Para Falar de Si Mesmo

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"Falar sobre caridade é fácil; o difícil é descer do pedestal e parar de pisar em quem está tentando se levantar."

Enquanto estamos vivos, falam mal de nós, quando morremos, reúnem-se para falar bem.

Senhor, quase não tenho palavras pra falar, pois meus pensamentos estão cheio de aflições. Ouça, no silêncio o meu pedido de socorro. Deus, eu imploro por sua ajuda. Amém!

ORAÇÃO PARA UM HERÓI

Papai do céu!
Quero falar que não gosto de heróis!
Ontem acordei com beijos do meu pai
Estava fardado pra ir pro serviço...
Ele falou baixinho no meu ouvido
Que me amava muito, muito mesmo !
Encheu-me de beijos e foi trabalhar.
Minha mãe veio me contar mais tarde
Do assalto que houve num banco
Que para defender uma mulher
E seu filho que chorava muito
Meu pai fora baleado e tinha morrido .
No enterro do meu pai
Haviam muitos policiais
Fizeram muitas homenagens
Disseram que meu pai era um herói.
Papai do céu !
Por que herói tem que morrer?
Queria ter meu pai aqui comigo
Não queria que ele se tornasse um herói.
Agora não terei mais seus beijos
Nem seus abraços e seus carinhos .
Jesus , cuida do meu pai aí no céu !
Diga que eu nunca vou esquecer dele
Que sempre vou amar e lembrar
De tudo que ele falou pra mim.
Papai do céu!
Eu não gosto de heróis
Mas eu gosto muito do meu pai !
Agora vou dormir pra sonhar com ele
Quem sabe ele possa assim me beijar
E falar de novo que me ama
Porque eu amo muito meu pai !
Boa noite Jesus!
Amém!

AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA

FALAR!

Falam-se tantas coisas a respeito de tudo
Falam-se de realidades e também de utopias
Falam-se do passado , do presente e do futuro
Falam-se da vida dos outros
Falam-se de vitórias e choram as derrotas
Falam-se do tempo, frio, calor, temporal ou calmaria
Falam-se do bem estar do próximo
Falam-se de tudo um pouco
ou do pouco se fala muito.
Mas enquanto falam-se assim ou assado
muitas coisas se arrumam ou desarrumam
depende da forma como expressam o falar.
E assim as palavras tomam vida
ou delas se expressam condenações!
Falam-se e falam-se e que falem sempre
pois o mundo não pode calar!
Então que busquemos falar do bem , do amor!
Falemos da amizade , das lutas, dos prazeres!
Falemos do que possa existir nesta terra
e também do que fora dela existe ou imaginamos.
O que não podemos jamais esquecer
que palavras foram geradas
para expressarmos emoções
entre a razão ou o inifinito sonhar
e através do coração para sempre falar.

AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIAS...

Filho, não dá para falar desse ser singular sem lembrar de luta, insistência e resiliência. Sua história envolve tantos episódios, tantos capítulos, tantos contextos da natureza humana. Há coisas que se podem ver, outras que se podem acessar, mas há também aquelas que só se revelam quando se olha para além da superfície.

E eu me pergunto: onde você bebeu essas goladas de força e resistência que fizeram de você esse sol? De onde vem essa luz que ilumina o seu avesso e escapa pelos seus poros, mesmo quando a vida insiste em testar sua força?

Talvez seja justamente aí que esteja a sua maior virtude: na humanidade que você carrega. E talvez a sua grandeza esteja nessa espécie de santidade que não se anuncia, não se veste de perfeição, simplesmente existe.
Você é luz porque, mesmo atravessando sombras, não deixou de iluminar.

As feridas foram tão frequentes que aprendi a sempre guardar tudo o que sinto, a não falar demais por saber que ninguém vai se importar, a ficar de longe por saber que ninguém vai me notar.

“O travesseiro vazio ouve tudo o que o coração nunca teve coragem de falar.”

