso, e um pouco depois disso o arrependimento. Mas tenho uma certeza; certeza absoluta: a vontade de voltar sempre vem da depressão.

Estamos vivos
somos apaixonados um pelo outro


Eu sei que ele me ama
mas não basta o amor
não basta

Sim pro amor, não pro amor.
Sim pra nós, não pra nós.
Sim pro futuro, não pro futuro.
Sim pra ficar, não pra ficar.
Sim pra casar, não pra casar.
Você é o não, eu sou o Sim, mas mesmo com seu não, estamos juntos e assim vamos: sim ou não.

Juras de amor...
O substrato de suas raízes é o próprio sentimento. Pena a confusão se o amor sustenta a jura ou ela o amor. Dúvida cruel que o egoísmo sempre entrega ao coração.

DIVERSÃO


O amor sorrateiro
Ė como um menino faceiro
Pula janela, invade quintais
Brinca no parque, se faz de tonto
Cai e levanta
E não tem tombo que chegue
É corajoso, não teme ninguém


* Poesia selecionada e publicada em 1º lugar pelo Concurso Poesia
Premiada, em 2019

Cheguei tarde demais para ser o seu primeiro amor, mas cheguei no tempo certo para ser o último. O primeiro ensina, mas é o último que fica. Não quero ser só mais um capítulo da sua história, quero ser o ponto final escrito com ternura, onde o enredo encontra repouso. O amor que chega depois da bagagem pesada entende o que realmente vale a pena carregar: não são lembranças do que passou, mas a leveza de caminhar junto, a certeza de que agora é para sempre. Porque quando Deus une, o tempo se torna apenas detalhe, o essencial é que o coração encontrou o seu lar.

Chorar não apaga o amor que ficou; chorar é permitir que ele continue vivo dentro da gente.

O luto ensina que sentir é resistir; que a saudade é uma forma de amor que não se mede.

A vida continua, mas o amor vivido se torna eterna companhia em cada lembrança.

O amor, assim como as flores, precisa ser cuidado; senão ele murcha.

Meu amor se encerrou em suas mãos.

Não é o tempo, é a intensidade.
Mas quando o amor nasce,
pode ter certeza que o tempo
é o que menos importa.
Mas sabendo que é com o tempo
e o jeito que é alimentado
que faz esse amor crescer.


(agosto de 2025)

O mundo esqueceu do amor?


Sim, o mundo pode ter esquecido do amor.
Mas os poetas não.
Eles seguem escrevendo por todos aqueles que ainda sentem — mesmo em silêncio.
Por aqueles que olham e enxergam.
Que tocam e permanecem.
Que amam… mesmo quando o mundo já não acredita mais nisso.

Porque enquanto houver poesia,
o amor não morre.
Ele só se esconde — esperando ser lido.

Que o nosso amor nunca vire ódio.

O amor é sempre uma asa ferida: nasce para o voo, mas traz consigo a queda já inscrita; e ainda assim, é no risco de despencar que a alma encontra a vertigem que a torna maior do que o próprio destino.

No jardim nasce a poesia,
numa encantada flor,
as cores trazem magia
da paixão de um grande amor.