Para sempre
“Sempre evito lugares fechados, onde não posso sair quando alguém peida e quando começam uma conversa inútil.”
“Não nasci na estrada das escadas para viver a vida sempre subindo, nasci na estrada dos buracos, vivo a vida sempre caindo, mas isso não me impede de continuar seguindo.”
Amar você foi o erro mais bonito que cometi; dói saber que o nosso 'para sempre' virou apenas uma cicatriz.
A Urna Veio?
Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”
À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.
Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.
A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.
Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.
Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.
A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.
No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).
Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.
A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.
Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.
“Ignorar o sofrimento humano nunca foi neutralidade; sempre foi cumplicidade silenciosa.” - Leonardo Azevedo.
Faço por ti...
Procuro sempre tomar as decisões certas, para obter respostas que tragam ao meu corpo e ao meu espírito, mais intensidade e profundidade.
O cruzamento dos meus pensamentos com os meus sentimentos, não por acaso, recebe um filtro que separa as consequências existentes entre a razão e a emoção, isso me da ponderação nas minhas ações.
O aprendizado sobre, a saudade, as frustrações e as tentativas erradas são aperfeiçoadas através dos ensinamentos gratuitos oferecidos pelo tempo.
Deixo bem guardado no cantinho do esquecimento, a irá, o negativismo e tudo que já me fez mal um dia.
Carrego minha bússola da felicidade, para não perder a direção nas minhas idas e vindas entre o mundo dos sonhos e o mundo real.
Tudo o que eu fiz ou que eu fizer, só terá sentido e continuidade, se eu tocar teu coração.
"Não abro mão"
Me afastei de você fisicamente, mas sempre estive próximo em pensamento;
Me relacionei com outras mulheres, mas em todas elas busquei você;
Briguei com meus sentimentos em vão, depois fui obrigado a pedir perdão, pois eles não tinham culpa;
Resolvi me aproximar da ultima gaveta aberta no meu coração, nela eu encontrei alguns mistérios da nossa relação, vasculhei mais um pouco e me reencontrei com as lembranças dos nossos dias bons, lembrei-me bem de como fui recebido pelo teu primeiro olhar, me senti vivo quando veio as imagens do nosso primeiro beijo e chorei quando ouvi o teu adeus.
Nesta montanha-russa de emoções que tem me levado do amor aconchegante ao outro sabor da vida que é vazia e fria, estou reunindo coragem e força para recuperar o que a de melhor em mim; você!
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