Quando precisar


Não precisa escolher palavras bonitas para falar comigo.
Nem encontrar uma razão especial.


Se algum dia o mundo parecer pesado demais,
se a noite ficar longa,
se houver coisas que você não consiga contar a ninguém,
venha.


Não prometo ter respostas para tudo.
Às vezes, tudo o que alguém precisa
é de outra pessoa que permaneça por perto.


E quando a vida lhe trouxer uma alegria inesperada,
quando alguma coisa fizer seu coração sorrir,
venha também.


Quero conhecer suas tristezas,
mas também quero celebrar suas pequenas vitórias,
rir das suas histórias
e guardar com você aqueles momentos
que a gente gostaria de congelar no tempo.


Não importa a distância,
nem a hora,
nem o motivo.


Há pessoas que a vida coloca em nosso caminho
e que, depois de algum tempo,
já não precisam de explicação.


São presença.


E, se um dia você precisar de uma,
lembre-se de mim.


Não porque eu possa resolver o que dói,
mas porque talvez eu possa tornar
o caminho um pouco menos solitário.


Quando precisar, venha.
Eu estarei aqui.

A liberdade de falar o que quiser também esta na liberdade de ouvir o que não quer.

Eu poderia escrever esse texto cheio de raiva.

Poderia contar tudo.

Poderia falar das conversas escondidas, das comparações, das humilhações, das coisas que foram ditas pelas costas, das pessoas que acabaram envolvidas em problemas que deveriam ter ficado entre duas pessoas.

Poderia falar de muita coisa.

Mas não vou.

Não porque não aconteceu.

Aconteceu.

Mas porque eu não quero mais viver disso.

Eu sei dos meus erros.

Sei que tenho um temperamento difícil. Sei que sou explosivo, que já fui ignorante, que já falei coisas que não deveria. Sei também que alguns vícios meus fizeram estragos e que preciso continuar lutando contra eles.

Não vou esconder isso para parecer perfeito.

Eu não sou perfeito.

Nunca fui.

Mas também não sou aquilo que alguém pode contar sobre mim quando quer me colocar como o único culpado de uma história que foi vivida por duas pessoas.

Eu assumo a minha parte.

Apenas a minha.

E isso muda tudo.

Porque durante muito tempo eu achei que precisava explicar cada reação minha.

Hoje não.

Eu sei que uma reação errada continua sendo errada.

Mas também sei que existe uma história antes dela.

Existem coisas que foram acumulando.

Palavras.

Desconfianças.

Atitudes.

Promessas que não mudaram comportamentos.

Conversas que deveriam ser claras e pareciam escondidas.

Pedidos de mudança que foram feitos mais de uma vez.

E situações que foram me deixando cada vez mais cansado.

Eu não quero justificar meus erros.

Quero aprender com eles.

Essa é a diferença.

Eu também não quero mais ficar tentando entender por que, depois de uma briga, tudo parecia voltar ao normal tão rápido.

Eu ficava mal.

Pensava.

Tentava entender.

Enquanto do outro lado parecia que bastava colocar uma foto na academia, postar alguma coisa, curtir, sair, sorrir e continuar como se nada tivesse acontecido.

Durante muito tempo, isso me incomodou.

Hoje, não mais.

Porque eu finalmente entendi que a vida que alguém mostra na internet não é responsabilidade minha.

Se está feliz, que seja feliz.

Se não está, que resolva.

Se quer postar foto sorrindo, que poste.

Eu não preciso mais olhar para uma tela tentando descobrir o que existe por trás de um sorriso.

A vida dela não é mais a minha preocupação.

A minha vida é.

E talvez essa seja a maior mudança dentro de mim.

Eu também não vou mais gastar energia tentando entender por que, depois das brigas, coisas que eram nossas chegavam aos ouvidos de outras pessoas.

Eu nunca entendi.

Eu esperava lealdade.

Não queria que ninguém defendesse meus erros.

Se eu estivesse errado, eu queria ouvir.

Mas eu esperava que aquilo que acontecia entre duas pessoas permanecesse entre duas pessoas.

Quando descobri que havia gente falando de mim, e que quem deveria estar ao meu lado também participava dessas conversas, doeu.

Claro que doeu.

Mas hoje não dói como antes.

Porque algumas decepções só têm poder sobre nós enquanto ainda esperamos alguma coisa delas.

Eu parei de esperar.

Também parei de me preocupar com comparações.

Durante muito tempo, ouvir que alguém era melhor, mais isso ou mais aquilo me fez questionar o meu próprio valor.

Hoje eu penso diferente.

Eu não preciso ser melhor que ninguém.

Não preciso competir com ninguém.

Não preciso provar que sou suficiente.

Quem quiser outro tipo de pessoa, que procure.

Eu não vou mais mudar minha essência para disputar espaço na vida de ninguém.

E existe uma coisa que eu aprendi depois de tudo:

quem precisa diminuir você para se sentir maior já está dizendo muito mais sobre si mesmo do que sobre você.

Eu não quero fazer isso com ninguém.

Nem mesmo com quem me machucou.

Porque eu não quero sair dessa história carregando os mesmos comportamentos que um dia me fizeram sofrer.

Eu quero sair diferente.

Mais consciente.

Mais forte.

Mais tranquilo.

E, principalmente, mais dono de mim.

Eu também não vou esquecer das humilhações.

Não porque quero guardar rancor.

Mas porque algumas coisas precisam ser lembradas para não serem repetidas.

Eu sei o que senti quando fui diminuído diante de outras pessoas.

Sei o que senti quando precisei fingir que não tinha doído.

Sei o que senti quando saí de algum lugar sorrindo por fora e completamente destruído por dentro.

Mas aquilo acabou.

E não vai mais me definir.

Eu não sou aquela versão de mim que saiu de uma discussão se perguntando se era um homem bom o bastante.

Eu não sou aquele cara que precisava da aprovação de alguém para saber o próprio valor.

Eu não sou os meus piores dias.

Eu sou também tudo aquilo que estou fazendo para mudar.

Meus vícios não são meu destino.

Minha raiva não é minha identidade.

Meus erros não são minha sentença.

Eu posso reconhecer tudo isso e continuar de pé.

Aliás, é exatamente isso que estou fazendo.

De pé.

Sem precisar fingir que não doeu.

Porque ser forte não é dizer que nada machucou.

Ser forte é olhar para aquilo que machucou e decidir que não vai deixar aquilo controlar o resto da sua vida.

Eu poderia passar horas contando quem fez o quê.

Mas não quero.

Não preciso.

A verdade não precisa de espetáculo.

Eu sei o que vivi.

E quem viveu comigo também sabe.

O resto é opinião.

E opinião dos outros não vai mais decidir como eu me sinto.

Eu não vou mais correr atrás de explicações.

Não vou mais procurar respostas em redes sociais.

Não vou mais investigar conversas.

Não vou mais tentar descobrir quem está falando de mim.

Não vou mais tentar convencer ninguém da minha versão.

Acabou.

Não porque eu perdi.

Mas porque eu escolhi sair da disputa.

E existe uma diferença enorme entre perder uma batalha e decidir que você não quer mais lutar aquela guerra.

Eu escolhi a segunda.

Hoje eu quero cuidar de mim.

Quero vencer meus vícios.

Quero controlar minhas explosões.

Quero trabalhar.

Quero crescer.

Quero recuperar minha paz.

Quero olhar para trás e conseguir dizer:

“Eu passei por isso, mas isso não acabou comigo.”

Porque não acabou.

Eu ainda estou aqui.

Talvez mais cansado.

Talvez mais desconfiado.

Talvez mais cuidadoso.

Mas também mais consciente.

Eu aprendi a prestar atenção nas atitudes, não apenas nas palavras.

Aprendi que amor sem respeito não basta.

Que carinho sem lealdade não sustenta uma relação.

Que transparência não deveria ser implorada.

Que confiança não sobrevive quando existem segredos demais.

Que comparação machuca.

Que humilhação deixa marca.

Que expor o outro depois de uma briga não resolve nada.

E que duas pessoas podem se amar e, mesmo assim, não saber mais fazer bem uma à outra.

Eu não quero mais ser vítima de ninguém.

Mas também não vou aceitar ser culpado por tudo.

Eu tenho responsabilidade pelos meus erros.

Cada um deve ter responsabilidade pelos próprios.

É simples.

Eu não quero vingança.

Não quero que ninguém sofra.

Não quero destruir reputação.

Não quero transformar passado em guerra.

Quero simplesmente seguir.

E talvez seguir seja a resposta mais forte que eu poderia dar.

Enquanto alguém pode estar preocupado em mostrar para o mundo que está tudo bem, eu estou preocupado em fazer com que realmente fique tudo bem dentro de mim.

Essa é a diferença.

Eu não preciso parecer feliz.

Eu quero ficar em paz.

Não preciso provar que superei.

Quero simplesmente superar.

Não preciso mostrar que estou melhor.

Quero realmente estar melhor.

E isso não acontece em uma postagem.

Acontece longe das câmeras.

Na mudança dos hábitos.

Nas escolhas.

No silêncio.

Na distância.

Na coragem de não voltar para aquilo que fazia mal.

Eu não sei se um dia alguém vai reconhecer os próprios erros.

Talvez reconheça.

Talvez nunca.

Isso já não importa.

Eu reconheço os meus.

E isso é o suficiente para eu seguir.

Eu amei.

Eu errei.

Eu fui ferido.

Também feri.

Tive vícios.

Tive explosões.

Tive momentos dos quais não me orgulho.

Mas também tive momentos em que fiquei quando poderia ter ido.

Perdoei quando estava machucado.

Tentei quando já estava cansado.

E hoje eu não preciso transformar ninguém em vilão para reconhecer que aquela relação deixou de fazer bem para mim.

Algumas histórias terminam.

Algumas pessoas vão embora.

Algumas feridas demoram para fechar.

Mas nenhuma delas precisa decidir quem seremos daqui para frente.

Eu não vou carregar ódio.

Não vou carregar vingança.

Não vou carregar uma culpa que não é minha.

Vou carregar apenas o aprendizado.

E seguir.

Porque eu finalmente entendi uma coisa:

eu não preciso provar que sou forte.

Preciso apenas continuar sendo.

E, depois de tudo que aconteceu, existe uma coisa que ninguém mais vai tirar de mim:

a decisão de não me abandonar novamente.

Eu perdi muito tentando não perder alguém.

Agora eu vou recuperar a mim mesmo.

E isso, para mim, é o verdadeiro recomeço.

Dessa vez, eu vou comigo.

Quando a justiça perde o caminho,o silêncio começa a falar.Muitos procuram por respostas,esperando a verdade chegar.
Não existe paz verdadeiraonde a injustiça insiste em ficar.A esperança de um povo cansadoainda sonha em se levantar.
Helaine machado

Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.

Falar sobre o amor de Deus em corredores universitários muitas vezes provoca reações de impaciência, pois o racionalismo acadêmico tende a rejeitar tudo o que não pode ser medido, provado ou desconstruído criticamente.

Orar é mais do que falar com Deus; é estar em comunhão com Ele e permitir que, pelo Espírito Santo, nossa vida seja conformada à Sua vontade revelada.

⁠"Falar de Deus é tão bom, que perderia até meu último segundo de vida falando isso,
É a pura dádiva,
é apura honra
É a pura adoração"

"No dia que eu parar de
falar de Deus, então o
diabo ganhou"

"Se te criticam por falar de Deus, fale mais, que as críticas venham em dobro, aquele que tem medo da batalha, não serve para está nessa guerra"

"O dia que eu parar de falar de Deus, então minha vida acabou"

“O silêncio também pensa quando a mente finalmente deixa de falar.”